Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 12 2015

 

Pequeno azulejo de friso decorado com motivos geométricos aplicados a stencil (chapa recortada) sob o vidrado, ostentando no tardoz a inscrição SACAVEM em relevo. 

 

Tendo sido depositados no Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, a 13 de Maio de 2009, os instrumentos de ratificação do Acordo Ortográfico de 1990 e do Segundo Protocolo Modificativo, assinado em 2004 e aprovado em 2008, completa-se hoje o período de transição, de seis anos, para implementação plena do mesmo.

 

Por aqui, a partir de amanhã, continuaremos a parafrasear Fernando Pessoa (1888-1935) – Ah, que prazer ter um Acordo Ortográfico para cumprir e não o fazer!

 

© MAFLS


Junho 01 2012

 

Prato de sobremesa estampado sobre o vidrado com o abecedário, os dígitos e um cifrão, a preto. Também sobre o vidrado, apresenta ainda filetagem a dourado e a marca de posse Alvaro Callixto.

 

Note-se que o abecedário apresenta 26 letras, incluindo as letras k, w, y, como o actual acordo ortográfico, sublinhando-se que o cifrão representaria certamente reis e não escudos, pois este prato é provavelmente anterior a 1911, ano em que o escudo foi adoptado, no seguimento da revolução republicana de 5 de Outubro de 1910.

 

Veja-se um exemplar semelhante a este, também sem qualquer marca, no catálogo da exposição Porta Aberta às Memórias, segunda edição, realizada no MCS em 2009.

 

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Janeiro 08 2012

 

Prato de parede reticulado, em faiança da Olaria de Alcobaça, pintado à mão sob o vidrado.

 

Conhecem-se estes mesmos versos aplicados também em pratos sem reticulado e em azulejos desta fábrica.

 

Aproveitando o exemplo datado da grafia deste texto, poderia anunciar-se a adopção neste espaço, a partir deste ano, da grafia preconizada pelo novo Acordo Ortográfico.

 

No entanto, como o período de transição se prolonga até 2015, os textos continuarão a ser publicados com uma grafia conservadora durante mais algum tempo.

 

 

 

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Maio 29 2011

 

Medalhão com cerca de 16,4 cm. de diâmetro, em terracota patinada, ostentando a inscrição Ator Taborda e a assinatura Raul F. [fecit?] incisa. No verso apresenta uma etiqueta circular de leilão, em papel, com a seguinte legenda: Palácio do Correio Velho / Colecção António Capucho / 364.

 

O facto de o autor assinar apenas com o seu nome próprio poderá indiciar o facto de ser um modelador ou escultor consagrado. Tratar-se-ia, assim, de um contemporâneo, ou de um artista da época imediatamente subsequente, sendo Raul Xavier (1894-1964) o único escultor correspondente a este nome e enquadrável nesta suposição.

 

Note-se que a grafia utilizada na inscrição (ator e não actor) traduz o preceito VIII do acordo ortográfico de 1911, que já previa a supressão de algumas consoantes mudas. Assim, esta caracterísica poderá também indiciar a hipótese de esta ser uma peça preparada para a comemoração do centenário do nascimento de Francisco Taborda.

 

O actor Francisco Alves da Silva Taborda (1824-1909) marcou a representação teatral portuguesa da segunda metade do século XIX, sendo particularmente célebre pelas suas interpretações de peças de Molière (1622-1673).

 

Aclamado em Portugal e no Brasil, onde se deslocou em digressão, tem na Costa do Castelo, Bairro da Mouraria, em Lisboa, um teatro, inaugurado em 1870 e reinaugurado em 1995, com o seu nome (http://www.egeac.pt/presentation.php?equip=9#equip-383), estando a sua memória preservada também na toponímia urbana e na escultura pública do país e da sua terra natal, Abrantes.

 

Publicação da Câmara Municipal de Lisboa alusiva à recuperação do Teatro Taborda (1996).

 

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