Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 10 2013

 

Jarra, ânfora, ou pote a que falta a tampa, em faiança moldada e relevada, com vidrado castanho, apresentando uma base triangular que suporta o seu corpo principal.

 

O motivo representa uma cena ao gosto neo-clássico que evocará, provavelmente, uma peça existente em algum museu internacional, embora não tenha sido possível identificá-la.

 

Este gosto por motivos clássicos em cerâmica relevada deriva claramente dos modelos e da tendência criada no último quartel do século XVIII pela fábrica inglesa Wedgwood (http://www.wedgwood.co.uk/), havendo ainda exemplos muito tardios do revivalismo de semelhante influência, já na versão renascentista de putti, na cerâmica da linha Donatello (http://www.rosevillepotterypriceguide.com/pattern_theme_search.php?ctype=Donatello), lançada em 1916 pela fábrica americana Roseville.

 

Com cerca de 25,2 cm. de altura, esta peça apresenta óbvios problemas de coesão entre vidrado e pasta que contribuem para o actual aspecto degradado da superfície vidrada, o qual não é, como se poderia pensar, consequência de choques ou limpezas abrasivas.

 

Este exemplar surge como memória de uma olaria ou unidade cerâmica já esquecida, e sobre a qual nada foi possível apurar, que se designava " (S.?) Castanheira" e terá estado localizada em "Castelo (Branco?)".

 

 

© MAFLS


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