Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 02 2013

As instalações da Fábrica de Loiça de Sacavém em 1929, com o edifício de cimento armado em segundo plano, à esquerda.

Em primeiro plano, os edifícios das antigas olarias e respectivos fornos.

© CDMJA/MCS

 

O INÍCIO DE UMA CARREIRA NA FLS (XII) 

 

Nos finais do século XIX e início do século XX era habitual, sempre que as características do local o permitiam, construir as fábricas de cerâmica em terrenos inclinados para aproveitar esse desnível de forma a transferir a pasta líquida da secção de preparação de pastas para a secção de fabrico de peças. Claro que com a introdução das bombas de trasfega esta situação mudou.

 

No entanto, a implantação original da Sacavém era um pouco incómoda pois a sua eventual expansão só podia ter lugar precisamente através de um terreno que, partindo da linha de caminho-de-ferro e das instalações fabris iniciais, apenas se poderia alargar para uma área que subia em direcção à actual EN10, ou seja, aquela que na altura era a estrada principal de ligação entre Lisboa e o Porto.

 

O crescimento da empresa começou a ter lugar no final dos anos 20, início dos anos 30, do século passado com a construção dos edifícios dos laboratórios, da preparação de pastas e do fabrico dos azulejos e mosaicos.  Já nos anos sessenta foi construído o novo edifício da loiça sanitária, que veio ocupar na parte baixa e nascente da fábrica o local da antiga e original olaria de loiça de mesa.

 

Esta secção havia entretanto sido transferida para um novo edifício junto aos laboratórios, pois o seu destino definitivo era o segundo andar de uma nova estrutura em cimento armado  construída em 1910 e, à época, uma das mais avançadas em termos de edifícios industriais em Portugal. A transferência não foi imediata nem directa pois foi necessário realizar obras de adaptação e consolidação no cimento armado para suportar o peso da nova olaria.

 

Para transportar a loiça em estado cru foi instalado um transportador aéreo desde a olaria temporária até às zonas de cozimento, vidragem, estamparia e aerógrafo, no rés-do-chão do edifício em cimento armado. Mais tarde, o mesmo transportador aéreo serviria para trazer a loiça do segundo andar para o rés-do-chão.

 

Sucintamente, estas foram as principais modificações realizadas nas estruturas fabris e os maiores investimentos realizados, nessa área, durante o período que mediou entre a década de 1920 e a década de 1960.

 

© Clive Gilbert

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 13:09

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