Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 31 2013

 

Figura da série Bébé, representando um amolador, criada antes de 1947 por Leonel Cardoso (1898-1987).

 

Esta peça surge indicada numa adenda manuscrita da tabela de Novembro de 1945, existente no CDMJA, sob o número 424 e a referência Figura Bébé "Amola tesouras", ao preço de 35$00. Na tabela de Maio de 1951 surge ao preço de 40$00, não constando já da tabela de Maio de 1960.


Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência das imagens.





Janeiro 29 2013

 

Leiteira formato Aldeia com decoração floral aplicada sobre o vidrado.

 

Como já foi observado anteriormente a propósito do mesmo motivo (http://mfls.blogs.sapo.pt/6084.html), note-se como, na faiança, a técnica de aplicação do esmalte sobre o vidrado resulta numa escamação gradual do mesmo, decorrente do uso, e na degradação da decoração.  

 

 

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Janeiro 27 2013

 

Pequeno cachepot, com cerca de 13 cm. de altura e 13,8 cm. de diâmetro, moldado em relevo com o formato de pétalas e corola de uma flor, decoração aplicada a aerográfo, sob o vidrado, e complementos a dourado, sobre o vidrado.

 

 

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Janeiro 26 2013

     

 

Pequena jarra cilíndrica, com cerca de 16,6 cm. de altura e cerca de de 8,6 cm. de diâmetro, em faiança da Cerâmica Artística e Industrial, Lda. (C.A.I.L.), localizada em Moitalina, Porto de Mós.

 

Por escritura de 31 de Dezembro de 1947, a Cerâmica Artística Industrial, Lda., através da cessão de quotas, passou a ter apenas quatro sócios – Álvaro Augusto das Neves, Jaime Augusto das Neves, Romeu Augusto e Rogério Amaral.

 

Pouco depois, através de nova escritura datada de 10 de Janeiro de 1948, a sociedade aumentou o seu capital social de 60.000$00 para 300.000$00, passando este a ficar assim distribuído – uma quota de 210.000$00, em nome de Álvaro Augusto das Neves, e três quotas de 30.000$00, estando cada uma destas em nome de Jaime Augusto das Neves, Romeu Augusto e Rogério Amaral.

 

Poder-se-ia pensar que o nome de José Rosa (datas desconhecidas), citado no catálogo da exposição Cerâmica em Alcobaça – 1875 até ao Presente: CeRamICa PLUS (2011), seria um daqueles que estaria associado à C.A.I.L. antes de 1948, mas o texto patente nesse catálogo apenas refere o seguinte sobre a fábrica – "(...) e CAIL ou Cerâmica Artística Industrial, Lda., na Moitalina, a que está ligado o nome de Romeu Augusto e, depois, José Rosa; (...)"

 

A C.A.I.L. foi dissolvida a 3 de Dezembro de 1964, não havendo lugar a qualquer liquidação por, de acordo com certidão publicada em Diário do Governo, "a sociedade não possuir activo ou passivo".

 

 

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Janeiro 25 2013

 

Leiteira do último período de produção da FLS, com filetagem e decoração geométrica minimalista aplicada sobre  vidrado.

 

 

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Janeiro 23 2013

 

Caneca, formato Direita, com decoração aplicada a decalcografia sobre o vidrado e filetagem a  dourado.

 

No lado oposto a esta figura apresenta a legenda Recordação da Figueira [da Foz], aplicada a azul sobre o vidrado.

 

 

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Janeiro 21 2013

 

Cafeteira formato Avenida com o minimalista motivo 1082 aplicado a esmalte sobre o vidrado.

 

Conforme já foi referido (http://mfls.blogs.sapo.pt/214146.html), o formato Avenida corresponde, nas chávenas, ao formato Eve da empresa inglesa Shelley. Também já anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/10210.html) se notou que este motivo deixou de ser produzido pela FLS a partir de 1946.

 

Veja-se uma leiteira deste formato, e com esta decoração, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/208297.html.

 

 

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Janeiro 20 2013

 

Figura em faiança, representando um peixe ao gosto da gramática Art Déco (cf. algumas variantes nacionais e estrangeiras aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/search/label/Peixe), decorada com emulsão química sobre o vidrado e complementos a dourado.

 

Não estando marcada senão com os algarismos reproduzidos abaixo, que provavelmente corresponderão ao formato, esta peça apresenta pasta e características próprias das fábricas da região de Alcobaça.


Assim sendo, como é habitual em muita da produção da região, cujo número de fábricas aumentou significativamente nas décadas de 1940, 1950 e 1960, este será mais um modelo dessa gramática comercializado muito depois de o estilo Art Déco estar no seu auge. 

 

Esta peça, com cerca de 19,6 x 18,4 x 12,2 cm., poderia eventualmente pertencer a um par destinado a funcionar como conjunto ampara-livros.

 

 

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Janeiro 19 2013

 

Bilhete postal editado pela FLS, mas não datado, apresentando um conjunto de jantar formato Inglês (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+ingl%C3%AAs), incluindo conchas, molheira, mostardeira e saleiro.

 

Conhecem-se bilhetes postais portugueses da década de 1920, com estas características e impressos nesta cor, produzidos na casa francesa Lévy et Neurdein Réunis, de Paris.

 

A hipotética datação deste postal como sendo da década de 1920, ou mesmo da década de 1930, é ainda consubstanciada pela indicação da sede da FLS na Rua Prata e não na Avenida da Liberdade.

 

Como se sabe, o domicílio social da FLS passou para a Avenida da Liberdade em 1941 (http://mfls.blogs.sapo.pt/188117.html), embora as instalações do rés-do-chão dessa morada abrigassem já uma loja da empresa desde a década anterior.

 

Bilhete postal pertencente ao acervo de José Carlos Roseiro, a quem se agradece a cedência das imagens.

 

 

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Janeiro 18 2013

 

    

 

Apenas umas breves linhas para noticiar que a exposição A Arte Nova nos Azulejos em Portugal, patente no Museu de Cerâmica de Sacavém, teve a sua data de encerramento prorrogada, pelo que poderá continuar a ser visitada até ao Verão deste ano.

 

O azulejo que hoje ilustra o artigo não se encontra patente nesta exposição nem se integra no estilo Art Nouveau, sendo já uma peça da década de 1920 ou 1930 e do período Art Déco, que traduz certamente o fascínio e a influência decorrentes da descoberta, em 1922, do túmulo e das riquezas do faraó Tutankhamon.

 

Tal como um outro azulejo anteriormente apresentado, com dimensões semelhantes, este será de provável origem espanhola (http://mfls.blogs.sapo.pt/190040.html).


O motivo egípcio aqui patente serve ainda de pretexto para referir que se anuncia para breve a preparação de nova exposição de azulejos organizada pelo Museu de Arte Nova de Aveiro, desta vez dedicada ao período Art Déco.


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