Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 30 2009

 

Pequena figura Art Déco de um cão Scottish Terrier em vidrado mate.

 

Embora não apresente qualquer número na base, a figura corresponde ao número 193 da tabela de 1945, onde surge referenciada sob a designação Cão Tipo A do 1.º, ao preço de 15$00. Conhecem-se exemplares marcados, com diferentes cores e tamanhos, nas reservas do MCS. A presente figura poderá corresponder ao Scottish Terrier modelado cerca de 1934 por Donald Gilbert (1901-1960) para a fábrica inglesa Denby Pottery.

 

Esta peça foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

 

© MAFLS


Novembro 29 2009

 

Prato de sobremesa com decoração Art Déco a esmalte e platina (prata), número 673, pintada à mão sobre o vidrado.

 

O registo desta decoração existente no CDMJA refere que a mesma se destina a serviços de chá e café formato "Avenida", sendo fabricada com prata e ouro.

 

 

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Novembro 28 2009

 

Jarra da Fábrica do Carvalhinho, com pintura à mão sob o vidrado.

 

O formato da peça reproduzida encontra-se referido numa tabela de preços da Fábrica Cerâmica do Carvalhinho não datada, embora seja muito provavelmente da década de 1930, sob o número 5, jarra bôjo, ao preço de 15$00.

 

Nessa tabela encontram-se referenciadas 130 peças sob a designação Loiça Decorativa (Reprodução Faianças Portuguesas) e 77 sob a designação Loiça Decorativa – Série A (Género moderno).

 

 

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Novembro 27 2009

 

Prato decorativo de parede, pintado à mão por Nuno Lopes (1920-1974).

 

 

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Novembro 26 2009

 

Prato fundo decorado com pintura, à mão, sob o vidrado.

 

Embore este prato não ostente o número do motivo, esta será uma decoração revivalista da década de 1960 que reinterpreta o estilo floral Art Déco de Clarice Cliff (1899-1972).

 

Na década de 1960 verificou-se em Portugal uma tendência para decorar as peças de faiança com flores de grandes dimensões, pintadas à mão, particularmente nas fábricas de Alcobaça e das Caldas da Rainha.

 

Esta decoração da FLS insere-se nessa tendência, que proporcionou grandes encomendas internacionais às fábricas portuguesas envolvidas e, curiosamente, parece ter tido grande sucesso nos mercados escandinavos.

 

 

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Novembro 25 2009

 

Prato de sobremesa estampado com o motivo Beira, sob o vidrado, e complemento dourado, sobre o vidrado.

 

 

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Novembro 24 2009

 

Açucareiro (?), formato Estoril, em pasta azul.

 

A classificação interrogada deve-se ao facto de este não corresponder ao modelo de açucareiro Estoril que se conhece e surge no catálogo de formatos de Maio de 1950, nem corresponder a qualquer peça aí reproduzida. Este formato, aliás, representa o exemplo mais conseguido de estilo Art Déco na produção de serviços de mesa da FLS, embora tenha sido um modelo cujo design foi importado. 

 

De qualquer modo, não há qualquer dúvida que este é um formato Estoril. Basta comparar com a saladeira que surge no referido catálogo, e que será aqui reproduzida em breve, e atentar no facto de a pasta cerâmica ser azul.

 

Resta, contudo, uma outra dúvida – terá esta peça sido produzida como um açucareiro alternativo ao modelo Estoril original ou terá sido concebida para ser comercializada como, por exemplo, uma pequena molheira, uma mostardeira, uma taça coberta para compota, ou mesmo, o que se afigura menos provável, uma manteigueira?

 

 

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Novembro 23 2009

 

Capa do catálogo Dar Sentido à Argila, Os Ateliês de Decoração na Fábrica da Loiça de Sacavém, publicado em 2007 pelo Museu de Cerâmica de Sacavém para complementar a exposição homónima.

 

A ilustração da capa apresenta um detalhe de uma placa cerâmica pintada em 3 de Julho de 1934 por Álvaro Mendes Alves (1905-1996), reproduzindo uma fotografia da Casa Alvão (fundada em 1901, por Domingos do Espírito Santo Alvão, 1869-1946), Porto, intitulada Pastora.

 

Neste volume podem-se encontrar diversas informações sobre dois artistas e pintores de cerâmica da Fábrica de Loiça de Sacavém – Álvaro Mendes Alves e Nuno Lopes (1920-1974).

 

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Novembro 22 2009

 

Jarra da série Arte Nova, com decoração de Nuno Lopes (1920-1974).

 

Nuno Lopes entrou a serviço da FLS em 2 de Maio de 1951, como pintor de 2.ª, de barro branco, categoria que mantinha ainda em 1969, com a designação barro branco substituída por loiça doméstica, segundo os registos da empresa.

 

Foi precisamente na década de 1950, num contexto de modernização do design cerâmico português protagonizado pelas fábricas Aleluia (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/148829.html), de Aveiro, e Secla, das Caldas da Rainha, que a FLS lançou a série Arte Nova.

 

A inovação deste conjunto de peças não se limitou à decoração, traduzindo também, tal como acontecera nas referidas fábricas, uma renovação das formas. Em certos exemplares, esta série transmitiu à loiça decorativa e à loiça de mesa um maior sentido escultórico, a que se podia aliar, no caso desta última, uma tentativa de lhe conferir maior e melhor funcionalidade. Como se pode observar pela marca reproduzida, foi uma série que se manteve em produção até à década de 1970.

 

Na tabela de preços de Maio de 1960, existente no CDMJA, a série Arte Nova aparece com 57 peças registadas, surgindo esta jarra sob o número A-23, Jarra n.º 2, ao preço de 60$00 para colorido sem ouro, e com a anotação manuscrita de um peso de 720 gramas.

 

Na tabela de Maio de 1979 surgem indicados apenas modelos 18 desta série, que já não incluem este formato.

 

Para mais informação sobre Nuno Lopes consulte o livro Dar Sentido à Argila, Os Ateliês de Decoração na Fábrica da Loiça de Sacavém, publicado pelo Museu de Cerâmica de Sacavém em 2007, onde se reproduzem também algumas das suas peças.

 

 

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Novembro 21 2009

 

Tigela formato Francês com tampa e decoração geométrica aerografada, número 506.

 

O registo desta decoração existente no CDMJA refere que a mesma se destina a "tijelas lisas c/ tampa e Francez".

 

A decoração geometrizante com quadrados e círculos foi particularmente popular durante a década de 1930, sendo comum em azulejos que combinavam estas formas em  várias cores e tonalidades. Ainda hoje é possível observar uma variante dessas combinações geométricas no revestimento em azulejo da estação de Alcântara-Terra, em Lisboa.

 

Nessa mesma década, um dos principais técnicos da secção era Joseph Clemens (datas desconhecidas), que veio da Alemanha para se encarregar do recorte (abertura) das chapas metálicas para decoração a aerógrafo. Segundo o seu filho, Walter Clemens (1934-2007), estas chapas eram em estanho e zinco.

 

Uma lista dactilografada da Secretaria-Geral da FLS intitulada "Estrangeiros que estiveram ao serviço da fábrica em diversos sectores de trabalho", datada de 1971 e depositada no CDMJA, refere que Joseph Clemens, conhecido entre os trabalhadores como José Alemão, entrou ao serviço da fábrica em 15 de Setembro de 1926, como abridor de chapas, aí tendo permanecido até 1971.

 

 

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