Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 31 2010

 

Grande azulejo (aproximadamente 20 x 20 x 1,8 cm.) produzido cerca de 1960 por Ferreira da Silva (n. 1928), para a fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

No tardoz apresenta, incisas, a sigla e as iniciais do artista, "FS", a inscrição "Secla / Portugal" e o número "19", correspondendo este número à decoração.

 

Entre outras, a Secla promoveu uma exibição da obra de Ferreira da Silva na The Architectural League of New York (http://archleague.org/), durante o ano de 1960, onde se expuseram azulejos similares a este.

 

Durante essa década, os azulejos da Secla foram importados para os EUA pela empresa Frost Ceramic Imports.

 

 

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Outubro 30 2010

 

Pequena jarra da Fábrica do Carvalhinho com pintura à mão, sob o vidrado, e a seguinte inscrição:

 

" DÔCE MEL DE PORTUGAL, / UMA GÔTA EM CADA FLÔR / LOUVADO SEJA O SENHOR! ".

 

 

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Outubro 28 2010

 

Azulejo com decoração moldada em relevo e retoques a dourado sobre o vidrado.

 

No tardoz apresenta a inscrição "SACAVEM", em relevo.

 

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Outubro 26 2010

 

Jarro, formato Boneca Holandeza, pintado sobre o vidrado.

 

Este jarro corresponde ao formato 168, referenciado na tabela de Novembro de 1945 ao preço de 22$00 para "Colorido s/ ouro". Na tabela de Maio de 1951 surge a 24$00, para "Coloridos Mates ou coloridos s/ ouro", e na de Maio de 1960 a 24$00, para "Branco colorido S/ ouro".

 

Qualquer um destes três catálogos refere dois modelos similares, indicando o de 1960 que o número 168 corresponde a um "Jarro para água formato rapariga Holandesa" e o 169 a um "Jarro para água formato rapariga Holandesa, c/ tampa". O exemplar deste catálogo existente no CDMJA refere que o peso desta peça é de 723 gramas.

 

Fará conjunto com duas outras peças já reproduzidas anteriormente (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/modelo+holand%C3%AAs).

 

Um modelo similar a este, do acervo do MCS, foi exibido na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos EUA.

 

 

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Outubro 24 2010

 

Azulejo, com as dimensões aproximadas de 12,2 x 18,4 cm., pintado à mão sob o vidrado. No tardoz apresenta a inscrição "SACAVEM", em relevo.

 

A linha do horizonte parece corresponder àquela que se encontra desde Sacavém a Vila Franca de Xira, quando vista de Alcochete ou de outro ponto, a seu montante, da margem sul do Tejo.

 

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Outubro 23 2010

 

Pratos decorativos em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, com estampagem policromada, esmalte aerografado, nos rebordos, e retoques e filetagem a dourado, sobre o vidrado.

 

No prato reproduzido acima apresenta-se a imagem de uma truta-salmonada (Salmo trutta L.) e no reproduzido abaixo a imagem de uma variante de barbo (Barbus barbus L.), ambos peixes comuns nas águas fluviais portuguesas (cf. http://www.cartapiscicola.org/).

 

Embora, à primeira vista, esta decoração pareça não ter qualquer influência oriental, note-se como os remates dourados dos rebordos fazem lembrar duas folhas sobrepostas de ginkgo (Ginkgo biloba L.), árvore sagrada para os budistas e conotada no ocidente com a China e o Japão, e a representação dos peixes em grande plano evoca o tratamento gráfico das xilogravuras japonesas.

 

Prato estampado da série Aquarium, desenhada no final do século XIX por William S. Coleman (datas desconhecidas) para a fábrica inglesa Mintons.

 

A Empresa Electro-Cerâmica foi fundada no Candal, Vila Nova de Gaia, por escritura de 28 de Março de 1919, com o capital social de 599.940$00.

 

A 9 de Junho de 1921 esse capital foi aumentado para 3.600.000$00, ficando assim distribuído: Joaquim Pereira Ramos, 496.870$00; Pinto da Fonseca & Irmão, 300.060$00; Joaquim Pinto Leite, Filho & C.ª, 300.060$00; Dr. José Pereira Caldas, 287.370$00; Banco Comercial do Porto, 135.720$00; Banco Aliança, 54.000$00; Alfredo Pinto de Castro e Silva, 18.000$00; Calisto Bueri, 5.400$00; e Dr. Manuel José Coelho, 2.520$00 (Note-se que apesar de o  Diário do Governo indicar o capital de 3.600.000$00, a soma das parcelas totaliza apenas 1.600.000$00).

 

A 27 de Outubro de 1932 foi reduzido para 90.000$00, ficando distribuído por 100.000 acções no valor nominal de 90 centavos. A 23 de Agosto de 1935 a empresa alterou novamente os seus estatutos, mantendo o valor do capital social, embora a administração tenha sido autorizada a aumentá-lo para 900.000$00, quando considerado oportuno.

 

 

A 27 de Janeiro de 1945 a empresa aumentou o seu capital de 900.000$00 para 5.000.000$00, um aumento de 4.100.000$00 que ficou assim distribuído: António Coimbra e Irmão, 20.250$00; Fernando Henrique Braga Vareta, 4.050$00; Luiz Alves de Carvalho, 40.500$00; Álvaro Fernandes Ferreira, 2.070$00; Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, 810$00; Amadeu Martins Pinto, 450$00; António Dias de Carvalho, 8.100$00; Óscar Guisado, 1.260$00; Pacheco, Filhos, Limitada, 94.230$00; José de Vilas Boas, 221.400$00; Moses Amzalak, 30.330$00; e Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre, Limitada, 3.676.550$00.

 

A 9 de Abril do mesmo ano, a empresa, já controlada pela Vista Alegre, adquiriu 50% do capital da Sociedade de Porcelanas, Limitada, de Coimbra. Os restantes 50% do capital social da SP, que passou a totalizar 1.000.000$00, foram adquiridos pela VA. Conforme se constata em nova publicação no Diário do Governo, este processo apenas se concluíu a 17 de Junho de 1945.

 

Desta série de pratos conhece-se ainda um outro exemplar apresentando uma imagem de um lavagante europeu (Homarus gammarus, antes genericamente classificado como Cancer gammarus L.), que não se reproduz devido ao seu extremo mau estado.

 

 

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Outubro 22 2010

 

Terrina Art Déco, formato Estoril, decorada como o motivo 989, e filetagem a dourado, sobre o vidrado.

 

Este corresponde ao formato Casino, lançado cerca de 1932 pela fábrica inglesa Royal Doulton. A própria decoração é semelhante às decorações Marquis (laranja e preto) e Radiance (verde e preto) apresentadas por essa fábrica.

 

No entanto, na composição dos serviços Estoril a FLS apenas produziu pratos cobertos, saladeiras (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/38568.html) e terrinas seguindo o formato Casino, da Royal Doulton. Os serviços de café e chá correspondiam a um outro formato, com denominação desconhecida, apresentado pela fábrica inglesa Carlton Ware (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/27114.html).

 

As terrinas, saladeiras e pratos cobertos formato Estoril não estão referenciadas nas tabelas de 1932 e 1938 mas surgem no catálogo de 1950. 

 

 

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Outubro 20 2010

 

Malga formato Liso, decorada a stencil (chapa recortada) sob o vidrado com marca do importador marroquino, S. J. Benchaya, Casablanca.

 

Os termos malga e tigela são algumas vezes usados indistintamente em Portugal, embora o catálogo de formatos da FLS, de Maio de 1950, documente bem a diferença que, na produção da fábrica, existe entre os dois recipientes. A tigela é um recipiente com fundo interior côncavo. A malga é sempre mais larga que alta, apresentando geralmente o fundo liso.

Assim, as tabelas de 1932 e 1949 referem que as malgas têm uma capacidade que varia entre os 2 e 30 decilitros, enquanto a das tigelas varia entre os 1 e 12 decilitros. A primeira tabela refere três variantes de formato para as malgas – Espanhol (cazoletas), Liso, e Relevo.

 

Na tabela de 1949 já não está referenciado o formato Relevo, surgindo o termo cazoletas grafado cazoletos na tabela de 1949 e gazoletos no catálogo de 1950.

 

Esta malga mede cerca de 22 cm. de diâmetro e tem uma capacidade de 11 decilitros, pelo que corresponde ao 4.º formato da tabela de 1932, onde surge ao preço de 2$45 para Colorido, e de 1949, onde surge ao preço de 6$00, para Branco, 7$00, para Colorido s/ ouro Classe A, 8$00, para Colorido s/ ouro Classe B, e 10$00, para Colorido s/ ouro Classe C.

 

 

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Outubro 18 2010

 

Tigela formato Meia-Cana com decoração estampada sobre o vidrado. 

 

Este formato não se encontra referenciado na Tabela de Preços de Janeiro de 1932, onde surgem três formatos – Douro, Francez e Liso. Segundo indicações da mesma, as capacidades das tigelas variam entre o decilitro e os 12,5 decilitros.

 

Nessa tabela surgem também referenciadas as tigelas de lavar, com capacidades que variam entre os 4 e 12 decilitros, as tigelas para pudings, com capacidades variando entre os 1,5 e 25 decilitros, e os tigelões, com capacidades variando entre os 16 decilitros e os 5,5 litros.

 

O formato Meia-Cana encontra-se reproduzido no Catálogo de Formatos de Loiças Domésticas, de Maio de 1950.

 

 

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Outubro 17 2010

 

Taça moldada em porcelana, pintada a esmalte policromado sobre linhas incisas. Assinada na pasta com as iniciais "S. R." (Sandra Ribeiro, n. 1980) e datada "06" (2006).

 

Como se pode verificar, a taça apresenta em fundo um acabamento biscuit, ganhando relevo convexo no centro. A concavidade daí resultante, no verso, está também pintada a esmalte, ligando-se à decoração da frente através de um traço contínuo.

 

  

Sandra Ribeiro frequentou o curso de Escultura Cerâmica Contemporânea do CENCAL, nas Caldas da Rainha (cf. http://www.cencal.pt/pt/default.htm),  possuindo um atelier próprio e estando também ligada ao Espaço 23, na Nazaré.

 

 

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