Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 17 2017

 

Pote, a que falta a tampa, em porcelana da Vista Alegre.

 

Como se comprova pela legenda manuscrita, corresponde ao modelo P. 535 tendo o seu motivo sido desenhado por J. Cazaux (datas desconhecidas), director artístico da fábrica.

 

 

© MAFLS


Julho 08 2010

Azulejo com decoração aerografada, e retoques manuais a castanho e amarelo, sob o vidrado. No tardoz apresenta em relevo a inscrição " U / SACAVEM / 3 ".

 

Exemplares similares a este azulejo, que  integram a colecção Feliciano David e Graciete Rodrigues (†), foram exibidos na exposição Itinerário pela Produção da Fábrica de Loiça de Sacavém, realizada em 2000 no Museu de Cerâmica de Sacavém, e podem ser encontrados no catálogo homónimo.

 

Claramente evocativo dos nenúfares que surgem em dezenas das famosas pinturas executadas por Claude Monet (1840-1926) no seu jardim de Giverny, este azulejo não se limita a essa memória do Impressionismo. Com efeito, remete ainda para alguma da influência oriental que esse movimento pictórico recebeu, bem como para as imagens lacustres e ribeirinhas do Simbolismo.

 

Paisagens lacustres e ribeirinhas que, aliás, foram também imagem de marca de muita da notável produção vidreira de Émile Gallé (1846-1904) e dos irmãos Daum (Auguste, 1853-1909, e Antonin, 1864-1930), já no período Art Nouveau.

 

Essa imagem de marca, por sua vez, foi suficientemente duradoura para que diversas fábricas de cerâmica produzissem variantes dessas decorações até princípios da década de 1920, sobressaindo entre elas algumas fábricas escandinavas e a notável fábrica americana Rookwood.

 

Ainda em 1926, sob essa influência e sob a direcção artística de J. Cazaux (datas desconhecidas), a VA produziu para uma talha "Franceza" a belíssima decoração P. P. 464, que poderia perfeitamente ter sido uma indelével imagem do esprit du temps se tivesse sido desenhada 30 anos antes.

 

 

Jarra em pasta de vidro gravada a ácido e pintada a esmalte, produzida em Nancy, França, pela empresa dos irmãos Daum. Última década do século XIX, primeira década do século XX.

 

Uma das características das decorações com paisagens da empresa Daum era a apresentação de árvores cujos ramos ultrapassavam o rebordo da peça, aspecto que não era comum nas peças de Gallé.

 

A partir da última década do século XX o mercado de antiguidades foi inundado com cópias e falsificações das obras destas duas empresas, com maior incidência nas obras de Gallé. Desde então devem tomar-se as maiores precauções na aquisição de peças atribuídas a estas duas fábricas, sendo da maior importância conhecer, tanto quanto possível, a proveniência das mesmas.

 

© MAFLS


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