Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 12 2012

   

 

Cafeteira formato Estoril, decorada a azul e dourado sobre o vidrado, com o motivo 933.

 

Este formato ainda surge referenciado no catálogo de formatos de Maio de 1950, embora a pasta rosa não esteja registada na tabela de preços de 1938. Se compararmos esta cor, que terá sido produzida num curto período de tempo, com o Damask Rose (http://mfls.blogs.sapo.pt/160638.html) da Newport Pottery, constatamos que este rosa da FLS foi produzido num tom mais claro.

 

Aliás, este tom é tão claro que poderia ser tomado pelo designado barro marfim do FLS, caso não seja muito mais provável que este corresponda ao tom ilustrado num açucareiro aqui mostrado: http://mfls.blogs.sapo.pt/76995.html.

 

Quanto ao design deste formato, é na cafeteira que se comprovam as características ergonómicas da asa, a qual permite perfeita adaptação de três dedos da mão ao seu ondulado.

 

Com a mesma decoração, mas em pasta azul, veja-se um conjunto de chávena de café e pires aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/motivo+933.

 

Conforme referido nesse artigo, este formato foi também produzido pela fábrica inglesa Carlton Ware, provavelmente aquele que serviu de protótipo a este modelo da FLS. Mas o formato foi ainda produzido pela empresa francesa Robj, a qual deverá ter sido a inspiradora do modelo comercializado também pela VA.

 

Conhece-se, com efeito, este modelo de cafeteira em porcelana da VA, que surge registado no verbete 4848, datado de Fevereiro de 1938, sob a designação Cafeteira Paris c/ asa canelada.

 

As observações desse verbete referem que o modelo se produzia no tamanho 3, com 195 mm. de altura, e no tamanho 5, com 150 mm. de altura, e ainda que se fazia também com as asas Valente, Quadrada e Mota.

 

De acordo com o verbete 1973 da VA, sabe-se que o modelo de chávena Paris com asa quadrada, e a decoração P.A. 458, já se produzia em Junho de 1934, registando-se nos dados históricos a seguinte anotação - "de 1 jornal francez". Os dados históricos do verbete 2242 da VA registam ainda que esse modelo, com a decoração FA. 64, foi produzido para "o [hotel] Continental de Vigo [Galiza, Espanha]".

 

 

© MAFLS


Setembro 15 2012

© MCS/CDMJA 

 

Folha, com desenho do motivo 898 da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

A reprodução desta imagem é uma cortesia do CDMJA/MCS. 

 

© MAFLS


Agosto 18 2012

 

Chávena de chá e pires formato Sacavém, apresentando como decoração um conjunto de filetagem a esmalte azul e preto, sobre o vidrado.


Apesar de a decoração sobre o vidrado se encontrar quase intacta, note-se como, sob o vidrado, a pasta se encontra extensivamente manchada devido à absorção dos líquidos colocados no conjunto.


Veja-se uma decoração em laranja, com filetagem próxima desta, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/10210.html.



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Julho 27 2012

 

Prato fundo (de sopa) com filetagem e decoração aplicada a stencil (chapa recortada) sob o vidrado.

 

Este prato apresenta uma curiosa decoração, combinando uma composição predominantemente geométrica com uma estilização vegetal muito depurada, correspondendo quer uma quer outra às características do estilo Art Déco.

 

 

© MAFLS


Junho 21 2012

 

Dois exemplares de pequenos azulejos de friso, para remate ou separação de revestimento, com decoração geométrica aplicada a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sob o vidrado.

 

Com cerca de 15,5 x 3,9 x 0,9 cm. cada, os dois apresentam no tardoz a inscrição "SACAVEM", em relevo, ostentando um deles também um "X" impresso a verde.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Março 19 2012

 

Azulejo monocromático verde apresentando no tardoz a inscrição relevada "(Coroa) / SACAVEM". Este modelo, com um verde mais esbatido, consta do catálogo de 1910, sob a referência 4-D.

 

Note-se como o vidrado foi aplicado deficientemente, o que é mais visível nos pontos esbranquiçados do lado esquerdo da imagem, e o desgaste a que superfície foi submetida.

 

Pelas quatro marcas mais claras visíveis em cada canto do tardoz depreende-se que este azulejo se encontrava montado numa estrutura e poderá ter sido usado, por exemplo, como uma base para quentes.

 

© MAFLS


Janeiro 17 2012

© CDMJA/MCS

 

Folha de finais da década de 1950, com desenhos para dois motivos da FLS, que se encontra depositada nos arquivos do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso/Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

A silhueta destas jarras corresponde ao formato 8, que já existia pelo menos desde a década de 1930, e não a qualquer formato Arte Nova desenvolvido na década de 1950.

 

A reprodução desta imagem é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

© MAFLS


Janeiro 13 2012

 

Conjunto de azulejos aplicados no átrio de um edifício da Travessa da Fábrica dos Pentes, em Lisboa.

 

Veja-se um exemplar destes azulejos em: http://mfls.blogs.sapo.pt/56612.html.

 

© MAFLS


Dezembro 31 2011

 

  

Azulejo com, aproximadamente, 14,4 x 14,4 x 1,7 cm. produzido cerca de 1960 por Ferreira da Silva (n. 1928), para a fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

No tardoz apresenta, incisas, a sigla e as iniciais do artista, "FS", a inscrição "Secla / Portugal" e o número "3", correspondendo este número à decoração.

 

Durante o ano de 1960, azulejos similares a este, entre outros, estiveram em exposição na sede da The Architectural League of New York (http://archleague.org/).

 

 

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Dezembro 25 2011

 

Chávenas de café e pires formato Porto, da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, com filetagem dourada e decoração geométrica esmaltada sobre o vidrado. Note-se o diferente tratamento decorativo das asas.

 

No serviços de chá e café o nome do formato encontra-se habitualmente manuscrito na base dos bules ou das cafeteiras, acompanhado do código correspondente ao motivo, o qual é normalmente indicado através de duas letras e quatro dígitos.

 

Durante a exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, foram exibidos exemplares dos formatos Angola, com a decoração FB 2029, Belga, com a decoração EB 1314, e Porto.

 

O conjunto de chávenas e pires a que pertencem estes dois exemplares permite-nos documentar três marcas distintas da SP (SP1 a SP3), que se reproduzem abaixo.

 

A marca SP1 terá sido usada nas décadas de 1920 a 1940, a marca SP2 nas décadas de 1930 e 1940, a marca SP3 entre a década de 1940 e o princípio da década de 1970, a marca SP4 a partir desta última década, e a marca SP5 a partir da década de 1990.

 

Curiosamente, o selo branco aposto sobre o título de acções aqui apresentado, com a serpe alada (dragão) e o leão batalhante (rampante) das armas de Coimbra, que surgem também na primeira marca da empresa, ostenta a data de 1923.

 

                    

SP1                                  SP2                                   SP3                                  SP4                                  SP5

  

De acordo com o Diário do Govêrno, a empresa Porcelana de Coimbra constituíu-se como sociedade anónima de responsabilidade limitada em 13 de Maio de 1922, com um capital de 1.600.000$00 dividido por acções de 100$00. Esse capital foi aumentado para 2.500.000$00 em 15 de Setembro do mesmo ano, como se comprova no título de dez acções reproduzido abaixo.

 

O conselho de administração da empresa, nomeado para os primeiros três anos sociais, era composto por três elementos – António dos Santos  Viegas, Estolano Dias Ribeiro e José Manuel Ribeiro, estando as assinaturas destes dois últimos reproduzidas no título de acções.

 

Note-se que, na época, a empresa era designada como Porcelana de Coimbra e não Sociedade de Porcelanas de Coimbra e sublinhe-se que não foi possível consubstanciar documentalmente a afirmação de que a intervenção da VA e da Electro-Cerâmica do Candal na empresa data de 1936 (cf. http://www.candalparque.pt/historia.html).

 

Durante o ano de 1945, conforme referido anteriormente (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/62574.html), a Sociedade de Porcelanas de Coimbra foi adquirida, em partes iguais, pela Electro-Cerâmica do Candal e pela Vista Alegre, embora a VA controlasse já, também, a Electro-Cerâmica.

 

De acordo com notícias disponíveis na imprensa (http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=522578&page=-1), a SP terá encerrado em Dezembro de 2005, depois de um período de vários anos em que a sua capacidade produtiva foi sendo gradual e intencionalmente reduzida.

 

 

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