Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Março 20 2010

 

Estatueta equestre, modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um soldado da Legião de Alorna, em uniforme de 1809. 

 

Na tabela de Maio de 1960 esta peça surge sob o número 549/4, "Soldado Legião de Alorna", com o preço de 550$00 e uma indicação de 1.070 gramas de peso, segundo a cópia existente no CDMJA.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

Criada em 1796, a Legião de Tropas Ligeiras veio a integrar a Legião Portuguesa em 1808, força que passou a estar ao serviço dos exércitos napoleónicos. Para se distinguir desta, a legião criada no seio do exército anglo-luso denominava-se Leal Legião Portuguesa.

 

Sendo também conhecida como Legião de Alorna devido ao nome e prestígio do seu primeiro comandante, o 3.º Marquês de Alorna (Pedro de Almeida Portugal, 1754-1813), a Legião Portuguesa veio a ser extinta por Napoleão (Napoleão Bonaparte, 1769-1821) em 1813, depois de haver combatido nas frentes da Polónia e da Rússia.

 

 

O célebre general e grão-mestre maçónico Gomes Freire de Andrade (1757-1817) foi também comandante da Legião Portuguesa, e o seu julgamento e execução por traição serviram de pano de fundo para uma dissertação metafórica sobre a repressão e a liberdade, o Estado Novo e os opositores a esse regime, como o general Humberto Delgado (1906-1965), desenvolvida por Luís de Sttau Monteiro (1926-1993) na sua peça de teatro Felizmente Há Luar (1961).

 

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