Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 03 2013

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 23:59

Janeiro 03 2013

 

Tigela com complementos a ouro e efeito nacarado sobre o vidrado. 

 

Embora esta possa parecer uma tigela correspondente ao formato Meia-Cana da FLS com decoração semelhante, e já aqui apresentada  (http://mfls.blogs.sapo.pt/214525.html), trata-se efectivamente de um exemplar produzido na unidade de Coimbra da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia.

 

 

Como se pode verificar acima, a semelhança entre as duas peças é evidente, quer no formato quer na decoração, incluindo o efeito nacarado patente no vidrado. 

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Janeiro 03 2013

 

Jarra de Rambervillers, em estilo Art Nouveau, com assinatura manuscrita de Charles Catteau (1880-1966).

 

No catálogo de Rambervillers de 1905 surgem três jarras de Catteau – esta, com o número 27 e altura indicada de 18,2 cm. (este exemplar tem cerca de 17,7 cm. de altura), e ainda as jarras número 11 (a única que surge também nos catálogos de 1920 e 1931) e 29, surgindo posteriormente no suplemento de 1906 uma outra jarra com o número 42 e uma jardineira com o número 81. 

 

Estas cinco peças parecem resumir toda a colaboração deste conceituado ceramista, cujo nome é sinónimo da extraordinária produção Art Déco da fábrica belga Boch Frères / Keramis (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/211552.html) e raramente aparece associado a Rambervillers, com esta notável fábrica francesa.

 

A produção industrial de faiança em Rambervillers remonta a 1738, passando a fábrica herdeira dessa tradição a laborar também com grés a partir de 1850. Pouco depois, em 1863, cessou a produção de faiança.

 

A empresa que se gerou com essa transformação, a Société Anonyme des Produits Céramiques de Rambervillers não fugiu à influência da gramática decorativa da escola de Nancy, localidade vizinha, contando entre os seus colaboradores com vários expoentes dessa escola e do movimento Art Nouveau, tais como Louis Majorelle (1859-1929: cf. http://fr.wikipedia.org/wiki/Louis_Majorelle), que aqui assinou pelo menos seis peças, e Jacques Gruber (1870-1936; cf. http://www.ecole-de-nancy.com/web/index.php?page=jacques-gruber), que assinou pelo menos nove.

 

Aliás, esta jarra assinada por Catteau, embora numa forma mais depurada e despojada da maioria dos complementos vegetais relevados, evoca de certa maneira a jarra Ombelles, correspondente ao número 9 do catálogo Rambervillers de 1905 e com cerca de 49 cm. de altura, modelada em 1903 por Gruber.

 

                    

 

Administrada a partir de 1891 pelo engenheiro ceramista Jean-Baptiste-Alphonse Cytère (1861-1941; cf. http://www.ecole-de-nancy.com/web/index.php?page=alphonse-cytere), a fábrica entrou então num perídodo áureo durante o qual executou diversas peças que surgem como paradigma do melhor que se produziu em cerâmica no estilo Art Nouveau.

 

Foi no início do século XX que Pierre-Roger Claudin (1877-1936) modelou uma das mais notáveis jarras da colecção da SAPCR – La Vague, acima numa versão exemplificativa do famoso azul irisado de Rambervillers, a qual surge já, numa das duas versões de diferentes dimensões – 26 cm. (o exemplar aqui apresentado tem cerca de 27,4 cm.) e 86 cm. de altura, ilustrando a capa do catálogo número 3 da fábrica, correspondente ao ano de 1905.

 

Veja-se um pequeno texto sobre a empresa, e a continuadora da sua tradição – Julie Bernaudin, aqui: http://www.ville-rambervillers.fr/gr%C3%A8s-flamm%C3%A9s.

 

 

© MAFLS


mais sobre mim
Janeiro 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5

6
7
8
9
10

14
16

22
24

28
30


pesquisar
 
subscrever feeds