Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 29 2011

 

Tigela formato Sacavém com decoração de cenas rurais estampadas e pintadas à mão sobre o vidrado.

 

 

Note-se como esta decoração sobre o vidrado apresenta a característica degradação escamada do esmalte, pormenor particularmente visível na indumentária de um dos trabalhadores representados na ilustração principal e nos elementos da ilustração complementar.

 

 

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Junho 27 2011

 

Pequena tigela estampada a castanho, sob o vidrado, com o motivo número 11, anteriormente designado Tokio.

 

Com cerca de 5,1 cm. de altura, cerca de 8,5 cm. de diâmetro e a capacidade de um decilitro, esta tigela do formato Francês corresponde ao menor tamanho produzido pela FLS.

 

Na tabela de Setembro de 1949 o menor tamanho registado é o da tigela do 8.º lote, com 9 centímetros de diâmetro e a capacidade de 1,5 decilitros.

 

 

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Junho 26 2011

 

 

 

Terrina em faiança da Fábrica de Massarelos, com o motivo Papoula estampado sob o vidrado e filetagem a dourado.

 

Note-se que, de acordo com a monografia sobre Massarelos anteriormente citada, esta marca corresponderá ao período de 1904 a 1912. 

 

 

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Junho 25 2011

© MCS/CDMJA

 

Página do catálogo de Preços Correntes  da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, reproduzindo os motivos número 421-H e 221-E (friso).

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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Junho 23 2011

 

Na sequência das anteriores questões, levantadas em Setembro de 2010 (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/59683.html), sobre as dimensões e a finalidade de determinados formatos da produção da FLS, apresentam-se hoje, lado a lado, um pires para chávena de café e um prato para manteiga.

 

O prato para manteiga, já anteriormente reproduzido, mede cerca de 10,7 cm. de diâmetro. O pires para chávena de café, situado à esquerda do observador, mede cerca de 11,6 cm.

 

Muito embora apresentem como motivo central comum a conhecida estampa do motivo Estátua notem-se, entre outras, as diferenças na cercadura das peças e nos pormenores da ramagem da árvore que se sobrepõe ao cavaleiro.

 

 

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Junho 21 2011

 

Prato raso com decoração floral aplicada sobre o vidrado.

 

Veja-se uma decoração semelhante a esta, aplicada numa chávena e pires, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/35643.html.

 

 

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Junho 19 2011

© CDMJA/MCS

 

Folha de finais da década de 1950, com desenho para um motivo da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Esta decoração recorda os elementos geométricos do Jugendstil alemão, do  movimento austríaco Wiener Werkstätte e da gramática decorativa do consagrado arquitecto e designer escocês Charles Rennie Mackinstosh (1868-1928).

 

Recorda ainda, através das formas geométricas a preto e verde, alguns estudos decorativos desenvolvidos entre 1915 e 1925 pelo também consagrado arquitecto e designer português Raul Lino (1879-1974), como se pode constatar no catálogo da exposição Raul Lino: Artes Decorativas, publicado em 1990 pela Fundação Ricardo Espírito Santo Silva.

 

A propósito, sublinhe-se que Raul Lino estudou em Inglaterra, entre 1890 e 1893, e na Alemanha, entre 1893 e 1897. A este último país voltou, para permanecer durante um semestre, em 1911.

 

A reprodução do desenho da FLS é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

Estudo decorativo de Raul Lino.

 

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Junho 18 2011

 

Jarra em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro, com a decoração 713-B aplicada sobre um vidrado rosa semi-mate.

 

Trata-se de uma peça que terá sido produzida em finais da década de 1950, princípios da década de 1960.

 

Sabe-se que as peças com a decoração x261-AA foram produzidas em 1955 (como o cinzeiro apresentado aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html), ano em que se comemorou o cinquentenário da fundação da fábrica.

 

 

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Junho 17 2011

 

Chávena e pires, do período final da FLS, com decoração estampada sobre o vidrado.

 

Na sequência do anterior artigo sobre a cor puce (http://mfls.blogs.sapo.pt/109172.html), note-se como as suas diversas tonalidades foram sendo recorrentemente utilizadas nas artes decorativas, tendo um dos útimos revivalismos ocorrido durante as décadas de 1960 e 1970.

 

 

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Junho 15 2011

   

 

A propósito do motivo Estátua (popularmente conhecido como Cavalinho) reproduziu-se aqui, há cerca de um ano, um prato da fábrica C. & J. Shaw, de Inglaterra (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/53402.html), estampado num tom designado como puce, em inglês.

 

Colocadas perante esta cor, em Portugal, as pessoas, na sua maioria, recorreriam ao termo violeta, claro ou escuro, para a classificar, o que parece redutor se atendermos às inúmeras designações das variantes cromáticas que surgem na língua inglesa (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_colors).

 

Tal preocupação é irrelevante se considerarmos que, hoje em dia, o termo puce é praticamente um arcaísmo, aplicado em inglês quase exclusivamente nas designações ligadas à decoração cerâmica ou nos restritos círculos dos fashion districts.

 

Mas será interessante constatarmos que estas tonalidades de puce traduzem o gosto de uma época.

 

Para ilustrar algumas das tonalidades abrangidas pela designação puce, mostra-se aqui uma rara jarra em porcelana Derby, do período Duesbury (1756-1811; William Duesbury I, 1725-1786, William Duesbury II, 1763-1797, William Duesbury III, 1790-?), produzida no último quartel do século XVIII.

 

A paisagem reproduzida, intitulada View in Westmoreland, do condado inglês homónimo, terá sido pintada pelo mais consagrado pintor paisagista da fábrica, Zachariah Boreman (1736-1810), sendo George Robertson (1776?-1833) e John Brewer (1764-1816) outros pintores conhecidos nessa área temática.

 

            

 

As tonalidades que envolvem a moldura dourada da paisagem são também características da decoração de algumas fábricas inglesas da segunda metade do século XVIII, como a Longton Hall (activa entre 1749 e 1760), que utilizava uma variante conhecida como crimson puce, e a Chelsea (1745-1769), adquirida pela Derby em 1770. Desta última transitou Zachariah Boreman para a Derby.

 

Outras variantes destas tonalidades surgiam ainda em diversas fábricas alemãs da época, tais como Frankenthal, Fulda, Fürstenberg, Höchst, Ludwigsburg e Nynphenburg, podendo portanto concluir-se serem estas tonalidades características da segunda metade desse século.

 

Aliás, quanto a outras cores que traduzem o gosto de uma época, sabe-se também como a preferência pelo azul na loiça estampada inglesa de finais do século XVIII e do século XIX é uma clara evocação do glamour e do prestígio da porcelana oriental decorada a azul, facto que esteve também na origem do desenvolvimento da decoração de porcelana a azul cobalto, um azul homogéneo e profundo, aperfeiçoado e celebrizado pela fábrica francesa de Sèvres.

 

Azul esse que a própria Fábrica de Loiça de Sacavém veio a reproduzir já no século XX, denominando-o precisamente como azul de Sèvres. 

 

 

No entanto, nem sempre as tonalidades aplicadas nas artes decorativas traduzem l'air du temps, permitindo uma datação mais ou menos precisa das peças por esse método indirecto.

 

Acontece assim com estas duas peças em vidro opalino, provavelmente de fabricação francesa, decorado com esmalte em tons de puce já no século XIX, durante o período de transição do estilo Império para o Historismus. Aqui, no entanto, poder-se-ia já falar de púrpura e do implícito estatuto e prestígio dessa cor nos impérios da antiguidade clássica e no consulado napoleónico.

 

Acontece assim também com os tons alaranjados da terracota utilizados em feéricas decorações do período Art Déco, mas já anteriormente utilizados na decoração neoclássica de fábricas estrangeiras e nacionais, como, num período mais tardio, a Vista Alegre.

 

Acontece ainda o mesmo com o célebre rosa Pompadour, de Sèvres, criado no século XVIII para homenagear a marquesa Jeanne Antoinette Poisson (1721-1764), madame de Pompadour, mas que veio a ser utilizado com frequência já no final do século XIX, quer em peças da própria Royal Crown Derby quer da Wedgwood, como se constatará num posterior artigo.

 

Veja-se a página da empresa Royal Crown Derby em: http://www.royalcrownderby.co.uk/.

 

 

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