Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Julho 09 2017

 

Figura de cão em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Assinale-se que a pasta e a superfície deste exemplar são mais ásperas do que habitualmente acontece na maioria das peças em biscuit da SP.

 

 

 © MAFLS


Julho 06 2017

 

Iniciam-se amanhã, dia 7, a partir das 18h00, e continuam no sábado, dia 8 de Julho, a partir das 10h00, as comemorações do 17.º aniversário do Museu de Cerâmica de Sacavém, de acordo com o programa que se reproduz.

 

Destaca-se nesse programa o conteúdo dedicado especificamente à cerâmica, que se celebra na sexta-feira, com uma visita à Casa-Museu José Pedro, pelas 18h00, seguida de recepção aos convidados no Museu de Cerâmica de Sacavém, com momento musical, pelas 19h30, e uma visita guiada às reservas e exposições pemanentes do Museu, a partir das 21h00.

 

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Julho 01 2017

 

Caixa em faiança produzida na fábrica Raul da Bernarda, de Alcobaça.

 

Pintada à mão e modelada num tradicional formato de coração, apresenta a legenda  "Amor com / Amor se / paga", característica das frases populares reproduzidas em cerâmica nas décadas de 1940 e 1950, mas que se prolongaram ainda pela década seguinte.

 

 

© MAFLS


Junho 25 2017

 

Conjunto de bule, chávena e pires produzido pela Vista Alegre no último quartel do século XX, por encomenda da Mottahedeh e The Museum of Modern Art, de Nova Iorque, que detem o copyright e o comercializou na sua loja.

 

As peças reproduzem fielmente motivos suprematistas criados por Nicolai Suetin (1897-1954) e aplicados em 1923 na produção da fábrica soviética de porcelana de Petrograd.

 

O Suprematismo teve como seu teorizador e intérprete mais aclamado o pintor russo Kasimir Malevich (1878-1935), o qual visou promover, com o seu manifesto de 1915 e com as suas obras, a supremacia absoluta do abstracto na pintura e na arte.

 

O movimento De Stijl, criado nos Países Baixos em 1917, com Gerrit Rietveld (1888-1964), Piet Mondrian (1872-1944) e Theo van Doesburg (1883-1931), seguiu alguns dos seus princípios, tal como aconteceu a partir de 1919 com o movimento alemão da Bauhaus, fundado por Walter Gropius (1883-1969).

 

 

Como se comprova pela decoração patente neste saleiro, a VA também reproduziu, na época, pois esta peça ostenta a marca correspondente ao período 1924-1947, motivos próximos da gramática composicional característica quer do Suprematismo quer do movimento De Stijl, quer ainda do design promovido pela Bauhaus.

 

Note-se, também, que a obra do notável pintor português Nadir Afonso (1920-2013) radica em princípios muito próximos daqueles que foram estabelecidos por estes três movimentos vanguardistas do século XX (http://www.nadirafonso.com/obra/periodos/), podendo ver-se a taça Copacabana, lançada em 2011 pela VA, com base numa tela de sua autoria, aqui: (http://mfls.blogs.sapo.pt/122862.html).

 

Este artista tem, em Portugal, dois notáveis edifícios consagrados à sua obra – o Centro de Artes Nadir Afonso (http://architizer.com/projects/centro-de-artes-nadir-afonso/), em Boticas, concebido pelo gabinete da arquitecta nova-iorquina Louise Braverman (datas desconhecidas; http://www.louisebravermanarchitect.com/), inaugurado em 2013, e o Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (http://www.archdaily.com.br/br/791205/museu-de-arte-contemporanea-nadir-afonso-alvaro-siza-vieira), em Chaves, concebido por Álvaro Siza Vieira (n. 1933) e inaugurado em Julho de 2016.

 

Lamentavelmente, ainda nenhuma das instituições desenvolveu um website específico para estes projectos.

 

 

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Junho 17 2017

 

Pote, a que falta a tampa, em porcelana da Vista Alegre.

 

Como se comprova pela legenda manuscrita, corresponde ao modelo P. 535 tendo o seu motivo sido desenhado por J. Cazaux (datas desconhecidas), director artístico da fábrica.

 

 

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Junho 11 2017

 

Placa em biscuit da Vista Alegre com complementos a ouro.

 

Lançada em 1986, destinou-se a comemorar os 140 anos da fundação do Banco de Portugal.

 

 

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Junho 03 2017

 

Jarra, que originalmente apresentava uma tampa convexa, em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

 

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Maio 28 2017

 

Jarra em porcelana da Vista Alegre, com decoração minalista repetitiva, a verde, sobre fundo creme.

 

Veja-se uma jarra com o mesmo motivo e considerações sobre o seu formato, e a sua eventual origem de influência estrangeira, que não se restringirá apenas à produção da fábrica alemã Rosenthal e se alargará à produção inglesa, e de outras nacionalidades, aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2013/01/jarra-art-deco-com-riscas-verdes-vista.html.

 

 

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Maio 23 2017

 

O Museu de Cerâmica de Sacavém promove no próximo sábado, dia 27 de Maio, pelas 15h00, mais uma das suas conversas mensais, desta vez subordinada ao tema Sacavém – Uma Paixão.

 

Nesta ocasião o orador convidado será Clive Gilbert (n.1938), MBE, administrador e último proprietário da Fábrica de Loiça de Sacavém e actual vice-presidente da Direcção da Associação dos Amigos da Loiça de Sacavém (https://www.facebook.com/associacao.amigos.loica.de.sacavem).

 

A imagem do operário da FLS que ilustra este convite é da autoria do consagrado fotógrafo, e antigo empregado da fábrica, Eduardo Gageiro (n. 1935).

 

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Maio 20 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 7,6 cm. de altura, em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Ostenta uma imagem estampada, complementada com pintura manual e filetagem a dourado, do Mosteiro da Batalha e, no verso, a inscrição Batalha / Portugal, dentro de uma cercadura.

 

Curiosamente, os elementos que constituem a cercadura surgem também com frequência nos ferros forjados de alguma arquitectura da década de 1950, e ainda nalguma da década seguinte.

 

 

Esta imagem do Mosteiro da Batalha integra uma série de gravuras sobre monumentos portugueses, onde, entre outros, surgem o templo romano de Évora (conhece-se a gravura aplicada sobre um pequeno cachepot quadrangular como o que se pode ver aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/239670.html, com a referência X186) ou a estátua de D. Afonso Henriques, em Guimarães (conhece-se a gravura aplicada sobre um pequeno prato, com cerca de 9,8 cm. de diâmetro, ostentando a referência X1002).

 

O formato desta jarra produziu-se em diversas dimensões, com diferentes vidrados e em diferentes cores, incluindo o azul cobalto complementado a ouro.

 

Com esta última decoração conhece-se um outro exemplar, com cerca de 15,3 cm. de altura, ostentando a marca manuscrita X250 - E / Aleluia / [A]veiro / Feito em / Portugal.

 

 

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