Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 07 2014

Para quem não teve oportunidade de estar, em Lisboa, na inauguração da exposição homónima, uma boa notícia.

 

O livro Hansi Staël: Cerâmica, Modernidade e Tradição, da autoria de Rita Gomes Ferrão, será também lançado nas Caldas da Rainha, durante o próximo domingo, dia 12 de Outubro de 2014.

 

Tal evento, que contará com a presença da autora, terá lugar no Centro de Artes, Atelier-Museu António Duarte, a partir das 16h00.

 

 

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Setembro 17 2014

 

Tendo interrompido aquela que, cautelosamente, foi classificada como a sua publicação periódica, o MAFLS não pode deixar de, pontualmente, noticiar iniciativas de interesse maior nas áreas da cerâmica, do seu estudo e da sua divulgação.

 

É este o caso do aparecimento da obra Hansi Staël: Cerâmica, Modernidade e Tradição, da autoria de Rita Gomes Ferrão, autora também do blog Cerâmica Modernista em Portugal (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/).

 

O lançamento decorrerá no próximo dia 19 de Setembro, pelas 18h00, em simultâneo com a inauguração da exposição homónima que terá lugar na galeria Objectismo, em Lisboa.

 

     

 

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Julho 12 2014

 

Prato raso em faiança, com cerca de 23,6 cm. de diâmetro, da fábrica Secla, Caldas da Rainha, reproduzindo um desenho original de Hansi Staël (1913-1961).

 

Como já foi referido, esta artista húngara veio para Portugal depois da II Grande Guerra, tendo colaborado com a Secla, a partir de 1950, na criação de inúmeras peças. Entre as suas criações para a produção industrial, contam-se os originais que deram origem à série Motivos Portugueses, à qual pertence este exemplar.

 

Desenvolvida entre 1953 e 1956, a série ilustra essencialmente cenas do quotidiano da Nazaré e das regiões rurais próximas das Caldas da Rainha, reproduzidas quer em travessas quer em pratos.

 

Veja-se um prato desta série, com motivo piscatório, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/105781.html, e uma assinatura original de Hansi Staël aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/60571.html.

 

 

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Fevereiro 22 2014

 

 

Em memória do modelador e pintor cerâmico Francisco Furriel, falecido a 18 de Janeiro de 2014.

 

Medalhas comemorativas da 1.ª (à esquerda) e 2.ª Feiras Nacionais da Cerâmica, que tiveram lugar na cidade  das Caldas da Rainha durante os anos de 1979 e 1980.

 

Com cerca de 9,4 cm. de diâmetro, a medalha da direita apresenta no anverso a assinatura, manuscrita, do seu modelador – Furriel (Francisco Jorge Furriel, 1925-2014).

 

Francisco Furriel entrou para a fábrica Secla em 1953, onde permaneceu até à sua aposentação, na década de 1990, tendo colaborado em várias secções da empresa e chefiado ainda, durante 17 anos, a secção de pintura (cf. http://www.gazetacaldas.com/37073/francisco-jorge-furriel-1925-2014/).

 

Conhecem-se diversas outras medalhas cerâmicas de sua autoria, assinadas e produzidas nas décadas de 1970 e 1980, nomeadamente as que evocam algumas Feiras Nacionais da Fruta, realizadas também nas Caldas da Rainha, e alguns monumentos nacionais, como o Mosteiro da Batalha.

 

 

     

 

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Julho 21 2013

 

Procurando complementar as mais recentes e diversas referências que a autora do espaço *CMP (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/search/label/Lu%C3%ADs%20Ferreira%20da%20Silva) vem fazendo à obra de Luís Ferreira da Silva  (n. 1928; http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/ferreira+da+silva), apresenta-se hoje mais uma placa cerâmica, com cerca de 16 x 16 x 2,7 cm., produzida por este ceramista durante a década de 1960 para a fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

No tardoz apresenta, incisas, a sigla e as iniciais do artista, "FS", a inscrição "Secla / Portugal" e o número "4", que corresponde à decoração, ostentando ainda, a exemplo do que acontece com outro exemplar já aqui apresentado (http://mfls.blogs.sapo.pt/94060.html), quatro suportes em borracha.

 

Recorde-se que diversas placas semelhantes a estas haviam sido exibidas por Ferreira da Silva, em 1960, na sede da The Architectural League of New York, onde, complementarmente, uma montra ao nível da rua lhe foi dedicada em exclusivo.

 

Durante toda a década de 1960 as suas peças, muitas delas únicas, não cessaram de ganhar reconhecimento internacional, sendo essa a altura em que o empresário sueco Ingvar Kamprad (n. 1926), fundador da célebre cadeia IKEA (http://www.ikea.com/ms/pt_PT/about_ikea/the_ikea_way/history/index.html), se tornou no maior coleccionador particular da obra deste notável ceramista.

 

A fim de evitar mal-entendidos sobre dois artistas distintos, mas que têm apelidos iguais e são ambos oriundos da região do Grande Porto, aproveita-se esta oportunidade para reproduzir abaixo a imagem de uma peça de Mário Ferreira da Silva e referir alguma da sua obra.

 

 

Apresentada no número 37, IV série, da revista Panorama, publicada em Março de 1971, esta imagem mostra a peça com que Mário Ferreira da Silva (datas desconhecidas) obteve o Prémio Nacional de Cerâmica de 1969, atribuído no IV Salão Nacional de Arte organizado pela Secretaria de Estado da Informação e Turismo (S.N.I.).

 

Esta nova consagração da obra de Mário Ferreira da Silva (http://www.mariofsilva.com/biografia.html) seguiu-se à que já havia ocorrido em 1960, quando recebera o prémio Sebastião de Almeida, destinado à cerâmica e atribuído a uma base de candeeiro, no II Salão dos Novíssimos promovido pelo SNI. 

 

No catálogo correspondente ao Salão de 1960, onde apresentou três peças – 24, Base de Candeeiro; 25, Jarra Decorativa; 26, Jarra Decorativa, surge sob o nome Mário Ferreira da Silva, com morada na Rua Domingos de Matos, 644, em Coimbrões, V. N. de Gaia.

 

Já nos catálogos dos Salões de 1962, onde apresentou duas peças – 135, Fantasia I, Jarra, e 136, Fantasia II, Jarrão, e de 1965, onde apresentou quatro peças – 101, Pássaros (faiança), 102, Prato (grés), 103, Base para Candeeiro (grés), e 104, Base para Candeeiro (grés), surge apenas sob o nome Mário Silva, com morada na Rua Gil Eanes, 282, 2.º Esq.º, em Vila Nova de Gaia.

 

 

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Março 17 2013

 

Pequena jarra, com cerca de 10,4 cm. de altura, em faiança da fábrica Secla, Caldas da Rainha.

 

Este design corresponde à variante de um original, aplicado numa jarra com outro formato e maiores dimensões, criado cerca de 1955 por Hansi Staël (1913-1961) e reproduzido na página 56 do catálogo da exposição Estúdio Secla: Uma renovação na cerâmica portuguesa, realizada em 1999 no Museu Nacional do Azulejo.

 

          

 

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Dezembro 23 2012

 

Caixa em faiança, com cerca de 7,8 cm. de altura e 14 cm. de diâmetro, produzida pela fábrica Secla, das Caldas da Rainha. Na tampa, a folha encontra-se recurvada para criar uma reentrância que permite maior funcionalidade no seu manuseamento.

 

O acabamento moldado que reveste o exterior desta peça mimetiza a textura de um tecido, remetendo a cor para uma das tonalidades em voga nas décadas de 1950 e 1960, particularmente na América do Norte.

 

Esta entrada fica registada com particular desejo de Festas Felizes para a autora de CMP* (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/).

 

 

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Julho 28 2012

 

Conjunto de bovinos ajoelhados com jugo, ou canga.

 

A representação cerâmica de animais nesta posição é extremamente invulgar. A representação patente neste exemplar é mais invulgar ainda por aliar esse aspecto à aplicação da canga numa posição de descanso.

 

Nesta peça, as particularidades da representação são ainda sublinhadas pelo facto de este ser um exemplar em biscoito pintado que não chegou a ser vidrado.

 

Por último, uma outra particularidade prende-se com o facto de, surpreendentemente, esta ser uma peça da fábrica Secla, onde este tipo de modelação animal também não era comum.

 

 

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Maio 19 2012

 

     

 

Pequeno cinzeiro, com cerca de 1,4 x 15,9 x 8,7 cm., em faiança da fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

Este formato biomórfico apresenta um vidrado com uma cor característica das décadas de 1940 e 1950, utilizada, por exemplo, em peças datadas de 1945 (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/87433.html) e 1946, na fábrica americana Rookwood.

 

O cinzeiro terá sido encomendado durante a década de 1950 ou 1960 por uma Motor Inn (estalagem rodoviária) de um estado não identificado dos EUA.

 

Embora uma das localidades americanas mais famosas seja Newport, Rhode Island, devido ao seu festival de jazz instituído em 1954, existem localidades com esta toponímia em mais de uma dezena de estados americanos.

 

Note-se como este formato, para além de recordar um boomerang, recorda o logótipo da série de ficção científica Star Trek (cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Star_Trek), que haveria de ser lançada na década de 1960.

 

 

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Abril 21 2012

 

Grande prato de parede, medindo cerca de 29 cm. de diâmetro, com decoração pintada à mão e alguns contornos acentuados a sgraffito.

 

Conforme já foi referido anteriormente, nesta técnica, a pasta, depois de pintada, é riscada ou raspada para expôr a(s) camada(s) inferior(es) e conferir relevo ao trabalho final.

 

Esta peça encontra-se assinada e datada, na frente, a sgraffitoJ P 51, apresentando ainda assinatura e data manuscrita a tinta preta, no verso. 

 

Embora estilisticamente o traço também recorde a obra de Alice Jorge (1924-2008) e de Cipriano Dourado (1921-1981), é muito provável, tal como as iniciais sugerem, que este prato seja do início da fase cerâmica do consagrado pintor Júlio Pomar (n. 1926; http://www.cam.gulbenkian.pt/index.php?article=59984&visual=2&langId=1&ngs=1&back=P).

 

Durante os anos de 1955 a 1957 Pomar executou diversos trabalhos, em diferentes formatos e com diferentes técnicas, na fábrica Secla, das Caldas da Rainha, depois de eventualmente ter também produzido algumas peças na já aqui mencionada Cerâmica Bombarralense (1944-1954; cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/149743.html).

 

É possível que este exemplar tenha sido executado nesta última fábrica, apesar de a sua pasta branca ser distinta da pasta (amarelada ou alaranjada) usada na maioria dos trabalhos da Cerâmica Bombarralense. Conhecem-se, contudo, muitos pratos desta fábrica executados em pasta branca.

 

As iniciais esgrafitadas nesta peça são estilisticamente muito semelhantes às iniciais esgrafitadas num prato da Secla, realizado por Pomar em 1956, o qual se encontra reproduzido no catálogo da exposição Estúdio Secla: Uma renovação na cerâmica portuguesa, realizada em 1999 no Museu Nacional do Azulejo.

 

Uma peça de Júlio Pomar que, estilistica e tecnicamente, se assemelha ainda mais a esta, o prato "A simples espinha sugere...", também datado de 1951 e assinado com iniciais muito semelhantes, integra o acervo do Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira (http://www3.cm-vfxira.pt/PageGen.aspx?WMCM_PaginaId=30542#.UOmsBOSIGSo).

 

   

 

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