Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 11 2010

 

Cinzeiro decorado sob o vidrado, com o slogan "Sacavém / Loiça de Superior Qualidade".

 

Embora esta seja uma peça de um formato mais convencional, note-se como o slogan e as cores coincidem exactamente com as de um outro cinzeiro já reproduzido (http://mfls.blogs.sapo.pt/5453.html). Notem-se, contudo, as ligeiras diferenças no lettering Sacavém, particularmente visíveis nas consoantes.

 

 

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Agosto 09 2010

 

Pormenor de um painel de azulejos, datado de 1912 e pertencente a uma antiga mercearia, existente no cruzamento da Avenida Visconde de Valmor com a Avenida 5 de Outubro, em Lisboa. Para além da pintura policromada sob o vidrado, este painel apresenta ainda retoques a dourado sobre o vidrado.

 

A figura feminina apresenta-se aqui a tocar um shamizen, instrumento musical japonês, de cordas, habitualmente associado à arte das gueixas.

 

Com a reabertura do Japão ao mundo ocidental, no início da década de 1850, uma nova tendência sucedeu à chinoiserie e se desenvolveu na Europa e na América, a qual passou a ser conhecida, também em Francês, como japonisme.

 

A consagração desta tendência deu-se durante as exposições universais de 1867 e 1878, e estendeu-se à pintura, marcando a obra de artistas como Claude Monet (1840-1926; cf., entre outras, a obra Madame Monet en costume japonais [1875]) e Vincent van Gogh (1853-1890). (Para a discussão de mais alguns aspectos desta tendência cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/30564.html.)

 

Em 1860, na sequência daquela reabertura e a exemplo do que aconteceu com outras nações ocidentais, Portugal assinou com o Japão um Tratado de Paz, Amizade e Comércio.

 

 

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Agosto 07 2010

 

Prato de parede com decoração estampada sobre o vidrado e vestígios de dourado no rebordo. No verso apresenta quatro orifícios que permitem a colocação de um fio, ou arame, para suspender a peça.

 

Um prato de diferente formato, mas com a mesma estampa, encontra-se reproduzido no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, Segunda Edição, realizada em 2009 no MCS.

 

Note-se como este formato apresenta um recorte floral estilizado. Para um paralelismo com os motivos florais da decoração estampada veja-se um azulejo da FLS com o motivo nenúfar em: http://mfls.blogs.sapo.pt/51916.html .

 

 

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Agosto 05 2010

 

Azulejo com decoração Arte Nova em relevo. No tardoz apresenta a inscrição "XIII o", em relevo, e o número "600", manuscrito a lápis. Considerando as dimensões e as características do tardoz, é possível que seja produção da FLS.

 

Na página 31 do livro O Azulejo em Portugal no Século XX (2000), encontra-se também reproduzido um painel com nove azulejos similares, em verde sobre fundo beige, sendo a sua produção atribuída à FLS.

 

Tal é também a opinião de Isabel Almasqué e Barros Veloso que, nas páginas 57 a 61 da sua obra O Azulejo Português e a Arte Nova (2000), atribuem esta produção à Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

 

Conhece-se ainda um azulejo em relevo com este motivo, mas recoberto a vidrado metalizado, produzido pela célebre fábrica húngara Zsolnay.

 

Veja-se uma variante de cor deste azulejo, aplicado numa casa de Aveiro, aqui: http://www.artnouveau-net.eu/image_bank_pic.asp?slika=1675.jpg.

 

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Agosto 03 2010

 

Terrina com decoração floral e filete, a verde, sob o vidrado.

 

De acordo com o Catálogo de Formatos de Loiças Domésticas, de Maio de 1950, este exemplar corresponde ao formato Popular, que não se encontra referenciado nas tabelas de preços de 1932 e de 1938.

 

  

 

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Agosto 01 2010

 

Detalhes dos painéis da estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

No canto inferior direito do painel azul e branco reproduzido acima, intitulado Torneio dos Arcos de Valdevez (século XII), note-se o rectângulo de tela adesiva que assegura a manutenção in situ de alguns azulejos. Embora diversos painéis tenham sido restaurados por F. Gonçalves (activo entre c. 1954 e c. 1978) em 1978, a verdade é que o revestimento azulejar necessita actualmente de uma urgente intervenção de consolidação.

 

O friso multicolorido, com representações alegóricas da história dos transportes, remata todos os alçados do átrio.

 

No painel reproduzido abaixo, note-se como a locomotiva não só surge flanqueada pelo verde-rubro da bandeira republicana como apresenta ainda as mesmas cores nos amortecedores. Tal não será surpreendente se recordarmos que as obras, iniciadas ainda durante o período monárquico, se prolongaram por uma década, concluindo-se já em pleno período republicano.

 

 

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