Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 26 2014

 

Originalmente estabelecida em 1814, com a designação de Hill Pottery, no estado de New Jersey, Estados Unidos, a fábrica apenas adoptou a designação Fulper depois do falecimento do seu fundador, Samuel Hill (?-1858), e da sua subsequente venda.

 

Adquirida por um dos trabalhadores, Abraham Fulper (1815-1881), a empresa passou a adoptar a designação Fulper já na década de 1860. Embora mantivesse a designação, a partir de 1935 a fábrica passou a produzir material e design Stangl, o apelido de um funcionário (Johann Martin Stangl, 1888-1972) admitido em 1910 que entretanto se tornara vice-presidente a partir de 1924 e seu proprietário a partir de 1929. A fábrica Stangl acabou por cessar a sua produção em 1978, quando foi adquirida pela empresa Pfaltzgraf.

 

A produção artística da fábrica Fulper começou na viragem para o século XX, tendo registado grande sucesso até à década de 1930. Recentemente, vários coleccionadores e comerciantes têm vindo a resgatar a memória do design e da qualidade dos vidrados, sublinhando particularmente a mestria da sua componente cristalina.

 

A jarra ilustrada, com cerca de 16,6 x 29,2 cm., exemplifica as variantes de vidrado microcristalino, mate e brilhante, que se podem encontrar numa só peça e o sentido escultórico da produção Fulper, que vagueou entre os estilos Arts & Crafts, Art Nouveau e Art Déco.

 

Este formato foi também comercializado pela fábrica inglesa Denby (http://mfls.blogs.sapo.pt/twelve-days-in-twelve-hours-iv-295024) numa versão com cerca de menos dois centímetros de altura e três de largura, o que poderá indiciar que esta fábrica adoptou o modelo da Fulper.

 

© MAFLS


Setembro 01 2014

 

Duas peças da fábrica francesa Société Anonyme des Produits Céramiques de Rambervillers que ilustram diferentes vidrados de diferentes épocas.

 

A primeira, um cinzeiro, ou vide-poche, com cerca de 17 cm. de comprimento, ostenta uma papoila modelada de acordo com a característica gramática sinuosa Art Nouveau.

 

Embora corresponda ao formato 229, que já surge no catálogo de 1906, a peça continuou a surgir nos catálogos de 1920 e 1930, sendo este um exemplar tardio, como se pode comprovar pela pasta vermelha e pela marca, que habitualmente se atribui ao período de 1950 a 1957.

 

 

A figura que representa um cachorro da raça basset, com cerca de 15 x 17,8 x 10,4 cm., ostenta, impressas, a assinatura de Jean-Baptiste-Alphonse Cytère (1861-1941) e a marca Unis-France, correspondente ao período de 1920 a 1931.

 

É esta uma peça que surge pela primeira vez no catálogo de 1920, sob o número 269, e que, quer pelo seu formato quer pelo seu peso, pode ser usada como ampara-livros, embora tal não esteja expressamente indicado no catálogo.

 

Apesar de este exemplar apresentar as supracitadas marcas, o original havia sido modelado pelo consagrado escultor alemão Ludwig Habich (1872-1949), um dos expoentes da renomada comunidade artística de Darmstad, e apresentado numa versão em bronze durante a Exposição Universal de Paris, realizada em 1900, embora se conheçam também versões em grés da fábrica alemã Scharvogel Künsttopferei, de Munique.

 

Os vidrados desta peça não revelam apenas uma aproximação ao original em bronze mas também uma busca de novas tonalidades para sucederem aos reflexos metalizados, como o famoso azul, os verdes e o sang-de-boeuf, da produção inicial da fábrica.

 

Vejam-se outras peças da Rambervillers aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/rambervillers.

 

     

 

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Setembro 01 2014

 

Jarra em faiança, com cerca de 29,8 cm. de altura, ostentando as iniciais C. M., correspondentes ao consagrado ceramista francês Clément Massier (1845-1917).

 

A oficina de Massier, situada em Golfe-Juan, localidade que pertence à célebre comuna de Vallauris, nos Alpes-Maritimes, foi um notável centro de formação cerâmica (http://www.vallauris-golfe-juan.fr/La-famille-Massier.html?lang=fr).

 

Os Massier foram um família de ceramistas, dos quais, para além de Clément, se celebrizaram ainda seu irmão Delphin (1836-1907) e seu primo Jérôme (1850-1916), que deram continuidade a uma tradição que já vinha do pai dos dois primeiros, Jacques (1806-1871) e do avô deste, Pierre (1707-1748).

 

A partir da última década do século XIX, a obra de Clément celebrizou-se quer pela modelação escultórica das suas peças quer ainda, e principalmente, pelo acabamento irisado dos seus vidrados, aclamados a partir da Exposição Universal de 1889. 

 

     

Acima, à direita, uma jarra da fábrica de Sarreguemines, com cerca de 28,4 cm. de altura, apresentando também retoques a ouro.

Comparando lado a lado estes dois formatos contemporâneos, torna-se bem evidente a acentuada elegância da peça modelada por Massier.

 

A sua oficina tornou-se então um consagrado centro de formação, por onde passaram inúmeros grandes ceramistas como François (1850-1942) e Jacques Sicard (1865-1923; cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/213887.html), Jean-Baptiste Gaziello (1871-1957; cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/277167.html), ou Jean Barol (1873-1966), os quais divulgaram e criaram variantes do famoso vidrado inicialmente desenvolvido na oficina daquele mestre.

 

Tal vidrado recorda claramente os vidrados microcristalinos de mais algumas fábricas, como a Sarreguemines (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/sarreguemines), e não deixa de remeter para o irisado que haveria de vir a consagrar a produção da famosa fábrica húngara Zsolnay.

 

Esta jarra, embora apresente um aspecto irisado, não teve aplicação daquele afamado vidrado, antes combinou camadas de diferentes tonalidades com a aplicação de ouro, que também foi usado para assinar e marcar a peça, para obter este efeito. 

 

Note-se ainda a sugestão escultórica do formato de inspiração vegetalista, enquadrável no movimento Art Nouveau, que ora remete para o aspecto de um bolbo a rebentar ora para o perfil de algumas florescências.

 

     

 

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Setembro 01 2014

 

Jarras em grés produzidas no atelier do ceramista francês Charles Gréber (1853-1935), situado em Beauvais.

 

Acima uma pequena jarra com cerca de 14,6 cm. de altura, abaixo um exemplar de maiores dimensões, já com cerca de 23,4 cm. de altura, apresentando ambas as peças a característica decoração com microcristais escorridos de muita da produção de Gréber.

 

 

Note-se o formato inovador e claramente inspirado em formas vegetais do primeiro exemplar, que se associa à gramática Art Nouveau, e a forma mais conservadora do segundo, que tem um interesse estético acrescido através da intervenção manual nas incisões triangulares inscritas entre os dois círculos.

 

Veja-se uma outra peça de Charles Gréber aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/211758.html.

 

     

 

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Setembro 01 2014

 

Grande cinzeiro ou vide-poche, com cerca de 22,4 cm. de comprimento, em grés da fábrica francesa Denbac.

 

Correspondente ao formato 140, que raramente surge nas colecções privadas ou mesmo nos museus, esta peça ostenta um caracol como motivo principal, motivo comum a várias outras peças Art Nouveau de outras fábricas e que, na Denbac, se conhece ainda no formato 86, um cachepot.

 

 

Pequena jarra, com cerca de 17,7 cm. de altura, apresentando motivos vegetalistas estilizados. Este modelo corresponde ao formato 30.

 

Vejam-se outras peças Denbac, e ligações para informações referentes à fábrica, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/denbac.

 

     

 

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Setembro 01 2014

 

Duas jarras em grés, com cerca de 16,6 cm. de altura, a primeira, e 22,7 cm, a segunda, produzidas na fábrica francesa Fourmaintraux-Delassus, situada em Desvres (veja-se o site do museu aqui: http://www.desvresmuseum.org/).

 

Note-se como a primeira peça apresenta um formato estilizado que remete para os motivos vegetais e para as florescências, particularmente para as flores do medronheiro, aproximação escultórica muito ao gosto do movimento Art Nouveau que, durante a última década do século XIX e as primeiras duas décadas do seguinte, foi comum a muitas das fábricas europeias e americanas na modelação das suas cerâmicas.

 

 

 

A empresa Fourmaintraux-Delassus desenvolveu entre cerca de 1936 e 1983 particular actividade na criação de peças em grés.

 

Herdeira da tradição ceramista da região de Desvres, a empresa manteve também a tradição de anteriores instituições produtoras de faiança, como a fábrica La Belle Croix, onde trabalharam, desde o século XIX, Charles Fourmaintraux-Courquin, Charles Fourmaintraux-Houzel e François Fourmaintraux.

 

A sua produção destacou-se na utilização decorativa de microcristais, seguindo uma tradição de finais do século XIX que se estendeu à produção de cerâmica Art Nouveau, aplicando particularmente uma cristalização azul semelhante àquela que era característica da fábrica Pierrefonds (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/pierrefonds).

 

     

 

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Setembro 01 2014

 

Conjunto de peças da fábrica belga Boch Frères / Keramis apresentando predominantemente vidrado amarelo.

 

Este amarelo foi muito característico das peças produzidas pela BFK nas décadas de 1920 e 1930, durante o período Art Déco, embora historicamente remeta para uma outra tonalidade conhecida no oriente como amarelo imperial, cor que era tradicionalmente exclusiva dos imperadores da China.

 

 

As duas primeiras peças, uma jarra com flores estilizadas em relevo, correspondente ao formato 1111 e com cerca de 22,3 cm. de altura, e uma base de candeeiro com angulosas linhas geométricas, correspondente ao formato 1027 e com cerca de 17 cm. de altura, ilustram o característico craquelé Art Déco da BFK.

 

A apresentação de um design moldado em relevo na pasta não é, contudo, muito comum na produção da fábrica, a não ser neste período, onde se conhecem mais alguns exemplares com diferentes decorações e formatos.

 

Já estas três jarras, apesar da ocorrência do amarelo, apresentam uma decoração escorrida com esmaltes de diferentes cores, cuja técnica foi mais característica de finais do século XIX e da influência japonizante que então se fez sentir.

 

 

Na época, foi este um recurso técnico comum a várias fábricas ocidentais, sendo em Portugal os exemplos mais consagrados aqueles que se associam à produção cerâmica das Caldas da Rainha, em geral, e à obra de Rafael (1846-1905) e Gustavo (1867-1920) Bordalo Pinheiro, em particular.

 

A marca apresentada abaixo, comum a todas as peças aqui ilustradas, surgindo quer a azul quer a preto, corresponde à jarra com o formato 612, que, com cerca de 16,9 cm. de altura, se encontra à frente das duas outras jarras na fotografia de conjunto apresentada acima.

 

Vejam-se algumas outras peças da BFK, com diferentes vidrados, formatos e pastas cerâmicas, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/boch+fr%C3%A8res.

 

 

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Janeiro 05 2014

 

 

Fundada em 1790 e encerrada em 2007, a fábrica de Sarreguemines, em França, construíu ao longo dos séculos XIX e XX uma sólida reputação na área da faiança e da majólica. 

 

Na viragem do século XIX para o século XX, a fábrica Sarreguemines produziu alguma cerâmica monocromática, quer com vidrado brilhante simples quer com vidrado brilhante nacarado.

 

Apresentando tons conservadores, como o clássico francês "Rose Pompadour" ou o clássico chinês "Sang de Boeuf", este com o pormenor do vidrado nacarado, a cerâmica era totalmente inovadora nas formas.

 

Também durante os finais do século XIX e os princípios do século XX a cerâmica decorada com microcristais atingiu nesta fábrica grande perfeição e notável equilíbrio estético, suplantando a sua já consagrada produção em faiança ou pasta de argila vermelha.

 

 

 

Como se pode observar na primeira jarra, que tem cerca de 29,6 cm. de altura, o corpo de argila vermelha trabalhado com barbotina traduz já uma clara influência das sinuosidades florais de influência Art Nouveau, embora mantenha alguma da gramática decorativa que se encontrava noutras fábricas, com a próxima Keller et Guérin (http://mfls.blogs.sapo.pt/277249.html).

 

A apresentação de peças industriais com este corpo de argila vermelha é mais característica de fábricas ou oficinas francesas de menores dimensões, como a Longchamp, com as suas terre de fer, ou a SISPA, sendo pouco comum na Sarreguemines.

 

Já a segunda jarra, em grés e com cerca de 39,6 cm. de altura, ostenta um claro motivo japonizante com design atribuído a Victor Kremer (1857-1908; cf. http://www.sarreguemines-museum.com/accueil/calendrier/kremer.asp.), que na década de 1880 trabalhou também na fábrica inglesa Burmantofts, de Leeds.

 

Vejam-se mais algumas peças que ilustram as criações deste ceramista, aqui: http://www.culture.gouv.fr/public/mistral/joconde_fr?ACTION=CHERCHER&FIELD_98=AUTR&VALUE_98=KREMER Victor &DOM=All&REL_SPECIFIC=3.

 

 

Entre as decorações de vidrado microcristalino desenvolvidas pela fábrica Sarreguemines, a partir do final do século XIX, encontravam-se diversas variantes de azul, castanho-dourado e verde, que representavam um corte radical com os vidrados monocromáticos de tons conservadores, como o "Rose Pompadour" e o "Sang-deBoeuf".

 

Demonstrando um aperfeiçoamento do tratamento químico dos vidrados, este acabamento microcristalino e as miríades de tonalidades daí resultantes  traduzem-se numa iridisação das superfícies decorativas que também foi comum à vidraria artística da época, como se pode observar na famosa produção da fábrica europeia Loetz e nas peças Favrile desenvolvidas nos E.U.A. por Louis Comfort Tiffanny (1848-1933).

 

A iridisação verde de cobre patente na peça ilustrada acima, que tem cerca de 10, 9 cm. de altura e 16,2 cm. de diâmetro máximo, revela-se ainda intérprete hodierna de l'air du temps, pois evoca o verde do absinto novo, bebida em voga entre intelectuais e artistas no final do século XIX, e posteriormente proibida em França, e as suas propriedades alucinogéneas.

 

 

 

Este vidrado microcristalino nas suas versões azuis, castanho-douradas e verdes foi agrupado e comercializado sob a classificação genérica de Etna, numa óbvia alusão às erupções e ao magma do vulcão homónimo.

 

As três peças ilustradas, cujas alturas variam entre os cerca de 13,8 e os 32 cm., correspondem a esta decoração.

 

Na mesma época, a Sarreguemines comercializou ainda uma outra série inspirada nas imagens vulcânicas e denominada Vesuve, que apresenta também vidrados escorridos mas sem recorrer à componente microcristalina.

 

Vejam-se outros exemplares da produção de Sarreguemines aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/tag/sarreguemines.

 

               


Janeiro 04 2014

 

Como se pode verificar através deste exemplo, embora a jarra assinada por Charles Catteau reproduzida no ano passado (http://mfls.blogs.sapo.pt/213467.html) fosse um notável paradigma do melhor que se produziu naquela fábrica, a Société Anonyme des Produits Céramiques de Rambervillers produziu também peças que nada tinham de excepcional quanto ao seu formato.

 

Correspondente ao modelo 381, a jarra encontra-se referenciada nos catálogos de 1920 e 1930, apresentando este exemplar uma curiosa palette de algumas das diferentes tonalidades que a fábrica conseguia obter nos seus vidrados.

 

Mas a empresa consolidou a sua imagem de excepcional qualidade com base em peças como a que surge abaixo, mesmo quando estas apresentavam apenas diferentes variantes do seu famoso vidrado azul.

 

 

 

Referenciada já no catálogo de 1907, esta peça, assinada por René Jeandelle (1883-1935) e com cerca de 26,8 cm. de altura, foi uma das duas que o artista modelou para representar a famosa dançarina americana Loïe Fuller (1862-1928; veja-se uma caricatura que Rafael Bordalo Pinheiro fez dela, em 1902, numa posição muito semelhante, aqui: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/69718.html.)

 

Tal como a actriz Sarah Bernhardt (1844-1923) o epitomizou nas artes gráficas, a dançarina Loïe Fuller epitomizou o espírito Art Nouveau na arte das esculturas de pequenas dimensões, algumas das quais podem ser vistas aqui: https://sites.google.com/site/artnouveaudance/catalog/sculpture.

 

Observando a peça de Rambervillers que surge na ligação acima mencionada, nota-se que apresenta detalhes mais nítidos e modelação mais vincada do que este exemplar. Isso deve-se ao facto de o exemplar aqui ilustrado ser já da década de 1950, denotando portanto um maior desgaste do molde.

 

A talentosa bailarina canadiana Margie Gillis (http://www.margiegillis.org/), recuperou notavelmente, desde finais do século XX, a arte da dança a solo que Loïe Fuller havia celebrizado cem anos antes.

 

     

 

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Janeiro 03 2014

 

Fundada em 1726, na Suécia, a fábrica Rörstrand tornou-se particularmente célebre durante o final do século XIX e o princípio do século XX através da sua produção de peças modeladas e decoradas ao estilo Art Nouveau.

 

A estilização floral Art Nouveau foi sublinhada pela fábrica através da técnica pâte-sur-pâte, que permite um tratamento escultural das peças através da adição de porcelana em camadas, contribuindo assim para o aspecto tridimensional da decoração.

 

Depois de um percurso relativamente discreto durante o período Art Déco, a fábrica voltou a projectar-se internacionalmente com o modernismo escandinavo dos anos 40 e 50, movimento para o qual contribuiu com ceramistas e peças de notável qualidade.

 

 

A primeira jarra apresentada é em faiança, mede cerca de 28,2 cm. de altura, e terá sido provavelmente modelada por Alf Wallander (1862-1914), durante o final do século XIX.

 

Conhece-se uma jarra deste modelo, com decoração marmoreada e assinatura de Thure Öberg (1871-1935), marcada como tendo sido produzida na fábrica Arabia, Finlândia.

 

Proveniente da fábrica Rörstrand, Öberg chegou em 1896 à Arabia como director técnico, cargo que veio a desempenhar até 1932.

 

 

 

A segunda jarra, já em porcelana e com cerca de 13,8 cm. de altura, foi modelada e decorada por artistas não identificados, no período que decorreu entre 1897 e 1910.

 

A terceira, também em porcelana e com cerca de 16 cm. de altura, apresenta um tratamento pâte-sur-pâte, tendo sido modelada por Ruben Rising (1869-1929) e decorada por Astrid Ewerlöf (1876-1927) entre 1900 e 1910.

 

A identificação destes autores fez-se através das iniciais "RR", impressas na pasta, e da inicial ".E." pintada sobre a marca da fábrica. A anterior jarra em porcelana também apresenta iniciais impressas na pasta (A?), mas estas não são suficientemente legíveis para permitir identificar o/a modelador/a.

 

 

A última peça representa um lúcio, com cerca de 4,4 cm. de altura e 28,4 cm. de comprimento, produzido provavelmente no terceiro quartel do século XX, apresentando múltiplo acabamento vidrado mate, que inclui ainda pequenas manchas rugosas minuciosamente produzidas com óxidos de metal.

  

               

 

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