Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Julho 09 2017

 

Figura de cão em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Assinale-se que a pasta e a superfície deste exemplar são mais ásperas do que habitualmente acontece na maioria das peças em biscuit da SP.

 

 

 © MAFLS


Abril 09 2016

 

Busto, com cerca de 20,4 cm. de altura, em biscuit da Vista Alegre, de Ílhavo.

 

Esta peça reproduz a escultura intitulada Flor Agreste, a partir de uma variante esculpida em 1878 por António Manuel Soares dos Reis (1847-1889).

 

Juntamente com O Desterrado (1872) e a Viscondessa de Vinhó e Almedina (1882?), esta será uma das esculturas em mármore mais famosas deste artista gaiense, que se suicidou antes de cumprir 42 anos.

 

 

Embora se pudesse pensar que a VA reproduziu esta peça por altura do centenário da sua criação ou no centenário do falecimento do escultor, a verdade é que se conhecem exemplares ostentando a marca da empresa correspondente ao período de 1968 a 1971.

 

Veja-se notícia sobre algumas peças deste escultor existentes no acervo do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, aqui: http://www.museusoaresdosreis.pt/pt-PT/coleccao/esculturamnsr/ContentList.aspx.

 

 

© MAFLS


Setembro 05 2015

 

Medalha em biscuit, com cerca de 8 cm. de diâmetro, que pretende replicar o famoso e característíco jasperware azul e branco da bicentenária fábrica inglesa Wedgwood (Vejam-se outros exemplares, apresentando técnica semelhante e desenvolvidos por fábricas portuguesas, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/jasper+ware.) .

 

Modelada e produzida artesanalmente por Herculano Elias (1932-2015), esta peça faz parte de um conjunto de duas medalhas de sua autoria cuja edição foi promovida em 2004 pelos amigos do Museu José Malhoa, nas Caldas da Rainha, para assinalar os 70 anos de inauguração daquela instituição.

 

Em memória do mestre ceramista caldense Herculano Elias, falecido a 26 de Agosto de 2015.

 

 

© MAFLS


Fevereiro 08 2015

 

Figura em biscuit, com cerca de 16,2 cm. de altura, produzida na fábrica Sado Internacional, de Setúbal.

 

Mais conhecida pela sua produção de serviços de mesa, chá e café, a empresa, cuja denominação completa era Faianças e Porcelanas Sado Internacional, desenvolveu contudo a concepção de algumas estatuetas e peças decorativas, como se comprova por este exemplar.

 

Esta peça em biscuit remete para uma gramática comum a outras fábricas, portuguesas e europeias, de porcelana, evocando a modelação deste exemplar características muito próximas das de algumas figuras comercializadas pela VA, como as que já aqui se apresentaram: http://mfls.blogs.sapo.pt/142873.html .

 

Embora seja muito provável que tenha sido constituída na década de 1960, não foi possível apurar a data exacta de fundação da empresa, cuja fábrica se localizava na Quinta de Canes, em Setúbal.

 

No entanto, sabe-se que em Novembro de 1972 esta solicitou a execução de um furo de captação de água para as suas instalações, tendo em 1973 comercializado um serviço de mesa em faiança, desenhado por Maria Helena Matos (n. 1924) e José Barros Gomes (datas desconhecidas) e, num contexto tradicional aproveitado por muitas outras empresas cerâmicas, promovido a venda de um prato de Natal. 

 

Após a revolução de 25 de Abril de 1974, a fábrica passou por um período de grande instabilidade administrativa e financeira, sendo alvo de uma medida legislativa especial, em 1980, que visava "acelerar o processo das indemnizações e (...) assegurar o efectivo exercício do direito de mobilização dos títulos representativos das obrigações emitidas para pagamento das indemnizações (cautelas), designadamente por troca com participações do Estado ou sector empresarial do Estado no capital de sociedades privadas".

 

Assim, através da Resolução 344/80, de 10 de Setembro, a Sado Internacional passou a integrar "uma lista de [104] empresas cuja participação do sector público no respectivo capital social pode ser objecto de troca com as cautelas atribuídas aos indemnizados em pagamento das nacionalizações ou expropriações de bens ou direitos".

 

No final daquela década as dívidas da SI à segurança social ascendiam a dois milhões e duzentos mil contos, situação insustentável que acabou por levar ao seu encerramento no ano de 1990.

 

A marca aqui apresentada é uma das duas conhecidas, sendo a outra, a primordial, constituída pelas iniciais SI inseridas numa oval, sobrepujada por três torres, que está rodeada na base por uma coroa de louros e se encontra ainda ladeada por dois cavalos-marinhos. 

 

 

© MAFLS


Setembro 01 2014

          

 

Estatueta em biscuit da Vista Alegre, com cerca de 17,4 cm. de altura, representando uma alegoria à maternidade.

 

Ostentando a marca correspondente ao período 1947-1968, esta peça não apresenta qualquer assinatura visível. As linhas escultóricas, contudo, apresentam certas características que se aproximam dos traços de algumas obras das artistas plásticas Alice Jorge (1924-2008) e Maria Keil (1914-2012).

 

Veja-se um prato da VA também alusivo à maternidade, e da autoria de Maria Keil, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/174418.html.

 

© MAFLS


Setembro 01 2014

 

Placa em biscuit da Vista Alegre, com cerca de 10,7 x 7,2 x 0,6 cm., comemorativa do centenário do corpo de bombeiros da empresa.

 

Apresenta as legendas "Centenário do Corpo de Bombeiros Privativo da Vista Alegre 1880-1980", no anverso, e "Um Século de Voluntária Devotação ao Irmão Homem", no verso.

 

Na parte inferior do anverso apresenta ainda as inscrições "Des. J. S. (?) Loureiro", à esquerda, e "Esc. C. Calisto [Carlos da Rocha Calisto, 1934-2009]", à direita.

 

 

© MAFLS


Abril 19 2014

 

Estatueta em biscuit da fábrica Artibus.

 

Note-se como a madeixa e o posicionamento dos braços parecem ser uma imagem de marca da maioria dos putti produzidos por esta fábrica aveirense (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/144303.html).

 

Estas representações de meninos, cuja tradição remonta sincreticamente às figuras clássicas de Cupido ou Amor, e tiveram particular consagração nas faces de anjinhos pintadas por Rafael (Rafaello Sanzio, 1483-1520), foram favorecidas na modelação estatuária da Artibus, chegando inclusive a surgir em castiçais luxuosamente decorados a esmalte e ouro.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Fevereiro 07 2014

 

Escultura moldada em barro parian (biscuit) reproduzindo o Padrão dos Descobrimentos, na zona de Belém, Lisboa.

 

Esta peça surge referenciada pela primeira vez numa adenda manuscrita, ao exemplar existente no CDMJA, da tabela de Maio de 1960. Sem qualquer indicação de preço, surge sob o número 747 e a designação "Monumento Desc. Infante D. Henrique", com a informação adicional de pesar 295 gramas.

 

Obviamente, trata-se de uma edição realizada no âmbito das Comemorações Henriquinas, que decorreram nesse ano e, entre muitas outras iniciativas, foram também divulgadas através de uma emissão filatélica dos CTT.

 

Sobre a história do Padrão dos Descobrimentos, os seus autores e as suas origens, que remontam à Exposição do Mundo Português, realizada em 1940, veja-se: http://www.padraodosdescobrimentos.egeac.pt/.

 

Fotografia da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência da imagem.

 

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Outubro 14 2013

 

 

Figura em barro parian (biscuit) representando um fauno.

 

Encontramo-nos perante a primeira peça em barro parian que integrou os catálogos da FLS, a qual surge referenciada pela primeira vez na tabela de Maio de 1960 sob o número 601, com a designação "Fauno tocando flauta", ao preço de 125$00. Segundo uma nota manuscrita constante do exemplar desta tabela existente no CDMJA, esta figura pesa cerca de 365 gramas.

 

Nessa tabela de Maio de 1960, embora a produção em barro parian apenas esteja referenciada sob 44 números, encontram-se catalogadas, de facto, 58 peças, pois muitos desses números correspondem a conjuntos onde cada exemplar distinto surge com o mesmo número mas ostenta ainda numeração complementar diferente (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+713 e http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+692).

 

Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência das imagens.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Abril 29 2013

© MCS/CDMJA

 

Fotografia de uma escultura em biscuit (barro parian) representando, de acordo com declarações de Clive Gilbert (n. 1938), a famosa égua Aureole, da coudelaria da rainha de Inglaterra. Tendo-se classificado em segundo lugar no Derby de Epsom de 1953, Aureole veio a conquistar a Coronation Cup no ano seguinte.

 

Na tabela de preços de Maio de 1960 surgem referenciados dois cavalos em barro parian – um sob o número 675, "Figura Cavalo", ao preço de 250$00, outro sob o número 691, "Figura Cavalo (Raça Inglesa)", ao preço de 230$00. Esta última referenciação deverá corresponder, obviamente, à peça aqui ilustrada.

 

Ainda segundo Clive Gilbert, esta escultura foi modelada por Clariano Casquinha da Costa (1929-2013).

 

No dia em que este faleceu (12 de abril), os seus descendentes criaram uma página (https://www.facebook.com/ClarianoCasquinhaDaCosta) que se propõe divulgar a obra deste notável mestre ceramista.


A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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