Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 04 2017

 

Pequeno prato em faiança, com cerca de 23 cm. de diâmetro, apresentando decoração floral policromática pintada à mão sob o vidrado.

 

Não apresenta qualquer marca visível no tardoz, mas insere-se na tipologia dos pratos com abas reticuladas produzidos em diversas regiões cerâmicas portuguesas (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/abas+recortadas).

 

Pelo tipo de pasta, considerando a sua cor e o seu peso, poderá especular-se que seja uma peça oriunda da região de Alcobaça ou do polígono cerâmico delimitado por esta localidade, Leiria e Pombal.

 

© MAFLS


Maio 16 2015

 

Pequeno prato em faiança, com cerca de 18 cm. de diâmetro, apresentando decoração floral policromática pintada à mão sob o vidrado.

 

Embora este formato seja semelhante a alguns dos formatos produzidos pela fábrica portuense da Corticeira e pela fábrica gaiense Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/abas+recortadas), as iniciais C. V. não correspondem a qualquer assinatura fabril ou oficinal identificada.

 

Além do mais, não só a execução formal e decorativa se afasta da qualidade destas duas fábricas como as opções cromáticas se afastam, também, da palette habitual das mesmas.

 

Por sua vez, a pasta apresenta-se demasiado granulada, exsudando em demasiada e formando excrescências de aspecto salitroso quando submetida a imersão aquosa prolongada e posterior secagem natural.

 

Saliente-se, no entanto, que a assinatura a castanho vinoso não é invulgar na Soares dos Reis e que a tonalidade azul, aqui aplicada no reticulado, também surgiu nesta fábrica, aplicada em filetagem e ramagem pintadas à mão que complementam frutas executadas a stencil (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+soares+dos+reis).

 

Uma outra hipótese seria a de a inicial "V" corresponder a Viana do Castelo. No entanto, embora na década de 1940 tenha existido produção de faiança nesta localidade, a marca que se conhece corresponde à designação Louça de Viana e a não a uma hipotética Cerâmica de Viana.

 

 

 © MAFLS


Janeiro 05 2014

 

Pequeno prato em faiança da Olaria de Alcobaça.

 

Note-se como as formas que partem do motivo floral central para o rebordo recordam os corações habitualmente conotados com a ourivesaria e os bordados do Minho.

 

 

© MAFLS


Junho 24 2013

 

Continuando a evocar as populares Festas de S. João através de cerâmica da região do Porto, publica-se hoje um prato da Fábrica do Carvalhinho, em forma de travessa oval recortada com cerca de 17,8 x 20,2 cm., apresentando motivo floral pintado à mão.


O formato desta peça encontra-se referido numa tabela da Fábrica Cerâmica do Carvalhinho não datada, embora seja muito provavelmente da década de 1930, sob o número 30, "[Prato rendilhado] Idem oval", ao preço de 10$00.


Veja-se um outro prato deste formato, apresentando o motivo número 3 (?), aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/21266.html.



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Janeiro 08 2012

 

Prato de parede reticulado, em faiança da Olaria de Alcobaça, pintado à mão sob o vidrado.

 

Conhecem-se estes mesmos versos aplicados também em pratos sem reticulado e em azulejos desta fábrica.

 

Aproveitando o exemplo datado da grafia deste texto, poderia anunciar-se a adopção neste espaço, a partir deste ano, da grafia preconizada pelo novo Acordo Ortográfico.

 

No entanto, como o período de transição se prolonga até 2015, os textos continuarão a ser publicados com uma grafia conservadora durante mais algum tempo.

 

 

 

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Julho 24 2011

 

Grande centro de mesa reticulado, ou fruteiro, em faiança da Olaria de Alcobaça, com 32 cm. de diâmetro e quatro pés, pintado à mão sob o vidrado.

 

Segundo o opúsculo Faiança de Alcobaça (1997), de Jorge Pereira de Sampaio, as iniciais correspondentes ao pintor, A. S., tanto são atribuíveis a Alfredo Santos (datas desconhecidas) como a Armando Saraiva Mendes (datas desconhecidas).

 

De qualquer modo, atente-se na notável pintura dos motivos vegetais a azul cobalto e do conjunto central de flores.

 

Vejam-se peças de outras fábricas, com abas recortadas, em: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/abas recortadas.

 

 

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Maio 15 2011

 

 

Prato em faiança da Fábrica da Corticeira, Porto, recortado e pintado à mão sob o vidrado.

 

Sobre esta fábrica a bibliografia é escassa, sabendo-se muito pouco quer sobre a sua administração quer sobre as suas datas de actividade, embora pareça que terá funcionado até à década de 1960.

 

O Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado em 2001 pelo Museu Nacional Soares dos Reis, dedica-lhe este curto parágrafo, repleto de incertezas e de uma marcante frase no condicional:

 

"Desta fábrica quase nada sabemos, apenas que teria ficado a laborar em parte das instalações abandonadas [em 1923] pela fábrica do Carvalhinho, na [Calçada e Rua da] Corticeira, sob a direcção do industrial António Silva, passando posteriormente a um funcionário, António Pereira da Silva."

 

A data de início da sua laboração é desconhecida, devendo no entanto notar-se que nem o opúsculo Cerâmica Portuguesa (1931), integrado na colecção Patrícia dirigida por Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), nem a conferência de um especialista na área, J. T. Ferreira Pinto Basto (1870-1953), intitulada A Cerâmica Portuguesa, proferida em 20 de Dezembro de 1934 e publicada no ano seguinte, mencionam a existência desta fábrica.

 

 

Nesta fotografia, inédita, do século XIX pode-se observar, do centro para a direita, o espaço que corresponde hoje à Alameda das Fontaínhas e logo abaixo, na encosta que desce para o rio Douro, parte das edificações originais da fábrica do Carvalhinho, contíguas à Rua da Corticeira e à antiga Calçada da Corticeira, actual Calçada das Carquejeiras.

 

Acerca da produção da Fábrica da Corticeira, e acerca deste prato em particular, note-se como segue a gramática dos pratos reticulados que imitam o artesanato de verguinha entretecida, uma prática comum a diversas fábricas portuguesas que reproduziram já no século XX este tradicional formato – Carvalhinho (http://mfls.blogs.sapo.pt/30760.html), Sant'Anna (http://mfls.blogs.sapo.pt/61269.html) e Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html), e as características da pintura manual sob o vidrado e da decoração floral dessas mesmas fábricas.

 

 

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Novembro 20 2010

 

Prato de parede recortado, e pintado à mão, da fábrica Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia.

 

Fundada em 1919, a fábrica Soares dos Reis veio a ser reestruturada em 1941, acabando por encerrar em 1964.

 

 

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Setembro 25 2010

 

Prato recortado, e pintado à mão, da Fábrica Sant'Anna, Lisboa (http://www.santanna.com.pt/).

 

Embora durante o século XX os pratos recortados e pintados à mão executados em Portugal tenham uma imagem mais associada à Fábrica do Carvalhinho, a verdade é que diversas outras fábricas os produziram, como a fábrica Soares dos Reis, de Vila Nova de Gaia, e a Fábrica Sant'Anna, aqui representada.

 

 

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Janeiro 24 2010

 

Prato recortado, e pintado à mão, da Fábrica do Carvalhinho.

 

Esta peça foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

 

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