Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 30 2011

 

Cinzeiro com o logótipo da companhia Croft e as inscrições PORTO e BRANDY, a preto sobre o vidrado, e decoração complementar na concavidade, a sangue-de-boi sobre o vidrado.

 

Uma sinopse histórica desta companhia centenária, bem como uma introdução às características do Vinho do Porto, pode ser consultada em: http://www.croftport.com/pt/index.htm.

 

 

© MAFLS


Abril 28 2011

© CDMJA/MCS

 

Folha, com desenhos para quatros diferentes formatos Arte Nova da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

À direita observa-se o desenho correspondente ao formato de uma jarra anteriormente reproduzida neste espaço – http://mfls.blogs.sapo.pt/78803.html.

 

A reprodução desta imagem é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

© MAFLS

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Abril 26 2011

 

Os dois volumes intitulados Notas sobre Portugal publicados por ocasião da Exposição Nacional do Rio de Janeiro em 1908 pretendiam apresentar ao longo das suas mais de 1200 páginas uma visão abrangente do país.

 

Ao longo das dezenas de capítulos, subcapítulos e mais de uma dezena de mapas, alguns apresentando características tão curiosas como o "indice cephalico medio" e o"indice nasal medio" da população portuguesa, surgem alguns parágrafos relativos às diversas indústrias nacionais.

 

De entre essa multiplicidade de inevitáveis caracterizações superficiais da indústria transcrevem-se os três parágrafos dedicados à cerâmica, constantes do capítulo intitulado A Evolução da Indústria Portuguesa:

 

"A ceramica aperfeiçoa-se. Funda-se em 1824 a fabrica de porcelana da Vista Alegre, e em 1856 a grande fabrica de pó de pedra, em Sacavem.

 

Começam a introduzir-se melhoramentos na ceramica de construcção, mas a faiança ordinaria continua as antigas tradições, e até as rusticas e originalissimas formas primitivas nos seus productos.

 

Algumas fabricas de Lisboa, como a das Janellas Verdes [Cerâmica Constância], em 1842 e a do Intendente [Viúva Lamego], em 1849, logram uma certa celebridade, mas não attingem as perfeições dos productos do Rato.",

 

Este incompletíssima caracterização da indústria cerâmica portuguesa, da autoria de J. de Oliveira Simões (datas desconhecidas), apresenta contudo um interessante pormenor - o facto de a data de 1856 ser já apontada em 1908 como a data efectiva de fundação da FLS, ao contrário da mítica data de 1850 que veio a ser posteriormente veiculada pela própria empresa.

 

Refira-se ainda que a FLS esteve representada nesta exposição, onde foi galardoada com um Grande Prémio, tal como se indica na primeira página do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910.

 

Edifíco complementar do Pavilhão de Portugal, que se pode observar à direita, dedicado às Belas-Artes.

 

© MAFLS

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Abril 24 2011

© MC/DGARQ/CPF

 

Fotografia disponível nos arquivos digitais do Centro Português de Fotografia (http://www.cpf.pt/) / Direcção-Geral de Arquivos (http://dgarq.gov.pt/) do Ministério da Cultura (http://www.portaldacultura.gov.pt/Pages/Inicio.aspx).

 

Proveniente dos arquivos da Empresa Pública Jornal O Século, está data de 24 de Fevereiro de 1937 e catalogada sob o título A Saída do Pessoal da Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

© MAFLS

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Abril 23 2011

 

Pequena jarra de porcelana da Vista Alegre, com 14,2 cm. de altura, decorada com pintura manual sobre o vidrado.

 

De acordo com uma ficha dos arquivos da Vista Alegre, este é o motivo P.799, o qual foi aprovado em 22 de Janeiro de 1929 pelo director artístico da empresa, J. Cazaux (datas desconhecidas), para um outro formato, o 1169, que corresponde à jarra Quatro Asas e tem 25 cm. de altura.

 

Anotações complementares desta ficha referem que a pintura foi executada por Ângelo Chuva (datas desconhecidas), a partir de um modelo adquirido pela VA, e que o custo do formato 1169 decorado com este motivo complementado a ouro era de 18$20 à saída da fábrica, sendo o seu preço de comercialização de 80$00. 

 

Para comparação de custos e preços entre o formato 1169 e o formato 1401, correspondente ao modelo Quatro Asas sem Asas, cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/72873.html.

 

Um jarra formato 1169, decorada com este motivo complementado a ouro, foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos E.U.A. em 2005.

 

 

© MAFLS


Abril 22 2011

© CDMJA/MCS

 

Folha, com desenhos para três diferentes motivos da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém, onde está catalogada sob o número 1529.

 

Embora estas silhuetas correspondam ao formato número 8, observa-se à esquerda o desenho aplicado numa jarra formato 86 reproduzida anteriormente neste espaço (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/98784.html), encontrando-se à direita os desenhos que provam ser este um motivo de inspiração Art Déco adoptado e comercializado pela FLS já no período modernista que ocorreu depois da II Grande Guerra.

 

A reprodução desta imagem é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

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Abril 20 2011

 

Pires com motivo geométrico aplicado a stencil (chapa recortada) sob o vidrado.

 

 

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Abril 18 2011

 

Jarra decorada com pintura manual correspondente à gramática Art Déco, sendo a folhagem desenhada sob o vidrado e as flores estilizadas sobre o vidrado. Apresenta ainda esmaltagem amarela em todo o interior e na base, em relevo, o número 86, que corresponde ao seu formato. 

 

Na tabela de Novembro de 1945, o número 86 é referido como "Bibelot t[sic; leia-se (]antigo n.º 150)", ao preço de 17$50 para "Colorido s/ ouro", 22$00 para "Colorido c/ ouro" e 44$00 para "Azul Sevres". Já na tabela de Maio de 1951, com a mesma designação, surge a 20$00 para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro", a 24$00 para "Coloridos c/ ouro" e a 48$00 para "Azul Sèvres ou Verde, c/ ouro".

 

Apesar de o design ser ao gosto Art Déco, este é um motivo que provavelmente apenas terá sido comercializado a partir da segunda metade da década de 1950.

 

Aliando esta suposição ao facto de o formato 86 já não constar da tabela de 1960, depreende-se que este modelo, em particular, terá sido comercializado em reduzido número.

 

 

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Abril 17 2011

 

Travessa em faiança, da fábrica de S. Roque, Aveiro, apresentando decoração à mão e a stencil (chapa recortada) com uma variante do motivo habitualmente designado em Portugal por Cantão Popular.

 

As diversas variantes portuguesas designadas por Cantão Popular não são senão variantes do internacional e consagrado motivo conhecido em inglês como Willow e popularmente conhecido em Portugal como Chorão.

 

O motivo Willow, surgido em Inglaterra no século XVIII como suposta transposição de um motivo chinês ilustrativo de uma lenda amorosa que alegadamente lhe estava associada (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/67420.html e http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/23504.html), apresenta por sua vez inúmeras variantes, tal como o Cantão Popular.

 

Esta peça apresenta elementos pouco comuns na decoração do rebordo, a viola e a barrica, motivos conhecidos apenas em outros exemplares de Cantão Popular, igualmente tardios, produzidos na região de Aradas, a sul da cidade de Aveiro.

 

A fábrica de S. Roque produziu também louça decorada com escorridos, sendo conhecidas peças marcadas que apresentam combinações de castanho, amarelo, verde e preto nesses escorridos.

 

A Fábrica de Louça do Canal de S. Roque apresentou as suas últimas contas em 27 de Dezembro de 2001, tendo o seu encerramento e dissolução sido registado em Outubro de 2002 e publicado em Diário da República, no mês de Dezembro do mesmo ano.

 

A imagem desta travessa é dedicada ao blog Velharias (http://velhariasdoluis.blogspot.com/) e ao seu autor, Luís Montalvão, um dos grandes entusiastas portugueses do motivo Cantão Popular.

 

 

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Abril 16 2011

 

Azulejo do último período de produção da FLS, com decoração sob o vidrado.

 

No tardoz apresenta em relevo, criando um círculo, a inscrição  SACAVÉM / MADE IN PORTUGAL, com o número 40 no interior.

 

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