Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Agosto 26 2017

 

Figura em terracota pintada, com cerca de 13,6 cm. de altura, representando um vilão da ilha da Madeira.

 

Trata-se de uma peça executada na fábrica A Nova Decorativa, de Coimbra, como se comprova pela marca, impressa na pasta, reproduzida abaixo.

 

Tal como acontece com todas as velhas peças de terracota pintada, apresenta sinais de desgaste na tinta, decorrentes de um natural processo de escamação causada pelo manuseamento ou pelas simples variações atmosféricas sofridas ao longo de décadas.

 

Vejam-se outras peças desta fábrica aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+a+nova+decorativa.

 

 

© MAFLS


Março 23 2013

     


Figura em terracota pintada da fábrica A Nova Decorativa, de Coimbra.


Veja-se outra peça desta fábrica aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/78219.html.



© MAFLS


Março 18 2012

          

 

Grande escultura em terracota pintada, com cerca de 56,8 cm. de altura, produzida na fábrica Moderna Industrial Decorativa, Limitada, de Coimbra.

 

A pintura que recobre esta terracota apresenta tons característicos das décadas de 1940 e 1950 em Portugal, sendo conhecidos muitos objectos, como molduras e outras peças em madeira, apresentando variantes desta tonalidade. São conhecidas ainda outras figuras, representando aves diferentes, com pintura beige.

 

Como nota curiosa, sublinhe-se que quer a marca impressa (não reproduzida pela sua má legibilidade) quer a etiqueta da Moderna Industrial Decorativa recordam a célebre marca triangular relevada da, então checoslovaca, fábrica Royal Dux, famosa pelas suas estatuetas em porcelana.

 

No entanto, esta aproximação monumental à modelação cerâmica evoca claramente, no contexto europeu, as peças de majólica oitocentista como o bengaleiro-cegonha, com cerca de 103 cm. de altura, produzido pela fábrica inglesa Minton & Co. em 1876, e o floreiro-cegonha, com cerca de 66 cm. de altura, produzido pela fábrica inglesa de Joseph Holdcroft, também no último quartel do século XIX.

 

No contexto nacional, as suas proporções evocam, apenas nesse aspecto, algumas das criações de Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), particularmente a peça que ilustra a fábula da raposa e do grou, reproduzida abaixo.

 

 

 

De acordo com o Diário do Governo, a sociedade Moderna Industrial Decorativa foi constituída por escritura de 19 de Abril de 1941, com um capital social de 50.000$00 e sede na Rua da Manutenção Militar, número 3, em Coimbra.

 

O capital estava equitativamente distribuído pelos cinco sócios, César Rodrigues Antero, industrial, João dos Reis, construtor civil, Francisco Caetano Ferreira, decorador, Bernardo Teles, construtor civil, e Carlos dos Reis, desenhador.

 

Esta empresa, que tinha "por objecto o exercício da indústria de estatuetas e artes decorativas", antecedeu assim em cerca de dois anos a constituição da mais conhecida e longeva Estatuária Artística de Coimbra.

 

Recorde-se que, na área da estatuária cerâmica, existiu ainda em Coimbra uma empresa denominada A Nova Decorativa (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/78219.html), dedicada também à produção de estatuetas em terracota pintada.

 

Muitas das suas estatuetas femininas são semelhantes, no formato e na pose das figuras, às produzidas pelas fábricas Goldscheider, na Áustria, Katzhütte, na Alemanha, e Royal Doulton, em Inglaterra.


 

© MAFLS


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