Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 03 2016

 

Taça em faiança rodada e moldada manualmente, com cerca de 5,2 cm. de altura e 14,3 de diâmetro máximo, da oficina de Germano Luís da Silva (1890-1957), nas Caldas da Rainha.

 

Este exemplar foi exibido na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos EUA, correspondendo a faixa branca horizontal, que surge junto da marca, à banda magnética de segurança aplicada durante aquele evento.

 

Leia-se uma pequena nota sobre a fábrica e veja-se outra peça, já de um período posterior, com a marca Faianças Germano, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/129008.html.

 

 

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Novembro 27 2016

 

Peça em técnica raku da autoria da ceramista francesa, radicada em Portugal, Nadine Guéniou (datas desconhecidas), apresentando na base o seu monograma.

 

Veja-se a sua página de divulgação aqui: https://www.facebook.com/Nadineceramicas/ .

 

 

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Novembro 19 2016

 

Prato em faiança, com cerca de 22,4 cm. de diâmetro, da fábrica Sant'Anna, de Lisboa.

 

Apresenta uma mancha mais clara na cercadura interior que se deve a um retoque aplicado na pasta ainda antes de a pintura manual ser executada.

 

 

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Novembro 13 2016

 

Conjunto de pires e chávenas de café, em porcelana da Vista Alegre, apresentando motivos criados, na viragem do século XX para o século XXI, pela artista plástica Sofia Areal (n. 1960).

 

Ao contrário do que acontece nas chávenas, que têm cerca de 5,6 cm. de altura e também 5,6 cm. de diâmetro, a decoração dos pires, que têm cerca de 11,6 cm. de diâmetro, remete claramente para a gramática pictórica do conceituado pintor catalão Joan Miró (1893-1983).

 

Consulte-se o site da artista aqui: http://sofiaareal.com/sofiaareal/.

 

 

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Novembro 05 2016

Pequena travessa, com cerca de 17,6 x 23 x 2,1 cm., em faiança da fábrica Secla, Caldas da Rainha.

 

Enquadrando-se claramente na série de motivos regionais comercializada a partir dos desenhos originais concebidos por Hansi Staël (1913-1961), este exemplar não ostenta, contudo, as duas iniciais –  as de  H. S. e as do/a pintor/a da fábrica, que habitualmente surgem junto à marca manuscrita, limitando-se a apresentar apenas a inicial "S", que corresponderá a quem executou a reprodução.

 

 

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Outubro 30 2016

 

Grande castiçal em faiança, com cerca de 50,4 cm. de altura, modelado pela ceramista Bela Silva (n. 1966).

 

Produzido na fábrica Bordallo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, e comercializado em 2005 pelo Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, esta peça inseria-se num conjunto de criações contemporâneas que pretendia evocar e homenagear a herança da cerâmica caldense, em geral, e celebrar, em particular, o impulso criativo e artístico que Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) trouxe a esta indústria no último quartel do século XIX.

 

Na mesma ocasião o museu promoveu e comercializou também recriações de conjuntos tradicionais das peças bordalianas em faiança, recobertas a crochet, concebidos por Joana Vasconcelos (n. 1971).

 

 

Capa do catálogo, com design de Jorge Colombo (n. 1963), da exposição de Bela Silva intitulada Antes do Mar, As Águas, que esteve patente no Museu Nacional do Azulejo entre 15 de Abril e 25 de Junho de 1999.

 

 

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Outubro 22 2016

Espremedor para citrinos, com cerca de 8,7 x 21,8 x 9 cm., em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

 

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Outubro 19 2016

 

O Museu de Cerâmica de Sacavém retomará a partir do próximo dia 22 de Outubro, sábado, pelas 15h00, a série de encontros mensais intitulada "À Conversa com...".

 

A conferência que dará o mote a esta nova conversa intitula-se A Azulejaria de Jorge Rey Colaço e será proferida por Cláudia Emanuel Franco dos Santos, que se encontra a realizar uma tese de doutoramento subordinada ao tema “Jorge Rey Colaço: Biografia, inventário azulejar e problemas de conservação (1868-1942)”.

 

Transcreve-se a nota bio-bibliográfica sobre Jorge Colaço que a autora forneceu ao MCS:

 

"JORGE COLAÇO nasceu em Tânger em 1868 e faleceu em 1942. Fez os estudos artísticos em Madrid e em Paris.

 

Em 1903, já em Lisboa começa a experimentar um novo suporte para as suas pinturas, o azulejo, dado que havia conhecido os Gilman, proprietários da Fábrica de Sacavém, o que lhe permite ensaiar o seu traço sobre um novo suporte. Em data incerta, Colaço vai trabalhar, para a fábrica de Sacavém e aí permanece até 1924. A partir desta data vai trabalhar para a Fábrica Lusitânia em Lisboa, em atelier independente da fábrica, tal como tinha acontecido em Sacavém e aí permanece até 1942.

 

O estudo da obra azulejar que tenho vindo a fazer abrange apenas Portugal, Açores e Madeira e permitiu inventariar cerca de 1000 painéis, em 116 locais diferentes.

 

Colaço pintava azulejo segundo a técnica tradicional, isto é sobre vidrado cru. Pintava também com a técnica da estampilha, da estamparia, da corda seca e terá ainda utilizado a técnica da serigrafia cerâmica, a quem se atribui, sem certeza, ser pioneiro. Pintou sobre chacota texturada, utilizou prateados, dourados, mas principalmente inovou. Colaço pintou painéis sobre vidrado já cozido!

 

Colaço num artigo que ele próprio escreve em 1933, refere ter como base essencial do seu trabalho um lema: Portugal. Pelas razões que o próprio invoca a temática da portugalidade é diversificada, desde cenas históricas, a cenas de carácter militar, cenas etnográficas (rurais e piscatórias), cenas religiosas, episódios da literatura de Camões e de outros autores … um manancial de temáticas a que uma imaginação criativa não ficou alheia.

 

Até ao ano de 1930, a expansão da rede ferroviária originou uma enorme renovação das antigas estações ferroviárias e Colaço foi o primeiro dos escolhidos para esta empreitada o que nos permite contemplar a bela Estação de S. Bento no Porto, com azulejos produzidos na Fábrica de Sacavém."

 

 

Painel azulejar da autoria de Jorge Colaço (1868-1942), ostentando a legenda Ecce Agnus (Eis o Cordeiro [do Senhor]), aplicado na fachada de uma vivenda em Santa Cruz, concelho de Torres Vedras.

 

Apresenta ainda a assinatura manuscrita do artista, bem como indicação do local de manufactura, "Lisboa", e da data de conclusão, "11 / 6 / 925".

 

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Outubro 16 2016

 

Placa cerâmica decorada a stencil e esponjado, com cerca de 0,7 x 20,1 x 30,1 cm., comercializada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, no primeiro lustro do século XXI.

 

A nota impressa que originalmente acompanhava a peça apresenta a seguinte inscrição: "Azulejos / azul e amarelo / Adaptação livre a partir dos "Biombos Nambam" pertencentes à época clássica da Escola de Kano – Japão séc. XVI, XVII. Pormenor de detalhes do biombo atribuído a Kano Domi (1593-1600). / Ana Cordovil Wemans / M. N. A. A. 2 / IPM".

 

A autora deste motivo, que reinterpreta uma criação artística directamente relacionada com a presença dos portugueses e dos gaijin em solo nipónico durante os séculos XVI e XVII, a ceramista Ana Cordovil Wemans (n. 1956), dispõe de uma oficina própria de azulejaria, em Lisboa, e de um site onde ilustra a sua produção: http://www.anacordovil.com/home/projectos-realizados.

 

Uma vez que o tardoz se encontra revestido a aglomerado de cortiça, não é possivel identificar qualquer marca da fábrica / oficina que produziu esta placa cerâmica.

 

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Outubro 08 2016

 

Pequena jarra, com cerca de 9,3 cm. de altura, da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresentando um invulgar tronco pentagonal, ostenta numa dessas cinco faces decoração vegetal, em relevo moldado, que está sublinhada com delineação a verde, aplicada manualmente.

 

Note-se, ainda, como a referenciação do formato, J29, replica o sistema utilizado na Electro-Cerâmica do Candal (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccv-309389), de Vila Nova de Gaia, que a partir de 1945, tal como a SP, passaria a integrar definitivamente o grupo Vista Alegre.

 

 

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