Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Julho 26 2015

 

Pequena taça promocional, com cerca de 9,9 cm. de diâmetro maior, em porcelana da SPAL.

 

Esta peça recente apresenta os nomes de diversos ceramistas e designers, nacionais e internacionais, que, ao longo das cinco décadas de existência da empresa, têm colaborado com a SPAL.

 

Para além de Mary Lou Goerzen (n. 1929), que já aqui foi referida (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccxlix-349090), nesta taça são também evocados Gerard [sic] Gullota (n. 1921), Stefanie Hering (n. 1967), Lauren Horwitz (datas desconhecidas), Martin Hunt (n. 1942), Carl Gustaf Jahnsson (n. 1935), António Mira (datas desconhecidas), Jack Prince (n. 1926), David [Douglas, marquess of] Queensberry (n. 1929), Rosaria Rattin (datas desconhecidas), Alda Tomás (n. 1970; cf. http://www.remadeinportugal.pt/default/designers/ver/ano/2012/id/5) e Rezzan Unver (datas desconhecidas). 

 

Nas últimas três décadas do século XX, o americano Gerald Gullota desenhou ainda peças de vidro e cristal para as fábricas de Alcobaça Crisal e Atlantis (https://www.brooklynmuseum.org/opencollection/artists/9806/Gerald_Gulotta), integrando esta última, actualmente, o grupo Vista Alegre Atlantis. 

 

 

A maioria destes artistas desenvolve criações para outras áreas do design e ainda para diversas outras fábricas de cerâmica, como o inglês Martin Hunt que criou o conjunto de taça e pires em porcelana, acima ilustrado, para a consagrada fábrica alemã Rosenthal.

 

Os nomes patentes nesta taça não esgotam, contudo, a totalidade dos artistas que durante o último meio século colaboraram com a SPAL. Entre os portugueses, por exemplo, note-se que também o pintor Luís Pinto-Coelho (1942-2001) criou em 1988 o motivo Palácio de Anglona, cuja designação deriva do homónimo palácio madrileno onde residia, para um serviço distribuído pela empresa Braz & Braz (http://www.brazebraz.pt/). 

 

Ao longo destas cinco décadas, a SPAL desenvolveu ainda diversas criações personalizadas para inúmeras empresas e instituições, nacionais e internacionais, algumas delas já desaparecidas, como a Torralta.

 

Desenvolveu também vários serviços de bordo para os aviões da TAP, empresa que, no ano do seu septuagésimo aniversário, acaba de ser privatizada e tem uma exposição que lhe é consagrada no MUDE, Museu do Design e da Moda (http://www.mude.pt/).

 

 

A TAP encomendou diferentes peças a, pelo menos, seis fábricas portuguesas de cerâmica – Carvalhinho, Fábrica de Loiça de Sacavém (http://mfls.blogs.sapo.pt/13526.html), Faiart, Gresval, SPAL e Vista Alegre, sendo esta última aquela que actualmente fornece o seu serviço de bordo Top Executive.

 

A Vista Alegre forneceu também esse serviço entre 1962 e 1974, seguindo-se um período, entre 1974 e 1979, em que tal fornecimento foi assegurado quer pela SPAL quer pela VA. Foi ainda no primeiro destes períodos, em 1966, que a VA desenvolveu, para a TAP, oito travessas ilustrando outros tantos motivos diferentes com danças regionais.

 

Durante mais de vinte e cinco anos, contudo, o serviço de bordo foi assegurado em exclusivo pela SPAL, nomeadamente entre 1980 e 2006. Neste período, a SPAL apresentou dois conjuntos diferentes, um entre 1979 e 2001, outro entre 2002 e 2006.

 

Acima apresentam-se três das peças que integravam o conjunto utilizado a partir de 1979, numa simples mas elegante e luxuosa combinação de ouro e azul cobalto, ostentando já o novo logótipo da TAP que havia sido adoptado nesse mesmo ano.

 

 

© MAFLS


Setembro 02 2012

 

Até agora as peças da Fábrica do Carvalhinho têm surgido neste espaço porquanto durante mais de três décadas (entre 1930 e 1965) a empresa esteve sob administração da FLS.

 

A fábrica, no entanto, havia sido fundada muitos anos antes – em 1840 segundo alguns autores, em 1841 segundo documentos existentes no Arquivo Distrital do Porto.

 

Para evocar a produção anterior à administração da FLS apresentam-se hoje estes dois azulejos, certamente comercializados como souvenirs para aquistas e visitantes da região de Entre-os-Rios e do Douro, com imagens estampadas a azul sob o vidrado.

 

Nas suas diversas versões para revestimento arquitectónico, os azulejos foram indubitavelmente os artefactos cerâmicos que, durante a viragem do século XIX para o século XX, mais contribuíram para o reconhecimento e consolidação da empresa.

 

Embora os dois exemplares sejam claramente originários da mesma fábrica, apenas o azulejo ilustrado abaixo se encontra marcado no tardoz com a inscrição CARVALHINHO em relevo.

 

Sobre as primeiras décadas das termas de Entre-os-Rios, estabelecidas por alvará de 1894, veja-se aqui um pequeno texto:  http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/268595.html.

 

Para uma visão actualizada e contextualizada da estância balnear, desde há alguns anos sob gestão da Fundação INATEL (http://www.inatel.pt/fundacaohome.aspx?menuid=1&ft=1), veja-se o portal das Termas de Portugal: http://www.termasdeportugal.pt/.

 

 

© MAFLS


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