Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 25 2010

 

Manteigueira formato Liso, com decoração floral decalcografada, e filetagem a esmalte azul, sobre o vidrado.

 

O formato Liso surge já referenciado na tabela de Janeiro de 1932, apresentando a capacidade de 5 (1.º lote), 4 (2.º lote) e 3 (3.º lote) decilitros. Os preços indicados são, respectivamente, 4$40, para Branco, 5$85, para Colorido s/ ouro, e 8$80, para Colorido c/ ouro; 2$95, 3$90, e 4$90; 2$45, 2$95 e 3$90.

 

Na tabela de Setembro de 1949 os preços deste formato surgem, respectivamente, a 13$00, para Branco, 14$50, para Colorido s/ ouro Classe A, 16$50, para Colorido s/ ouro Classe B, e 20$00, para Colorido c/ ouro, Classe C; 9$00, 10$50, 12$50, e 16$50; 8$00, 9$00, 10$00 e 12$00. Este formato surge ainda reproduzido no Catálogo de Formatos de Loiças Domésticas, de Maio de 1950.

 

O exemplar aqui apresentado tem a capacidade de três decilitros, sendo, portanto, do 3.º lote .

 

Esta decalcomania foi também aplicada em pratos e canecas, como se pode observar no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, volume I (2008).

 

 

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Junho 06 2010

 

Molheira decorada com o motivo 1811, em decalcografia, e filete dourado.

 

 

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Maio 27 2010

 

Prato fundo (de sopa), com decoração policromática estampada a decalcografia sobre o vidrado.

 

 

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Maio 07 2010

 

Conjunto de chávena de chá com pires, decorado com o motivo 1811, em decalcografia, e filete dourado.

 

A chávena não apresenta a marca incisa (SACP) do pires, mas apresenta o carimbo complementar "Y Z", a preto.

 

 

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Abril 19 2010

 

Cachepot com decoração floral a decalcografia policromática e filete aplicado a azul, sobre o vidrado.

 

 

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Março 22 2010

 

Terrina formato Leiria decorada com decalcografia e filete a esmalte, sobre o vidrado.

 

Este modelo não se encontra reproduzido no Catálogo de Formatos de Loiças Domésticas, de Maio de 1950, pelo que, provavelmente, é um modelo posterior a esta data.

 

Na já citada obra A Cerâmica Portuguesa (1935), pronunciou-se assim um dos responsáveis da VA, João Teodoro Ferreira Pinto Basto (1870-1953), sobre o processo de decalcografia em Portugal e as decalcomanias:

 

"Para tornar possivel e facilitar a exportação, ha necessidade de baixar os direitos das tintas vitrificaveis, e das decalcomanias, que servem para ornamentar a louça. São direitos que pouco rendem ao Estado e que encarecem muito os produtos a exportar, mesmo os que se destinam ás colonias.

 

Não sendo pratico dar qualquer compensação de drawback á industria, devem as alfandegas prescindir dessa receita, para elas insignificante. Acresce que indubitavelmente se trata de materias primas da industria, sobre as quais não devem pesar direitos fortes.

 

 

As decalcomanias poderiam talvez ser impressas em Portugal, e não se deve pôr de parte essa ideia, mandando vir um gravador especializado para criar essa industria no País, onde, pelo concurso dos seus artistas, poderiam essas gravuras tomar vantajosamente uma feição artistica caracteristicamente nacional.

 

A uma fabrica só, não convem porém criar subsidiariamente essa industria.

 

O publico é exigente quanto á variedade de desenhos, e uma fabrica por si não teria capacidade para consumo de grandes series de cada desenho, como só vale a pena a sua impressão.

 

Assim, hoje, cada fabrica tem de adquirir decalques de todos os gostos, e em todas as fabricas estrangeiras.

 

Reputamos essa importação ainda em cerca de 800 contos anualmente.

 

Quanto ás tintas preparadas, outra materia prima da ceramica, não julgo a sua industria comercialmente adaptavel no País, conquanto o seu consumo aumente com a pintura á pistola, aplicação que em parte substitui o emprego de decalques.

 

O consumo nacional de tintas, nunca poderia compensar o capital a empregar em tão dispendiosa industria."

 

 

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Janeiro 08 2010

 

Alfineteira, ou cinzeiro, de propaganda à casa comercial Domelo, em Sacavém, com decoração estampada por decalcografia.

 

É possível que a designação Domelo se refira ao restaurante homónimo onde, em 13 de Janeiro de 1973, foi realizado o almoço de aposentação do artista da FLS Álvaro Mendes Alves (1905-1996).

 

 

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Setembro 30 2009

 

Caneca formato Direita, com emblema do Futebol Clube Barreirense (fundado em 1911). Decoração a esmalte policromado e ouro, com filetagem também a ouro.

 

Peça produzida no final da década de 1960 ou início da década seguinte, muito provavelmente em 1970, ano em que o F. C. Barreirense participou nas competições europeias. Conhecem-se canecas representativas de diferentes clubes que, no entanto, apresentam sempre a mesma decalcografia alusiva à prática de diversos desportos.

 

 

A filetagem é o processo em que se colocam linhas decorativas de remate, filetes, nos rebordos de pratos, canecas e outras peças, de uso doméstico ou decorativo.

 

A filetagem pode ser parte integrante e complementar do processo de estampagem, sob o vidrado, como acontecia nas decorações estampadas do século XIX, ou surgir como elemento de remate, sobre o vidrado, a esmalte, ouro ou platina.

 

A filetagem e a decoração a platina foram particularmente características do período Art Déco.

 

 

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