Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 25 2016

 

Duas jarras em grés produzidas na fábrica francesa Denbac.

 

Em cima, pequeno exemplar com cerca de 12,2 cm. de altura, ostentando o número 32, que corresponde ao formato e à sua catalogação. 

 

Apresenta o característico vidrado microcristalino da empresa escorrendo em três tonalidades sobre uma forma com sinuosas linhas, de inspiração vegetal, ao gosto Art Nouveau.

 

 

Jarra, que poderia também ser usada como base de candeeiro embora não apresente qualquer perfuração para esse fim, com cerca de 28,8 cm. de altura.

 

Ostenta o número 50 e o vidrado microcristalino, predominantemente em tons de verde e azul, que habitualmente se associa aos clássicos escorridos da Denbac.

 

Consulte-se informação sobre a empresa, e vejam-se mais alguns exemplares da produção Denbac, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/denbac.

 

 

© MAFLS


Janeiro 03 2014

 

Fundada em 1726, na Suécia, a fábrica Rörstrand tornou-se particularmente célebre durante o final do século XIX e o princípio do século XX através da sua produção de peças modeladas e decoradas ao estilo Art Nouveau.

 

A estilização floral Art Nouveau foi sublinhada pela fábrica através da técnica pâte-sur-pâte, que permite um tratamento escultural das peças através da adição de porcelana em camadas, contribuindo assim para o aspecto tridimensional da decoração.

 

Depois de um percurso relativamente discreto durante o período Art Déco, a fábrica voltou a projectar-se internacionalmente com o modernismo escandinavo dos anos 40 e 50, movimento para o qual contribuiu com ceramistas e peças de notável qualidade.

 

 

A primeira jarra apresentada é em faiança, mede cerca de 28,2 cm. de altura, e terá sido provavelmente modelada por Alf Wallander (1862-1914), durante o final do século XIX.

 

Conhece-se uma jarra deste modelo, com decoração marmoreada e assinatura de Thure Öberg (1871-1935), marcada como tendo sido produzida na fábrica Arabia, Finlândia.

 

Proveniente da fábrica Rörstrand, Öberg chegou em 1896 à Arabia como director técnico, cargo que veio a desempenhar até 1932.

 

 

 

A segunda jarra, já em porcelana e com cerca de 13,8 cm. de altura, foi modelada e decorada por artistas não identificados, no período que decorreu entre 1897 e 1910.

 

A terceira, também em porcelana e com cerca de 16 cm. de altura, apresenta um tratamento pâte-sur-pâte, tendo sido modelada por Ruben Rising (1869-1929) e decorada por Astrid Ewerlöf (1876-1927) entre 1900 e 1910.

 

A identificação destes autores fez-se através das iniciais "RR", impressas na pasta, e da inicial ".E." pintada sobre a marca da fábrica. A anterior jarra em porcelana também apresenta iniciais impressas na pasta (A?), mas estas não são suficientemente legíveis para permitir identificar o/a modelador/a.

 

 

A última peça representa um lúcio, com cerca de 4,4 cm. de altura e 28,4 cm. de comprimento, produzido provavelmente no terceiro quartel do século XX, apresentando múltiplo acabamento vidrado mate, que inclui ainda pequenas manchas rugosas minuciosamente produzidas com óxidos de metal.

  

               

 

© MAFLS


Outubro 06 2013

 

Detalhe da fachada de um edifício da Avenida Pedro Vítor, em Vila Franca de Xira, parcialmente revestida com azulejos da FLS correspondentes ao motivo 14-D.

 

Vejam-se outras variantes de cor deste motivo aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+14.

 

© MAFLS


Abril 04 2013

 

Uma breve nota para registar que este espaço atingiu hoje as duzentas e cinquenta mil visitas.

 

As duas peças de inspiração Art Nouveau, indubitavelmente de manufactura estrangeira, que se apresentam – acima um pequeno azulejo com cerca de 7,6 x 15,2 cm., abaixo uma placa com cerca de 28,2 x 44,8 cm., recordam mais uma vez que ainda é possível visitar a exposição A Arte Nova nos Azulejos em Portugal, patente durante mais alguns meses no Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Entretanto, registe-se que actualmente também se encontra patente no mesmo museu mais uma bem-merecida exposição dedicada à obra do notável fotógrafo Eduardo Gageiro (n. 1935), cujo percurso se encontra ligado à FLS (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/1465.html).

 

 

© MAFLS


Fevereiro 20 2013

 

Conjunto de azulejos com motivos florais de inspiração Art Nouveau patente na fachada de um edifício em Vila Real de Santo António. Sobreposto a este friso encontra-se um azulejo posterior, datado de 1940, com a legenda A / VIRGEM MARIA / SENHORA NOSSA / FOI CONCEBIDA / SEM / PECADO ORIGINAL.

 

Uma variante cromática deste motivo floral pode ser vista na página setenta e um e nas guardas do livro Fábrica de Louça de Sacavém (1997), de Ana Paula Assunção (n. 1957), onde se reproduz uma página do catálogo de "Azulejos para Architraves de faiança fina" que refere ser este o "Modelo N.º 4".

 

 

© MAFLS


Dezembro 02 2012

 

Azulejo com decoração Art Nouveau em relevo e vidrado monocromático, numa variante cor de mel do motivo 14.

 

Ao contrário do que acontece com outras variantes deste motivo anteriormente apresentadas, este exemplar encontra-se marcado "(Coroa)" e "SACAVEM", em relevo, no tardoz. 

 

Vejam-se outros exemplares semelhantes, noutras cores, e uma página do catálogo de Agosto de 1910 em: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+14.

 

© MAFLS


Outubro 18 2012

 

Apenas mais uma pequena nota para recordar que a exposição A Arte Nova nos Azulejos em Portugal (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html) continua aberta ao público no Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Inaugurada no passado dia 18 de Maio, esta exposição estará patente até 31 de Janeiro de 2013. Entre outros azulejos, aí será possível observar um exemplar semelhante a este, também colocado sobre uma placa de acrílico. 

 

Com cerca de 15,4 x 15,4 cm., este azulejo da fábrica inglesa Minton Hollins & Co., apresentando motivo Arte Nova aplicado com a técnica de tube lining (semelhante, no efeito, ao azulejo de aresta), datará do início do século XX.


Vejam-se dois outros exemplares produzidos na Minton Hollins & Co., decorados com a mesma técnica e provenientes de antigas cómodas para lavatório que integravam o mobiliário do encerrado Grande Hotel de Vidago, aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/343928.html.

 

© MAFLS 


Agosto 18 2012

 

Apenas uma pequena nota para recordar que a exposição A Arte Nova nos Azulejos em Portugal (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html) continua aberta ao público no Museu de Cerâmica de Sacavém.

 

Inaugurada no passado dia 18 de Maio, esta exposição estará patente até 31 de Janeiro de 2013.

 

Com cerca de 20,2 x 20,2 cm. e sem qualquer marca no tardoz, mas de possível fabrico espanhol, este azulejo apresenta motivo e colorido semelhantes a outros exemplares actualmente em exibição no MCS. 

 

© MAFLS 


Maio 28 2012

 

Recordando a exposição inaugurada há pouco mais de uma semana no Museu de Cerâmica de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html), apresenta-se hoje um azulejo com decoração Art Nouveau, correspondente ao motivo 19-B, em relevo e vidrado monocromático.

 

Apesar de esta peça não se encontrar marcada no tardoz, exemplares semelhantes constam do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, como já foi referido anteriormente.

 

Veja-se a variante 19-F deste motivo aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/121969.html

 

© MAFLS


Maio 18 2012

© MCS/CDMJA

 

A propósito da exposição que hoje se inaugura no Museu de Cerâmica de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/171382.html), reproduz-se uma página do catálogo de Preços Correntes da Real Fabrica de Louça em Sacavém - Azulejo, de Agosto de 1910, apresentando um friso complementar com motivo vegetalista de inspiração Arte Nova.

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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publicado por blogdaruanove às 13:09

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