Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 29 2010

 

Azulejo com decoração moldada em relevo e vidrado policromático. No tardoz apresenta uma coroa e a inscrição "SACAVEM", em relevo.

 

Um painel de quatro azulejos da colecção Feliciano David e Graciete Rodrigues (†) com variantes cromáticas deste motivo, apresentando também vidrado castanho, foi reproduzido no catálogo da exposição Itinerário pela Produção da Fábrica de Loiça de Sacavém, realizada em 2000 no Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Na página 30 do livro O Azulejo em Portugal no Século XX (2000), encontra-se também reproduzido um painel com nove azulejos nestas tonalidades.

 

 

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Novembro 28 2010

 

Figura de urso polar, em faiança com vidrado brilhante, da empresa Elias & Paiva.

 

Esta figura é já característica das décadas de 1950 e 1960, quando a fábrica reduziu a sua produção de formatos e decorações tradicionais a fim de seguir uma política de exportação para a Europa e EUA, embora seja reminiscente de um urso polar modelado por Edouard Lefèbvre (datas desconhecidas) para ser comercializado como ampara-livros (número 83) pela fábrica francesa Onnaing nas décadas de 1920 e 1930.

 

Compare-se ainda este urso polar com um outro da FLS reproduzido em: http://mfls.blogs.sapo.pt/19560.html.

 

A Elias & Paiva, Elpa, foi constituída por escritura de 19 de Janeiro de 1946, com o capital social de 50.000$00, dividido equitativamente em cinco acções de 10.000$00 em nome de Manuel António Rodrigues, Joaquim Elias Baptista Paiva, António Elias da Silva, Bernardo Matias Coelho e António Lopes Vieira. A 13 de Março de 1950 Manuel António Rodrigues tranferiu a sua participação na empresa para Bernardo Matias Coelho (3.300$00), António Elias da Silva (3.300$00) e Joaquim Elias Baptista Paiva (3.400$00).

 

Em 1969 a empresa veio a adquirir a fábrica Pereira & Lopes, onde António Elias da Silva trabalhara na década de 1940, mas acabou por encerrar em 2001. A propósito desse encerramento, o jornal Público, de 8 de Janeiro de 2002, veiculou a seguinte notícia:

 

"Alcobaça / Cerâmica Elias com salários em atraso

Mais de 300 trabalhadores da cerâmica Elias e Paiva, em Alcobaça, reclamaram ontem o pagamento dos salários em atraso e de indemnizações durante uma marcha de cinco quilómetros até à residência de um dos administradores. Os operários da empresa, que encerrou em meados de Dezembro, exigem o pagamento do ssalários de Outubro, Novembro e Dezembro e as indemnizações em dívida, responsabilizando a administração da fábrica pelos [sic] falência. A direcção da Elias e Paiva alegou "problemas económicos" e "falta de dinheiro para investir na reestruturação da empresa" como justificações para o encerramento."

 

 

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Novembro 27 2010

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um oficial de Caçadores 2, em uniforme de 1810.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

O Batalhão de Caçadores 2 esteve empenhado nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, de Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, de Salamanca, a 22 de Julho de 1812, de Vitoria, a 21 de Julho de 1813, dos Pirinéus, entre 28 e 30 de Julho de 1813, de Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, de Nive, a 9 de Dezembro de 1813, e de Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814.

 

Participou também nos combates de Riobena, a 20 de Outubro de 1812, da ponte de Valladolid, a 28 de Outubro de 1812, de Huerba e San Muñoz, a 17 de Novembro de 1812, de Alturas de Zarza, a 31 de Julho de 1813, de Echalar, a 2 de Agosto de 1813, de Zugaramurdi, a 13 de Agosto de 1813, de Hastingues, a 23 de  Fevereiro de 1814, e Blaye, a 5 de Abril de 1814.

 

Interveio ainda nos sítios da Praça de Badajoz (segundo), entre 19 de Maio e 17 de Junho de 1811, da Praça de Ciudad Rodrigo, entre 7 e 19 de Janeiro de 1812, e do Fuerte del Retiro, em Madrid, entre 11 a 13 de Agosto de 1812.

 

Finalmente, refira-se que este batalhão tomou parte no assalto à Praça de Ciudad Rodrigo, a 19 de Janeiro de 1812.

 

PLANTA das OPERAÇÕES Á VOLTA DE BAYONNA desde Dezembro de 1813 a Fevereiro de 1814 e Batalha de 10 de Dezembro de 1813.

 

De acordo com a já referida obra de Luz Soriano, na época da Guerra Peninsular existiam doze batalhões de Caçadores em Portugal, com os seguintes números e aquartelamentos – 1, em Portalegre, 2, em Tomar, 3, em Vila Real, 4, em Penamacor, 5, em Miranda do Douro, 6, em Penafiel, 7, na Guarda, 8, em Trancoso, 9, em S. Pedro do Sul, 10, em Aveiro, 11, na Feira, e 12, em Ponte de Lima.

 

Entre 1808 e 1814 os efectivos desses batalhões registaram os seguintes números totais – 3.335 em 1808, 3.355 em 1809, 3.878 em 1810, 7.913 em 1811, 7.968 em 1812, 7.074 em 1813 e 6.352 em 1814.

 

Ainda de acordo com Luz Soriano, no final da guerra este Batalhão regressou ao seu aquartelamento a 19 de Agosto de 1814.

 

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Novembro 25 2010

 

Manteigueira formato Liso, com decoração floral decalcografada, e filetagem a esmalte azul, sobre o vidrado.

 

O formato Liso surge já referenciado na tabela de Janeiro de 1932, apresentando a capacidade de 5 (1.º lote), 4 (2.º lote) e 3 (3.º lote) decilitros. Os preços indicados são, respectivamente, 4$40, para Branco, 5$85, para Colorido s/ ouro, e 8$80, para Colorido c/ ouro; 2$95, 3$90, e 4$90; 2$45, 2$95 e 3$90.

 

Na tabela de Setembro de 1949 os preços deste formato surgem, respectivamente, a 13$00, para Branco, 14$50, para Colorido s/ ouro Classe A, 16$50, para Colorido s/ ouro Classe B, e 20$00, para Colorido c/ ouro, Classe C; 9$00, 10$50, 12$50, e 16$50; 8$00, 9$00, 10$00 e 12$00. Este formato surge ainda reproduzido no Catálogo de Formatos de Loiças Domésticas, de Maio de 1950.

 

O exemplar aqui apresentado tem a capacidade de três decilitros, sendo, portanto, do 3.º lote .

 

Esta decalcomania foi também aplicada em pratos e canecas, como se pode observar no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, volume I (2008).

 

 

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Novembro 23 2010

 

Jarra da Fábrica do Carvalhinho, com pintura à mão sob o vidrado, apresentando a decoração número 2.

 

No catálogo que tem vindo a ser referido, onde se apresentam 130 formatos para a reprodução de  faianças portuguesas e 77 para o género moderno, apenas surgem duas jarras com o algarismo 6 no final da sua referência – a jarra número 6, ao preço de 15$00, e a jarra número 66, ao preço de 12$00.

 

Apesar de a falha no vidrado não permitir uma classificação definitiva, este exemplar ilustrará, muito provavelmente, o formato número 6, até porque esta decoração corresponde a uma das primeiras catalogadas.

 

 

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Novembro 21 2010

 

Azulejo com decoração moldada em relevo.

 

Embora não apresente qualquer inscrição, considerando as dimensões e as características do tardoz, é muito provavelmente um azulejo da produção da FLS.

 

Na página 29 do livro O Azulejo em Portugal no Século XX (2000), encontra-se também reproduzido um painel com nove azulejos similares, em tons de castanho, sendo a sua produção atribuída à FLS.

 

 

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Novembro 20 2010

 

Prato de parede recortado, e pintado à mão, da fábrica Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia.

 

Fundada em 1919, a fábrica Soares dos Reis veio a ser reestruturada em 1941, acabando por encerrar em 1964.

 

 

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Novembro 19 2010

 

Jarra, formato Portugalia 1, posteriormente reclassificado como número 4, pintada à mão sob o vidrado.

 

O formato Portugalia 1 surge já referido na tabela de Outubro de 1929, sob o número 5, com a indicação de 30 cm. de altura (este exemplar mede 34 cm.) e o preço de 40$00.

 

Nessa tabela são ainda referenciadas as diversas variantes desta jarra – Portugalia 2, sob o número 7, com 30 cm. de altura; Portugalia 4, sob o número 15, com 20 cm. de altura; Portugalia 3 do 1.º, sob o número 16, com 29 cm. de altura; Portugalia 3 do 2.º, sob o número 16A, com 23 cm. de altura; Portugalia 3 do 3.º, sob o número 16B, com 15 cm. de altura; Portugalia 7, sob o número 24, com 25 cm. de altura; Portugalia 8, sob o número 31, com 15 cm. de altura; e Portugalia 9, sob o número 32, com 11 cm. de altura.

 

 

A gramática regionalista destas ilustrações aproxima-se do traço mais caricatural de Jorge Barradas (1894-1971), embora não se conheça qualquer registo de colaboração deste artista com a FLS.

 

Aproxima-se também do traço regionalista menos estilizado de Piló (Manuel Pilo da Silva, 1905-1988; vejam-se alguns dos seus desenhos mais estilizados em http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/pil%C3%B3), conforme o copo da CIP, assinado e pintado a esmalte, reproduzido abaixo bem ilustra.

 

Mais uma vez, contudo, não se conhece registo da colaboração de Piló com a FLS.

 

 

Existem outros vidros da Marinha Grande de meados do século XX que apresentam pinturas a esmalte tratando cenas regionalistas com traços algo semelhantes aos de esta jarra, particularmente uma jarra patente no Museu do Vidro (cf. http://ww2.cm-mgrande.pt/), embora a sua autoria não possa ser atribuída com segurança.

 

Note-se que este é, claramente, um traço distinto daquele que Álvaro Mendes Alves (1905-1996) desenvolveu no tratamento de temas regionalistas e folclóricos (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/50463.html).

 

 

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Novembro 17 2010

 

Medalha desenhada por Leonel Cardoso (1898-1987) em 1972, para ilustrar o novo logótipo da FLS e assinalar os alegados 122 anos de fundação da empresa – recorde-se que a administração da época comemorou o centenário da fábrica em 18 de Novembro de 1950, conforme se pode constatar na placa então dedicada a Leland Gilbert (1907-1979) que seu filho, Clive Gilbert (n. 1938), doou ao MCS. 

 

Cunhada em bronze, com um diâmetro de 80 mm., encontra-se assinada, "Leonel", e datada, "972", mas não apresenta numeração nem indica tiragem ou casa gravadora. 

 

Apesar de Manuel Inez Soares (n. 1926) referir no seu livro Medalhística (1973), uma compilação de artigos sobre medalhística publicados no jornal O Século entre Novembro de 1971 e Novembro de 1972, que a tiragem desta medalha se limitou aos 80 exemplares, é bem possível que tenham sido cunhadas algumas medalhas suplementares. 

 

Uma versão deste novo logótipo já havia sido utilizada em 1969 no stand que a FLS apresentou em Angola, na 1.ª edição da FILDA, Feira Internacional de Luanda, conforme se pode verificar em algumas fotografias que integram o acervo do CDMJA.

 

Anteriormente, este logótipo surgira também em papel timbrado da empresa, datado de 12 de Junho de 1967, como se pode constatar no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, volume I, realizada em 2008 no MCS.

 

 

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Novembro 15 2010

 

Azulejo estampado a verde, sob o vidrado. No tardoz apresenta a inscrição "SACAVEM" e o número "4", em relevo.

 

Um painel de oito azulejos da colecção Feliciano David e Graciete Rodrigues (†), com exemplares deste motivo estampados a castanho, foi reproduzido no catálogo da exposição Itinerário pela Produção da Fábrica de Loiça de Sacavém, realizada em 2000 no Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

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