Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 06 2017

 

Pequeno prato, ou alfineteira, em porcelana da SPAL, Alcobaça, de concavidade acentuada e com cerca de 2,9 cm. de altura e 12,1 cm. de diâmetro, comercializado através da empresa Solafrance.

 

A empresa Solafrance era uma subsidiária da SPAL em França, que esteve registada no Tribunal Comercial de Paris, onde se encontrava a sua sede, entre 25 de Junho de 1969 e 3 de Novembro de 2009, embora a sua dissolução tivesse sido declarada já em 31 de Janeiro de 2005, data em que foi nomeado um liquidatário.

 

Não foi possível encontrar qualquer informação sobre D. Roubin, que, supostamente, terá concebido esta decoração, mas no século XIX existiu também um compositor francês chamado Amédée de Roubin (Victor Marie Paul Amédée de Roubin ?, 1824-1864).

 

 

© MAFLS


Julho 21 2013

 

Procurando complementar as mais recentes e diversas referências que a autora do espaço *CMP (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/search/label/Lu%C3%ADs%20Ferreira%20da%20Silva) vem fazendo à obra de Luís Ferreira da Silva  (n. 1928; http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/ferreira+da+silva), apresenta-se hoje mais uma placa cerâmica, com cerca de 16 x 16 x 2,7 cm., produzida por este ceramista durante a década de 1960 para a fábrica Secla, das Caldas da Rainha.

 

No tardoz apresenta, incisas, a sigla e as iniciais do artista, "FS", a inscrição "Secla / Portugal" e o número "4", que corresponde à decoração, ostentando ainda, a exemplo do que acontece com outro exemplar já aqui apresentado (http://mfls.blogs.sapo.pt/94060.html), quatro suportes em borracha.

 

Recorde-se que diversas placas semelhantes a estas haviam sido exibidas por Ferreira da Silva, em 1960, na sede da The Architectural League of New York, onde, complementarmente, uma montra ao nível da rua lhe foi dedicada em exclusivo.

 

Durante toda a década de 1960 as suas peças, muitas delas únicas, não cessaram de ganhar reconhecimento internacional, sendo essa a altura em que o empresário sueco Ingvar Kamprad (n. 1926), fundador da célebre cadeia IKEA (http://www.ikea.com/ms/pt_PT/about_ikea/the_ikea_way/history/index.html), se tornou no maior coleccionador particular da obra deste notável ceramista.

 

A fim de evitar mal-entendidos sobre dois artistas distintos, mas que têm apelidos iguais e são ambos oriundos da região do Grande Porto, aproveita-se esta oportunidade para reproduzir abaixo a imagem de uma peça de Mário Ferreira da Silva e referir alguma da sua obra.

 

 

Apresentada no número 37, IV série, da revista Panorama, publicada em Março de 1971, esta imagem mostra a peça com que Mário Ferreira da Silva (datas desconhecidas) obteve o Prémio Nacional de Cerâmica de 1969, atribuído no IV Salão Nacional de Arte organizado pela Secretaria de Estado da Informação e Turismo (S.N.I.).

 

Esta nova consagração da obra de Mário Ferreira da Silva (http://www.mariofsilva.com/biografia.html) seguiu-se à que já havia ocorrido em 1960, quando recebera o prémio Sebastião de Almeida, destinado à cerâmica e atribuído a uma base de candeeiro, no II Salão dos Novíssimos promovido pelo SNI. 

 

No catálogo correspondente ao Salão de 1960, onde apresentou três peças – 24, Base de Candeeiro; 25, Jarra Decorativa; 26, Jarra Decorativa, surge sob o nome Mário Ferreira da Silva, com morada na Rua Domingos de Matos, 644, em Coimbrões, V. N. de Gaia.

 

Já nos catálogos dos Salões de 1962, onde apresentou duas peças – 135, Fantasia I, Jarra, e 136, Fantasia II, Jarrão, e de 1965, onde apresentou quatro peças – 101, Pássaros (faiança), 102, Prato (grés), 103, Base para Candeeiro (grés), e 104, Base para Candeeiro (grés), surge apenas sob o nome Mário Silva, com morada na Rua Gil Eanes, 282, 2.º Esq.º, em Vila Nova de Gaia.

 

 

© MAFLS


Julho 21 2012

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia apresentando uma vista parcial do stand da FLS na I FILDA, Feira Internacional de Luanda, Angola, realizada entre 6 e 21 de Dezembro de 1969.

 

À direita, de perfil e com uma menina pela mão, parece encontrar-se o futuro embaixador português António Monteiro (António Victor Martins Monteiro, n. 1944), nascido em Angola.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS


Novembro 06 2011

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia apresentando uma vista parcial do stand da FLS na I FILDA, Feira Internacional de Luanda, Angola, realizada entre 6 e 21 de Dezembro de 1969.

 

Aqui se pode comprovar como o novo logótipo da FLS, que existia já desde, pelo menos, 1967 (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/63619.html), foi divulgado nesta feira.

 

Esta imagem é ainda particularmente interessante por documentar a comercialização, nesse ano, das estatuetas militares, quer da Guerra Peninsular quer da Idade Média, do barro Parian (sob a palavra Progresso surge o conjunto de Faunos anteriormente aqui reproduzido [cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/131483.html]), do motivo Faisão (Asiatic Pheasant) e do motivo Estátua (Cavalinho).

 

Complementarmente, note-se como a comercialização de loiça sanitária, aqui parcialmente ilustrada, representava uma parte muito significativa da promoção e consolidação da FLS. 

 

Abaixo reproduz-se o anverso de um exemplar da medalha executada por M. Patrício (datas desconhecidas) para comemorar a V FILDA, realizada em 1973, a primeira do certame enquanto membro da Union des Foires Internationales.

 

A reprodução da fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

 

© MAFLS


mais sobre mim
Outubro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
13
14

16
17
18
19
20

22
23
24
25
26
27
28

29
30
31


pesquisar
 
subscrever feeds