Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 22 2017

 

Conjunto de duas chávenas de café, e pires, em faiança da J.P.M., empresa fundada em 1996 e com sede nas Caldas da Rainha.

 

A conjugação dos formatos e das combinações cromáticas foi concebida pelo artista plástico José de Guimarães (n. 1939), correspondendo a uma gramática bem característica das suas criações tridimensionais.

 

Na base, estas peças ostentam os logótipos da Expo'98 e do ICEP (Investimentos, Comércio e Turismo de Portugal), bem como o logótipo que José de Guimarães criou em 1993 para o Turismo de Portugal.

 

 

© MAFLS


Agosto 04 2013

 

Tinteiro em porcelana da Vista Alegre com motivos florais estilizados ao gosto Art Déco.

 

Apresentando decoração esmaltada e complementos a dourado, pintados à mão sobre o vidrado, ostenta na base a marca correspondente ao período de 1922 a 1947.

 

O tinteiro propriamente dito, avulso, mede cerca de 4,5  cm. de altura, apresentando um diâmetro de cerca de 4,7 cm. em cima e 3 cm. em baixo. Conhecem-se outros exemplares com distintos formatos e dimensões.

 

Diversas outras fábricas produziam também tinteiros avulso em diferentes tamanhos, como a Electro-Cerâmica do Candal, de que se conhecem, por exemplo, peças com apenas cerca de 2,7 cm. de altura e um diâmetro de cerca de 3,4 cm. em cima e 2,4 cm. em baixo.

 

Tinteiros avulso com dimensões-padrão semelhantes às do exemplar da VA estiveram em produção, pelo menos, até à década de 1960, sendo de uso comum nas carteiras, individuais ou colectivas, de madeira das escolas nacionais, as quais apresentavam um orifício destinado a encastrar o tinteiro.

 

 

Tinteiro em porcelana, constituído por três elementos distintos, apresentando conceitos claramente associáveis à gramática decorativa pós-modernista.

 

Conjugando alusões à esfera armilar com alusões aos mon (brasões) japoneses, este tinteiro surge como uma das escassas peças produzidas pela VA no último quartel do século XX em consonância com as tendências do design contemporâneo.

 

Concebida na sua forma e decoração pelo artista plástico António Viana (n. 1947), esta peça, intitulada Calamus, integra um conjunto de três diferentes tinteiros de sua autoria, produzidos em 1998 para comemorar o quinto centenário da viagem de Vasco da Gama (c.1469-1524) à Índia (1497-98).

 

Como se pode observar, ostenta o número 185 de uma edição limitada a 250 exemplares. Curiosamente, os outros dois tinteiros do conjunto – intitulados Armilar e Pentecostes, tiveram uma tiragem superior, limitada a 350 exemplares cada um.

 

     

 

© MAFLS


Maio 21 2011

 

Painel de dois azulejos reproduzindo um desenho original, intitulado Sereia, de Maria Keil (n. 1914).

 

Produzido pela Fábrica Cerâmica Viúva Lamego, numa edição de 5.000 exemplares, este díptico foi lançado no âmbito da série Os Azulejos e os Oceanos, uma colecção de diversos azulejos de autor promovida pelo Banco Nacional Ultramarino e a Caixa Geral de Depósitos, no ano da Expo' 98, exposição mundial que decorreu em Lisboa e foi consagrada à temática dos oceanos.

 

Para além de Maria Keil, esta série apresenta ainda azulejos reproduzindo desenhos de Luis Camacho (datas desconhecidas), Querubim Lapa (n. 1925), Sara Maia (n. 1974), João Abel Manta (n. 1928), Eduardo Nery (n. 1938), Júlio Pomar (n. 1926), Pedro Proença (n. 1962), Paula Rego (n. 1935), Júlio Resende (n. 1917), Bela Silva (n. 1966), Álvaro Siza Vieira (n. 1933), Ana Vilela (n. 1961) e João Vilhena (datas desconhecidas).

 

 

O folheto que acompanha cada azulejo refere: "Os azulejos são em chacota de lastra e na dimensão de 14 x 14 cm, características que mais os identificam com a azulejaria tradicional portuguesa."

 

De facto, este exemplar é o único díptico da colecção, que apresenta também uma placa azulejar de maiores dimensões do que as indicadas – a de Paula Rego. Estes dois exemplares foram comercializados a 12.000$00 e os restantes a 8.000$00. 

 

A fábrica Viúva Lamego, fundada em 1849 no Largo do Intendente, em Lisboa (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/100393.html), foi entretanto adquirida pela empresa Aleluia (http://www.aleluia.pt/).

 

Entre outros trabalhos notáveis na área da cerâmica, que também incluem colaboração com a Vista Alegre, Maria Keil foi a artista responsável pela decoração azulejar das primeiras estações do metropolitano de Lisboa, podendo algumas das suas criações ser vistas aqui: http://www.metrolisboa.pt/Default.aspx?tabid=72.

 

 

© MAFLS


mais sobre mim
Novembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9
10
11

13
14
16
17

19
20
21
22
23
24
25

26
27
28
29
30


pesquisar
 
subscrever feeds