Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2016

 

Jarra, com cerca de 11,7 cm. de altura, em faiança da fábrica Belo, das Caldas da Rainha.

 

Esta peça ostenta na base as inscrições, incisas, "184/2 / BELO / C. DA RAINHA" e no corpo cilíndrico a legenda, pintada à mão sobre uma faixa desdobrada na diagonal, "VI TORNEIO ABERTO / DE / TENIS DE MESA / DAS / CALDAS DA RAINHA / 29-4-1962".

 

Como se viu anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/61006.html), este tamanho corresponde à dimensão intermédia deste tipo de jarras, que evocam um dos tradicionais formatos orientais dos balões de iluminação (http://mfls.blogs.sapo.pt/17090.html).

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 13:09

Outubro 20 2012

 

 

Prato em faiança, pintado à mão sob o vidrado, em 1958, por Artur José (1932-2010).

 

O mestre ceramista Artur José participou em diversas edições do Salão dos Novíssimos, evento promovido a partir de 1959 pelo SNI (Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo), que exibia pintura, desenho, gravura, escultura e cerâmica.

 

Nesses certames, a produção então exibida centra-se particulamente nas composições azulejares cujos motivos se aproximam mais da vertente abstraccionista do que da reinterpretação figurativista, de vaga influência barroca e neo-barroca, patente neste exemplar.

 

 

Com efeito, em 1962 exibiu três painéis de azulejo – Fantasia, Fuga e Verão, tendo recebido o prémio Sebastião de Almeida (destinado à cerâmica) pelo segundo, reproduzido acima, um painel com 51 x 72 cm. que se encontrava à venda por 1.200$00. A peça cerâmica mais cara custava 12.000$00 e era da autoria do escultor Abel Baptista dos Santos (1924-2012), que em 1954 havia sido também galardoado pelo SNI.

 

Curiosamente, a peça mais cara desse IV Salão era um óleo de Artur Bual (1926-1999; veja-se uma placa cerâmica que lhe é atribuída aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/148413.html.), com 230 x 162 cm., ao preço de 25.000$00. Isto num salão onde também exibiram a concurso, entre outros, Charters de Almeida (n. 1935), prémio Mestre Manuel Pereira de escultura nesse ano, Maria Irene Vilar (1930-2008), Luís Pinto Coelho (1942-2001) e António Lino (1914-1996).

 

Capa do catálogo do IV Salão dos Independentes, provavelmente criada por Sebastião Rodrigues (1929-1997), autor, entre outras, das capas para os catálogos dos Salões de 1960, 1963 e 1964.

 

Em 1963, no V Salão, em que João [Lopes] Segurado (n. 1920) recebeu o prémio Sebastião de Almeida com o painel azulejar Homenagem a Garcia Lorca, Artur José exibiu quatro novos painéis cerâmicos – Painel em relevo, Sinfonia-Painel, Ritmo e Fantasia.

 

Já em 1965, no VII Salão, em que Carlos Alberto Martins Alves (datas desconhecidas) recebeu o prémio Sebastião de Almeida com a peça Enquanto Fiz Castelos no Ar, Artur José exibiu apenas um prato e dois painéis cerâmicos.

 

 

© MAFLS


Janeiro 16 2010

 

Grande escultura em terracota patinada. Assinada, com as iniciais A. M., e datada, 62, esta peça é atribuída a Armando Mesquita (1907-1982), um dos mais notáveis modeladores da FLS.

 

Autor de numerosa arte pública e participante regular nos Salões da SNBA, responsável pela modelação das célebres figuras evocativas de nobres cavaleiros medievais e dos militares da Guerra Peninsular, dos soberbos medalhões em Jasper Ware (http://mfls.blogs.sapo.pt/1638.html), do painel que hoje se encontra numa das entradas do MCS (http://mfls.blogs.sapo.pt/485.html), e criador de diversas outras peças cerâmicas e escultóricas, foi homenageado na exposição Armando Mesquita: Para Além do Visível, organizada pelo MCS em 2004.

 

A escultura que aqui se reproduz não terá sido executada na FLS, mas sim no estúdio que Armando Mesquita manteve nas proximidades da fábrica.

 

© MAFLS

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