Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 16 2010

 

Pormenor do painel Ourique, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 15 de Julho de 1922.

 

Painel do Pavilhão Carlos Lopes evocativo da célebre Batalha de Ourique, travada entre cristãos e muçulmanos no ano de 1139 (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Ourique).

 

Jorge Colaço concebeu ainda um outro painel de azulejos alusivo a esta batalha, que se encontra no actual Centro Cultural Rodrigues de Faria, em Esposende, uma antiga escola escola primária inaugurada em 1934 e encerrada em 2001 (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Cultural_Rodrigues_de_Faria).

 

Em ambos os painéis, note-se como um dos elementos centrais é a cruz que evoca a expressão In Hoc Signo Vinces e a suposta visão milagrosa testemunhada pelos cavaleiros cristãos, uma imagem que sincreticamente remete para episódio semelhante supostamente testemunhado pelo imperador Constantino (272-337) no ano de 312, antes da batalha (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_da_Ponte_M%C3%ADlvio) em que derrotou o imperador Maxêncio (282-312).

 

 

© MAFLS


Outubro 06 2010

 

Pormenor do painel A Ala dos Namorados, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 15 de Julho de 1922.

 

Painel do Pavilhão Carlos Lopes evocativo da famosa Ala dos Namorados, que  combateu na batalha de Aljubarrota (1385) e constituíu uma das alas na formação do quadrado (cf. http://www.fundacao-aljubarrota.pt/?idc=186). O episódio desta batalha é tratado por Luís de Camões (c. 1524-1580) no canto IV do seu poema épico Os Lusíadas (1572).

 

O denodo e voluntarismo dos cavaleiros portugueses que lutavam pela honra e por um ideal, e também pela sua dama, viria ainda a ser abordado e consagrado por Camões no canto VI do mesmo poema, onde se relatam as façanhas dos Doze de Inglaterra, alegadamente ocorridas no reinado de D. João I (1358-1433; rei, 1385-1433).

 

Em 1993 formou-se um grupo musical com o nome Ala dos Namorados: http://www.lastfm.pt/music/Ala+dos+Namorados/+videos/+1-OCQdP3LmUg8.

 

 

© MAFLS


Setembro 20 2010

 

 

Pormenor do painel Sagres, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 31 de Julho de 1922. Note-se como no ângulo superior esquerdo surge no promontório uma figura serena, supostamente o Infante D. Henrique (1394-1460), que se sobrepõe à agitação de Poseidon / Neptuno e das restantes divindades marinhas.

 

© Google Earth / IGP/DGRF / Tele Atlas / Digital Globe

 

Situado à esquerda do observador, este é um dos quatro painéis que ornamentam a fachada principal do actualmente denominado Pavilhão Carlos Lopes, localizado na zona nascente do Parque Eduardo VII, em Lisboa. O revestimento azulejar estende-se também às colunatas e portas interiores, que se encontram agora entaipadas.

 

 

© MAFLS


Agosto 21 2010

 

Pormenor do painel Cruzeiro do Sul, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 5 de Agosto de 1922. Note-se como a nau segue na água um reflexo que evoca a cruz latina, sugerida também pelo próprio Cruzeiro do Sul. Curiosamente, note-se ainda como as estrelas apresentam as seis pontas características da hebraica estrela de David.

 

Situado à direita do observador, este é um dos quatro painéis que ornamentam a fachada principal do actualmente denominado Pavilhão Carlos Lopes, localizado na zona nascente do Parque Eduardo VII, em Lisboa. O revestimento azulejar estende-se também às colunatas e portas interiores, que se encontram agora entaipadas.

 

Em adiantado estado de degradação, o edifício tem, desde há alguns anos, projecto para vir a ser recuperado e adaptado a  Museu Nacional do Desporto.

 

© Google Earth / IGP/DGRF / Tele Atlas / Digital Globe

 

Inicialmente, este edifício foi desenhado pelos arquitectos Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969), Carlos Rebelo de Andrade (1887-1971) e Alfredo Assunção Santos (datas desconhecidas) para funcionar como Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro. Realizada entre 1922 e 1923, esta exposição comemorou o primeiro centenário da independência do Brasil.

 

Inaugurado em 1923, o conjunto foi entretanto desmontado, transferido para Portugal, e novamente reedificado no local onde hoje se encontra, sendo reinaugurado em 1932, no âmbito da Exposição Industrial Portuguesa. 

 

Devidamente adaptado, recebeu em 1947 o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, onde Portugal se sagrou pela primeira vez campeão do mundo e acabou com a hegemonia de títulos da Inglaterra, que se prolongava desde o Campeonato da Europa de 1926.

 

 

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Novembro 15 2009

 

Pormenor da página 156 da revista O Occidente, número 44, de 15 de Outubro de 1879, com três gravuras cujas respectivas legendas são: "Luciano Cordeiro – Marcellino Ribeiro Barboza – A exposição de crystaes e ceramica na Sala de D. Manuel".

 

Na página anterior encontra-se o seguinte texto sobre as obras expostas e as fábricas representadas neste espaço:

 

" Sala de D. Manuel. – N'esta sala, a primeira com que se depara ao entrar na exposição, estão dipostas as louças, cristaes [sic] e obras de ceramica.

 

A fabrica da Marinha Grande, da Vista Alegre, de Sacavem e algumas outras, expõem variados typos de louça de todas as qualidades, competindo com os productos com que o estrangeiro habitualmente surte os mercados.

 

A louça das Caldas destaca-se, como em todas as exposições antecedentes a que tem concorrido, pelo seu typo especial e cheio de originalidade, que lhe dá um lugar á parte na ceramica moderna, e a faz apetecida de toda a gente dotada de bom gosto. A louça, imitação do antigo, exposta pelo sr. Cifka, chama as atenções geraes pela magnificencia, que a torna  apta para ser collocada a par das melhores peças artisticas.

 

No seguinte numero trataremos das outras secções em que a arte e o trabalho nacional da mesma fórma se distinguem na exposição patrioticamente promovida pela Companhia Fomentadora do Rio de Janeiro."

 

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