Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 30 2012

 

Pequena jarra, ou copo, estampada sobre o vidrado com três diferentes imagens de gatos/as.

 

Note-se como esta imagem é característica das décadas de 1960 e 1970, quer remetendo para passagens de obras como o filme Yellow Submarine (1969), quer evocando o conceito hippie de Flower Power, expressão originalmente criada em 1965 pelo poeta Allen Ginsberg (1926-1997).

 

De acordo com o comentário reproduzido abaixo, de um especialista do MCS, estes desenhos são da autoria de Maria de Lourdes Castro (n. 1934).

 

 

© MAFLS


Maio 28 2012

 

Recordando a exposição inaugurada há pouco mais de uma semana no Museu de Cerâmica de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html), apresenta-se hoje um azulejo com decoração Art Nouveau, correspondente ao motivo 19-B, em relevo e vidrado monocromático.

 

Apesar de esta peça não se encontrar marcada no tardoz, exemplares semelhantes constam do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, como já foi referido anteriormente.

 

Veja-se a variante 19-F deste motivo aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/121969.html

 

© MAFLS


Maio 27 2012

 

     

 

Prato de oficina não identificada, possivelmente a Cerâmica Artística e Industrial, Lda., no concelho de Porto de Mós, com motivos florais no rebordo e motivo folclórico no centro. 

 

Sublinhe-se que os motivos florais foram pintados à mão, livremente, enquanto que o motivo central foi pintado sobre stencil (chapa recortada).

 

Note-se, ainda, como a decoração central traduz a recuperação dos motivos folclóricos promovida pelo S.P.N./S.N.I. entre 1930 e 1970, muito embora já na década de 1920 essa recuperação fosse evidente através de ilustrações publicadas em algumas revistas (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html).

 

Tal facto não pode ser dissociado do fascínio que os Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), vinham exercendo em alguns artistas portugueses desde a década de 1910.

 

 

© MAFLS


Maio 26 2012

© MCS/CDMJA

 

Página do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, reproduzindo o motivo número 413-A, que já aqui foi apresentado (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/164311.html), e um friso complementar com o motivo número 105-A.

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS


Maio 24 2012

 

Cinzeiro, decorado a esmalte e ouro sobre o vidrado, comemorativo da VIII Conferência do Distrito Rotário número 65, que decorreu no Porto durante a primeira metade da década de 1950.

 

Esta peça encontra-se incompleta, pois deveria possuir um contorno em borracha semelhante ao que surge num outro cinzeiro já aqui apresentado: http://mfls.blogs.sapo.pt/49979.html.

 

Um exemplar completo desta peça, embora com acentuado desgaste no ouro, pode ser visto no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009.

 

Note-se, contudo, que a datação da peça aí indicada, c. 1964, está incorrecta dado que a X Conferência do Distrito Rotário número 65, organizada pelo Rotary Club das Caldas da Rainha, decorreu em Maio de 1956.

 

 

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Maio 22 2012

 

Jarra, com cerca de 22,6 x 29,8 x 16,2 cm., decorada exclusivamente com um vidrado monocromático semi-mate.

 

Este modelo, que corresponde ao formato 289, surge na tabela de Novembro de 1945 sob esse número e a designação "Vaso oblongo c/ asas", ao preço de 70$00 para " Colorido s/ ouro", surgindo ainda na tabela de Maio de 1951 ao preço de 80$50 para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro", mas não surgindo já na tabela de Maio de 1960. Curiosamente, esta jarra não consta do catálogo de formatos de jarras da FLS anteriormente reproduzido: http://mfls.blogs.sapo.pt/123502.html.

 

Uma outra peça da FLS com este tipo de vidrado, representando um cão Scottish Terrier, pode ser vista aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/23843.html.

 

O vidrado aqui aplicado evoca claramente um vidrado semelhante anteriormente desenvolvido por Wilhelm Kåge (1889-1960) e pela fábrica sueca Gustavsberg para a sua linha Argenta (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/78448.html), o mesmo acontecendo com as linhas depuradas e classicizantes deste formato.

 

Veja-se uma variante desta jarra, em cor de laranja, publicada por MUONT, aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2011/12/jarra-de-asas-com-enrolamentos-sacavem.html#links.

 

 

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Maio 20 2012

 

Tigela decorada a aerógrafo, sob o vidrado, com o motivo floral número 1299 e filetagem a verde e dourado, com retoques complementares a ouro, sobre o vidrado.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Maio 19 2012

 

     

 

Pequeno cinzeiro, com cerca de 1,4 x 15,9 x 8,7 cm., em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Este formato biomórfico apresenta um vidrado com uma cor característica das décadas de 1940 e 1950, utilizada, por exemplo, em peças datadas de 1945 (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/87433.html) e 1946, na fábrica americana Rookwood.

 

O cinzeiro terá sido encomendado durante a década de 1950 ou 1960 por uma Motor Inn (estalagem rodoviária) de um estado não identificado dos EUA.

 

Embora uma das localidades americanas mais famosas seja Newport, Rhode Island, devido ao seu festival de jazz instituído em 1954, existem localidades com esta toponímia em mais de uma dezena de estados americanos.

 

Note-se como este formato, para além de recordar um boomerang, recorda o logótipo da série de ficção científica Star Trek (cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Star_Trek), que haveria de ser lançada na década de 1960.

 

 

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Maio 18 2012

© MCS/CDMJA

 

A propósito da exposição que hoje se inaugura no Museu de Cerâmica de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html), reproduz-se uma página do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, apresentando um friso complementar com motivo vegetalista de inspiração Arte Nova.

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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publicado por blogdaruanove às 13:09

Maio 16 2012

     

 

Base para espremedor pintada à mão sobre o vidrado.

 

Como acontece com a maioria das peças de faiança esmaltadas sobre o vidrado, após um uso continuado  ou com o passar do tempo, verifica-se nesta base para espremedor um escamar do esmalte, embora tal não seja visível neste lado da peça.

 

Este é um formato que não se encontra referenciado na tabela de Maio de 1950.

 

Note-se a marca em forma de trevo, aposta sobre o vidrado, que poderá corresponder a uma marca de importação.

 

Uma peça similar a esta, completa mas também com problemas no esmalte, foi exibida na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS, e pode ser consultada no primeiro volume do catálogo.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

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