Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 28 2012

 

Grande prato de parede, com cerca de 36,4 cm. de diâmetro, apresentando decoração de F. Macedo (datas desconhecidas) executada em 1934 na Fábrica do Agueiro, em Vila  Nova de Gaia.

 

Sobre esta fábrica, o livro Itinerário da Faiança do Porto e Gaia (2001) refere o seguinte:

 

"Estabelecida em 1919 no sítio do Agueiro, em Mafamude, mas com entrada por Soares dos Reis. Dedicava-se ao fabrico de louça e azulejo. Foi continuada por impulso de José de Almeida Pinheiro, em 1941, sendo conhecida sob a firma Cerâmica Soares dos Reis Lª, embora também use, sobretudo em painéis de azulejo, a antiga firma Fábrica do Agueiro. Manteve-se em laboração, com alguma qualidade e originalidade artística, até 1964."

 

Reproduzidas abaixo encontram-se algumas imagens de um revestimento azulejar ostentando a assinatura da Fábrica do Agueiro. Trata-se de um dos conjuntos públicos mais conhecidos desta empresa. Tendo sido executado em 1931, ornamenta a antiga Praça do Rossio, entretanto rebaptizada Praça da República, em Viseu.

 

 

 

       

 

Como também já havia sido referido anteriormente (ver artigo mencionado abaixo) a fábrica Soares dos Reis foi reestruturada em 1941. Efectivamente, nos dois primeiros artigos de uma escritura datada de 25 de Agosto desse ano pode ler-se o seguinte:

 

" Sob a denominação de Fábrica de Cerâmica Soares dos Reis, Limitada, e com o objectivo de explorar o fabrico de louças de pó de pedra e quaisquer outros tipos ou géneros de cerâmica, podendo, no entanto, dedicar-se a outros ramos de indústria ou comércio que os sócios determinem, constitue-se a presente sociedade [sociedade comercial por cotas de responsabilidade limitada], que durará por tempo ilimitado, a contar desta data, sendo a sua sede e domicílio na Rua Soares dos Reis, 159, da vila e concelho de Gaia.

 

O capital social, que se acha inteiramente realizado em dinheiro, é de 80.000$00, dividido nas seguintes cotas dos sócios: D. Beatriz Magalhãis de Almeida, 47.500$00; António Pereira da Silva, 12.500$00; Fernando Osório Oliveira e Manuel João da Costa, 10.000$00 cada um."

 

Assim, poder-se-á concluir que, muito provavelmente, foi a partir desta data que a popular designação Fábrica do Agueiro passou a deixar de constar das peças produzidas na empresa.

 

Sublinhe-se ainda o curioso facto de o nome de José de Almeida Pinheiro, referido no Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, não surgir nesta escritura de 1941, nem como sócio, nem como administrador ou gerente, embora se trate muito provavelmente de um familiar da maior accionista.

 

Veja-se um outro prato desta fábrica, com a designação Soares dos Reis, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html.

 

 

© MAFLS


Fevereiro 18 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Como se referiu anteriormente, estes painéis são da autoria de António de Castro Mourinho (1892-1963).

 

Abaixo apresenta-se um desenho aguarelado, original que serviu para um painel não fotografado desta série, exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS. No segundo volume do catálogo desse evento, por lapso, este desenho também surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 


 

© MAFLS


Fevereiro 12 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Como se referiu anteriormente, estes painéis são da autoria de António de Castro Mourinho (1892-1963).

 

Abaixo apresenta-se um desenho aguarelado, original que serviu para um painel não fotografado desta série, exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS. No segundo volume do catálogo desse evento, por lapso, este desenho também surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS. 

 


 

© MAFLS


Fevereiro 04 2012

© CDMJA/MCS

 

Vista parcial do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se dois dos oito painéis azulejares que decoravam o seu exterior.

 

Abaixo encontra-se reproduzido o desenho aguarelado que serviu para a elaboração do painel visível à direita. Da autoria de um dos mais talentosos pintores de azulejos da FLS, António de Castro Mourinho (1892-1963), este original foi exibido na exposição Porta Aberta às Memórias, realizada em 2008 no MCS.

 

Castro Mourinho trabalhou na FLS desde a década de 1920 até ao seu falecimento, conhecendo-se grandes painéis azulejares de sua autoria produzidos na fábrica e datados ainda do ano de 1960.

 

O desenho, com cerca de 20x13 cm., foi doado no ano dessa exposição ao CDMJA/MCS pelo também pintor de azulejos Manuel Vieira Prazeres (n. 1939), que entrou para a FLS em 1954 e aí permaneceu até ao seu encerramento. 

 

No segundo volume do catálogo da referida exposição, por lapso, este desenho surge datado de 1940-1950.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

 

© MAFLS


Janeiro 29 2012

© CDMJA/MCS

 

Detalhe da área do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se quatro painéis de azulejos executados propositadamente para o evento.

 

O painel mais à direita do observador representa a partida de Vasco da Gama (c.1469-1524) para a Índia.

 

Algumas imagens relacionadas com a exposição podem ser consultadas aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+colonial+do+porto, e aqui: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+colonial+do+porto.

 

Para um exemplar em porcelana da VA reproduzindo a mascote da exposição, um elefante, veja-se o artigo de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.com/search/label/Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Colonial%20Portuguesa%20%28Primeira%29).

 

Veja-se ainda a ligação aí indicada para um artigo mais desenvolvido sobre a exposição reproduzindo, entre muitas outras, as imagens referidas acima (http://doportoenaoso.blogspot.com/2010/10/os-planos-para-o-porto-dos-almadas-aos.html).

 

A VA produziu também pratos decorativos alusivos a esta exposição, conhecendo-se exemplares representando quer a fachada do edifício principal (um modelo encomendado pela casa Pérola da China, com a referência P.1536), quer uma mulher de raça negra (modelo com a referência P.1534).

 

Da mesma fábrica conhece-se ainda uma pequena taça com rebordo polilobado, representando dois elefantes com a tromba alçada, que apresenta no verso a inscrição Recordação / da / Exposição Colonial / Porto - 1934 / Portugal.

 

 

Pisa-papéis em vidro fosco moldado, com cerca de 13,8 x 9,2 x 4,6 cm., produzido provavelmente na Marinha Grande, ilustrando uma das muitas versões em estilo Art Déco que apresentam elefantes em pose semelhante à da mascote da exposição.

 

No entanto, como se pode verificar numa das imagens referidas acima (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/187192.html) e na peça da VA, o elefante da versão oficial, entre outras diferenças que apresenta, não olha em frente nem tem as orelhas nesta posição.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

© MAFLS


Novembro 23 2009

 

Capa do catálogo Dar Sentido à Argila, Os Ateliês de Decoração na Fábrica da Loiça de Sacavém, publicado em 2007 pelo Museu de Cerâmica de Sacavém para complementar a exposição homónima.

 

A ilustração da capa apresenta um detalhe de uma placa cerâmica pintada em 3 de Julho de 1934 por Álvaro Mendes Alves (1905-1996), reproduzindo uma fotografia da Casa Alvão (fundada em 1901, por Domingos do Espírito Santo Alvão, 1869-1946), Porto, intitulada Pastora.

 

Neste volume podem-se encontrar diversas informações sobre dois artistas e pintores de cerâmica da Fábrica de Loiça de Sacavém – Álvaro Mendes Alves e Nuno Lopes (1920-1974).

 

© MAFLS


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