Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 02 2014

 

Pequena jarra em grés com as iniciais AR, correspondentes a Alfred Renoleau (1854-1930), impressas na base.

 

Este ceramista dedicou-se inicialmente à produção de peças em faiança que, no seu melhor, recuperavam, sem desprimor, a composição escultural herdada do célebre estilo Palissy.

 

Posteriormente, influenciado talvez pelas tendência japonizante que resultou das exposições universais do último quartel do século, Renoleau passou a interessar-se pela produção de grès flammés.

 

 

Na produção de grés, executou quer peças esculturalmente modeladas quer peças de formato mais convencional, como a jarra que aqui se apresenta.

 

Esta pequena peça, apenas com cerca de 8 cm. de altura, dimensões que sugerem estarmos perante uma amostra de produção destinada a ser exibida por representantes da fábrica ou caixeiros-viajantes, traduz o elevado grau de perfeição e controle de vidrado multicolorido que Renoleau atingiu na sua obra.

 

Fundada em Angoulême no ano de 1896, a fábrica passou a ser administrada, após a morte do fundador, pelo seu sobrinho e filho adoptivo Joseph Roulett-Renoleau (1886-1956), encontrando-se ainda hoje em funcionamento e na posse dos seus descendentes (http://www.roullet-renoleau.fr/ROULLET_RENOLEAU_WEB/FR/Accueil.awp).

 

 

© MAFLS


mais sobre mim
Janeiro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9

13
15
17

21

29
31


pesquisar