Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 31 2014

 

Pequena placa, com cerca de 6,4 x 2,7 cm., em argila vermelha brunida, de homenagem a Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905).

 

Modelada pelo seu discípulo Francisco Elias (1869-1937), como se verifica pela assinatura inscrita sob o busto, apesar de a data do sarau ser de 22 de Abril de 1906, esta parece ter sido uma peça evocativa dos 60 anos de nascimento de Rafael Bordalo Pinheiro, efeméride que decorrera a 21 de Março de 1906.

 

Para outras breves referências a Francisco Elias veja-se: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/francisco+elias.

 

 

© MAFLS


Agosto 30 2014

 

Prato fundo, com cerca de 23 cm. de diâmetro, ostentando uma versão do motivo Estátua, popularmente conhecido como Cavalinho, aplicado a stencil (chapa recortada), na decoração central, e a esponjado, no rebordo e na decoração central mais clara.

 

Tal como o motivo Cantão, também o motivo Cavalinho teve várias versões populares. Este exemplar, não marcado, ostenta uma decoração correspondente às técnicas que, na versão popular, habitualmente substituíam a estampagem original – o recurso ao stencil e ao esponjado.

 

Note-se como o pastiche da figura central segue a versão do cavaleiro de braço direito levantado, comum quer à FLS, fábrica com a qual o motivo é habitualmente identificado, quer ainda a outras fábricas da região do Porto, como a Corticeira, as Devesas e Massarelos (http://mfls.blogs.sapo.pt/?tag=motivo+est%C3%A1tua).

 

© MAFLS

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Agosto 28 2014

© MCS/CDMJA

 

Fotografia de uma peça que representa uma gaivota sobrevoando uma onda.

 

Esta composição de ave marinha suspensa sobre ondas foi comum a várias fábricas europeias, conhecendo-se ainda uma variante para aquário, com duas aves, produzida pela Moderna Industrial Decorativa, de Coimbra, como se referiu anteriormente: http://mfls.blogs.sapo.pt/259876.html.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS

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Agosto 26 2014

 

Pequena terrina, com cerca de 9,4 x 23,8 x 14,2 cm., apresentando o motivo Estátua, popularmente conhecido como Cavalinho, estampado a preto sob o vidrado.

 

Considerando as dimensões, é possível que este exemplar, apesar do seu formato, não corresponda a uma terrina mas sim a uma molheira, embora seja improvável que, em qualquer dos casos, não apresentasse originalmente uma tampa.

 

 

Aproveita-se ainda a oportunidade para reproduzir uma outra variante do motivo, onde o cavaleiro, ou a amazona, surge sem o braço levantado, muito mais próxima do original inglês.

 

Patente numa leiteira, não marcada mas correspondente a um formato da FLS, esta variante apresenta, por sua vez, diferenças relativamente a uma outra já aqui reproduzida: http://mfls.blogs.sapo.pt/65879.html.

 

 

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Agosto 24 2014

 

Prato fundo (de sopa) com decoração floral estampada sobre o vidrado.

 

 

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Agosto 23 2014

 

Apresentam-se hoje dois bules em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, em Vila Nova de Gaia, que, numa tonalidade mais clara, evocam o famoso azul cobalto de Sèvres.

 

Datáveis das décadas de 1930 ou 1940, traduz o primeiro aquele que terá sido o mais modernista dos modelos de chá e café do Candal, embora o perfil da pega da tampa se conheça, com variantes, em peças quer da Manufactura de Faianças das Caldas da Rainha, quer da Vista Alegre, onde tal formato, com asas completamente diferentes, surge sob a designação Samuel.

 

O segundo bule, com o seu humorístico toque na pega da tampa, apresentando um caracol estilizado, será provavelmente mais tardio que o primeiro e traduz um retorno a formas mais conservadoras, com evocação de influências mais classicizantes e neo-barrocas.

 

 

A propósito ainda destes bules, inquestionavelmente enquadráveis no período Art Déco, e do pequeno cinzeiro apresentado abaixo, com cerca de 10 cm. de diâmetro, aproveita-se a oportunidade para sistematizar, sem o estabelecimento de uma cronologia específica, algumas das marcas utilizadas pela Electro-Cerâmica do Candal ao longo da sua existência.

 

O primeiro bule ostenta a marca C1a, o segundo a marca C3c, a qual surge aqui acompanhada de uma referência manuscrita à decoração, comum nas peças da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra, mas pouco habitual nas peças do Candal, e o cinzeiro, surpreendentemente, a marca C4, correspondente à PORCEC, a última utilizada no Candal, de que se conhece ainda outra variante com o EC entrelaçado.

 

 

 

Registe-se, novamente, que existe um site dedicado à memória da EC do Candal, instituído pela Candal Park, Centro de Negócios e Empresas, empresa que veio recuperar, ocupar e adaptar as antigas instalações da fábrica: http://www.candalparque.pt/quemsomos.php.

 

Finalmente, recorde-se, mais uma vez, que há também um site consagrado exclusivamente à divulgação e ao coleccionismo de peças do Candal: http://detalhesceramicos.blogspot.pt/.

 

                    

C1a                                        C1b                                        C1c                                         C2

 

               

C3a                                        C3b                                        C3c                                         C4

 

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Agosto 22 2014

 

No Outono passado cometeu-se mais um dos inúmeros atentados contra o património e a memória (http://mfls.blogs.sapo.pt/269287.html), nestes tristes tempos em que a preservação da identidade nacional parece estar entre as menores das prioridades.

 

Contra o que vem sendo hábito nesta vil tristeza em que vivemos, desta vez parece que, para além do choro sobre o leite derramado, houve coimas e eficazes medidas coercivas para, pelo menos, repôr a memória através da instalação de uma réplica do painel destruído.

 

Não se sabe é se o proprietário foi, de facto, obrigado a suportar os custos da reabilitação do painel original, ou se este chegou mesmo a ser restaurado, como havia sido proposto pelos técnicos camarários.

 

Fica Lisboa, apesar de tudo, com um pastiche a suavizar a memória da dura realidade que continua a ameaçar o património municipal e nacional.

 

Pena é que, a exemplo do que se faz, ou fez, noutras intervenções, como em alguns restauros dos painéis azulejares da estação ferroviária de S. Bento, no Porto, a ninguém tenha ocorrido a ideia de assinalar que este conjunto é uma réplica, nem tenha havido o cuidado de indicar o nome da oficina que a executou. 

 

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Agosto 20 2014

 

Saleiro, com cerca de 7,1 cm. de altura, apresentando o motivo Estátua (popularmente conhecido como Cavalinho) estampado a verde sob o vidrado.

 

Tal como acontece com as conchas de sopa, ou molho, esta é uma das peças mais raras entre as que originalmente integravam os serviços de mesa. 

 

Veja-se também um outro saleiro com formato semelhante, de provável manufactura inglesa, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/113115.html.

 

 

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Agosto 18 2014

© MCS/CDMJA

 

Página do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, reproduzindo o motivo número 17-A.

 

Este não deve ser confundido com os motivos 404 (http://mfls.blogs.sapo.pt/108105.html e http://mfls.blogs.sapo.pt/53822.html) ou 417 (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+417).

 

Vejam-se alguns exemplares, e suas variantes cromáticas, do motivo 17 aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+17.

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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Agosto 17 2014

 

Em pleno Verão, imagens de duas peças em faiança, simples mas curiosas, que evocam as memórias refrescantes de diversas bebidas.

 

Acima, uma caneca, sem marca, cujas cores remetem claramente para as preferências cromáticas da produção de algumas fábricas de Vila Nova de Gaia durante o século XIX.

 

Abaixo um copo, fabricado, provavelmente na década de 1950, pela Cesol, Cerâmica de Souselas, em Coimbra, que curiosamente documenta não só o consumo de vinho a copo numa cervejaria como também a grande expansão e venda do vinho verde a granel.

 

Note-se, ainda, o interessante e sui generis lettering utizado na legendagem deste copo.

 

     

 

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