Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 17 2013

     

 

Jarra em barro vermelho com tratamento policromático e posterior complemento decorativo em sgraffito.

 

Exemplar de uma fábrica, ou oficina, menos conhecida situada na Cruz da Légua, concelho de Porto de Mós, localidade para a qual o catálogo da exposição Cerâmica em Alcobaça – 1875 até ao Presente: CeRamICa PLUS (2011) apenas refere a empresa Silva Marques.

 

A assinatura S. Santos corresponderá eventualmente a Silva Santos (datas desconhecidas), pintor cerâmico que colaborou com a C.A.I.L., da Moitalina. Cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/223714.html.

 

Apesar de pertencer já a um outro concelho limítrofe, esta fábrica insere-se claramente na grande área cerâmica habitualmente identificada com Alcobaça, embora esta peça apresente características distintivas que  afastam a sua imagem da tradicional produção da região.

 

 

© MAFLS


Janeiro 26 2013

     

 

Pequena jarra cilíndrica, com cerca de 16,6 cm. de altura e cerca de de 8,6 cm. de diâmetro, em faiança da Cerâmica Artística e Industrial, Lda. (C.A.I.L.), localizada em Moitalina, Porto de Mós.

 

Por escritura de 31 de Dezembro de 1947, a Cerâmica Artística Industrial, Lda., através da cessão de quotas, passou a ter apenas quatro sócios – Álvaro Augusto das Neves, Jaime Augusto das Neves, Romeu Augusto e Rogério Amaral.

 

Pouco depois, através de nova escritura datada de 10 de Janeiro de 1948, a sociedade aumentou o seu capital social de 60.000$00 para 300.000$00, passando este a ficar assim distribuído – uma quota de 210.000$00, em nome de Álvaro Augusto das Neves, e três quotas de 30.000$00, estando cada uma destas em nome de Jaime Augusto das Neves, Romeu Augusto e Rogério Amaral.

 

Poder-se-ia pensar que o nome de José Rosa (datas desconhecidas), citado no catálogo da exposição Cerâmica em Alcobaça – 1875 até ao Presente: CeRamICa PLUS (2011), seria um daqueles que estaria associado à C.A.I.L. antes de 1948, mas o texto patente nesse catálogo apenas refere o seguinte sobre a fábrica – "(...) e CAIL ou Cerâmica Artística Industrial, Lda., na Moitalina, a que está ligado o nome de Romeu Augusto e, depois, José Rosa; (...)"

 

A C.A.I.L. foi dissolvida a 3 de Dezembro de 1964, não havendo lugar a qualquer liquidação por, de acordo com certidão publicada em Diário do Governo, "a sociedade não possuir activo ou passivo".

 

 

© MAFLS


Maio 27 2012

 

     

 

Prato de oficina não identificada, possivelmente a Cerâmica Artística e Industrial, Lda., no concelho de Porto de Mós, com motivos florais no rebordo e motivo folclórico no centro. 

 

Sublinhe-se que os motivos florais foram pintados à mão, livremente, enquanto que o motivo central foi pintado sobre stencil (chapa recortada).

 

Note-se, ainda, como a decoração central traduz a recuperação dos motivos folclóricos promovida pelo S.P.N./S.N.I. entre 1930 e 1970, muito embora já na década de 1920 essa recuperação fosse evidente através de ilustrações publicadas em algumas revistas (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html).

 

Tal facto não pode ser dissociado do fascínio que os Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), vinham exercendo em alguns artistas portugueses desde a década de 1910.

 

 

© MAFLS


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