Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Abril 22 2017

Manteigueira, com decoração floral estampada, em porcelana da Vista Alegre.

 

Apresenta uma marca VA, aplicada a carimbo, com apenas um ponto visível, e muito afastado, a seguir ao V. Eventualmente, poderá tratar-se de uma variante muito incompleta e não catalogada da marca habitualmente referida sob o número 24, correspondente ao período de 1881 a 1921, ou mesmo de uma variante incompleta da marca 29 (1922-1947), o que parece mais provável.

 

De qualquer modo, o carimbo complementar da Mercearia do Povo, de J. P. Martins, em Chaves, corresponde a uma loja cuja actividade publicitária está documentada na imprensa flaviense da última década do século XIX.

 

 

© MAFLS


Janeiro 14 2017

 

Pequena escultura em barro negro, com cerca de 16,3 cm. de altura, ostentando a assinatura manuscrita Albano (Albano Pinto Carvalho; datas desconhecidas), Bisalhães.

 

Sendo essencialmente utilitária, esta louça conta desde a década de 1980 com Albano Carvalho como um inovador escultor cerâmico que veio trazer interesse suplementar à tradicional produção oleira da região.

 

No âmbito da recente declaração pela Unesco do barro negro de Bisalhães, concelho de Vila Real, como Património Cultural Imaterial da Humanidade, convém ainda recordar que esta técnica, em que se reduz a oxigenação durante a cozedura, não é exclusiva desta região portuguesa, ocorrendo também em várias outras regiões, como em Nantes, concelho de Chaves, local que durante várias décadas tem fornecido barro para as peças de Bisalhães, Molelos, concelho de Tondela, e Barcelos.

 

Sobre esta louça, uma das mais importantes e completas obras, que apresenta ainda o interesse suplementar de ser bilingue (Português/ Inglês), foi publicada em 2009, intitulando-se A Louça Preta de Bisalhães (Mondrões, Vila Real).

 

 

© MAFLS


Maio 12 2016

 

Azulejos oitocentistas existentes no átrio do edifício número 36 da Rua de Santa Maria, em Chaves.

 

Atendendo à designação em Inglês – Mapping Our Tiles, poderíamos pensar que nos encontramos perante um projecto estrangeiro. Mas não. Trata-se de um projecto com origem no Porto, que pretende geo-referenciar o património azulejar em Portugal.

 

De momento cataloga apenas azulejos de padrão patentes nas fachadas dos edifícios portugueses, de modo a registar a sua localização e frequência, sem fornecer dados complementares sobre oficinas ou fábricas de origem. Seria importante que, numa fase posterior, pudesse vir a incluir estes dados e a apresentar azulejos do interior de edifícios, pois assim poderão surgir dados complementares interessantes, como o facto de estes azulejos aplicados em Chaves no interior de um edifício surgirem também a recobrir a fachada de um edifício do Porto.

 

O movimento está aberto a toda a colaboração para aumentar a sua base de dados, mas note-se que as imagens cedidas para o acervo do projecto, apesar de creditadas, poderão vir a ser utilizadas nos seus projectos comerciais (Quem somos? – "...utilizamos os seus padrões nos embrulhos de sabonetes de azeite aromatizados com óleos essenciais biológicos, que produzimos, postais e outros produtos"; Como  posso ajudar? – "As imagens partilhadas deverão ser da autoria de quem as submete e poderão ser utilizadas pelo projeto MAPPING OUR TILES e pelo projeto Az Infinitum, com crédito atribuído aos autores.").

 

De momento estão referenciados 57 padrões azulejares, que podem ser vistos aqui – http://mappingourtiles.com/, mas o movimento projecta adicionar uma média de 5 padrões por mês para atingir um total previsto de 100 padrões no final do corrente ano.

 

 

 © MAFLS

publicado por blogdaruanove às 12:57

Setembro 01 2014

 

Frasco para chá formato Albuquerque, com cerca de 12 x 10,9 x 5,6 cm., em porcelana da Vista Alegre, apresentando decoração monocromática, a azul, Fortaleza.

 

O motivo Fortaleza foi apresentado em diversos formatos, que reproduzem, cada um deles, distintas gravuras baseadas nos desenhos de fortalezas compilados por Duarte d'Armas (1465?-?) naquele que é conhecido por Livro das Fortalezas (c. 1495- c. 1521; 1509-1510?; cf. http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=3909707).

 

 

Este frasco de chá, o único desta série, apresenta as duas vistas da então vila de Chaves, incluindo a ponte romana sobre o rio Tâmega e o monte do Alto da Forca. Na tampa ostenta uma representação da torre de menagem, que ainda hoje subsiste.

 

Num dos desenhos de Duarte d'Armas pode ver-se ainda, em segundo plano, na direcção nascente, uma representação do castelo de Monforte de Rio Livre, que surge também em fólios separados naquela obra.

 

 

O castelo de Monforte de Rio Livre, cerca de 1876, em desenho de Manuel de Macedo (Manuel Maria de Macedo, 1839-1915) e gravura de Alberto (Caetano Alberto da Silva, 1843-1924). Imagem publicada na página 93 da revista O Occidente, 1.º ano, volume I, n.º 12, de 15 de Junho de 1878.

 

Parte do texto relativo a esta gravura transcreve-se abaixo:

 

"(...) O nosso desenhador Manuel de Macedo, divagando ha dois annos, em excursão artística, pelas faldas de Monforte, entendeu salvar o velho castello do esquecimento publico, e eis o motivo porque elle veiu na sua decrepitude receber o baptismo da gravura nas paginas do Occidente, rejuvenescendo assim por um momento para a curiosidade dos contemporâneos, já que não lhe é dado renascer para as façanhas militares do nosso tempo.

 

A paizagem que se estende ao sopé da velha fortaleza, é lindissima, celebrada mesmo pela sua amenidade, como é a extensa veiga de Chaves, villa que fica distante alguns kilometros. O horisonte é vasto, soberbo mesmo, e póde dizer-se que do alto do velho castello se offerece aos olhos do viajante um dos panoramas mais pittorescos e interessantes do paiz."

 

 

© MAFLS


Janeiro 27 2014

 

Hoje, para além de se mostrar reconhecido ao SAPO pelo alojamento, o MAFLS deve agradecer mais um destaque, desta vez na secção Local.

 

 

 

Assim, quem hoje consultar qualquer página local do SAPO, desde Chaves (http://local.sapo.pt/chaves/) a Faro (http://local.sapo.pt/faro/) ou do Corvo (http://local.sapo.pt/corvo/) a Porto Santo (http://local.sapo.pt/porto_santo/), encontrará o artigo Declarações sobre a FLS na Assembleia da República (V) destacado conjuntamente com nove outros artigos de nove diferentes blogs.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 09:01

Agosto 31 2013

 

Figura representando Nossa Senhora da Saúde, com decoração policromática e complementos a dourado, sobre o vidrado, e coroas em prata.

 

Curiosamente, a tabela de Novembro de 1945 não refere qualquer imagem de N. S. da Saúde, referindo sim as figuras de "Nossa Senhora de Lourdes", com o número 267 e o preço de 165$00, de "Nossa Senhora da Conceição", com o número 379 e o preço de 17$50, e de "Nossa Senhora", com o número 405 e o preço de 900$00, surgindo ainda uma figura de "Madona", com o número 224 e o preço de 53$00.

 

Uma adenda manuscrita ao exemplar desta tabela existente no CDMJA/MCS, cujos números impressos terminam em 415, refere ainda uma outra figura de "N.ª S.ª da Conceição", com o número 463 e o preço de 77$50, e três figuras de "N. S. Fátima" – uma do 1.º, com o número 547 e o preço de 80$00, e duas do 2.º, uma com o número 547A e o preço de 45$00, com coroa, outra com o número 547B e o preço de 45$00 [sic], sem coroa.

 

Todas estas peças surgem ainda na tabela de Maio de 1951, surgindo na tabela de Maio de 1960 apenas as figuras 224, 405 e 547, 547A e 547B.

 

A figura 405, que na tabela de 1951 continuava a ser referenciada como "Figura de Nossa Senhora", ao preço de 1.035$00, surge já na tabela de 1960 correctamente referenciada como "Figura Nossa Senhora da Saúde", ao mesmo preço de 1.035$00.

 

As habituais notas manuscritas que se encontram no exemplar desta última tabela, existente no CDMJA/MCS, indicam que o seu peso é de cerca de 4,450 gramas.

 

 

A devoção a Nossa Senhora da Saúde encontra-se disseminada por todo o país, registando-se ainda o seu culto no Brasil. A data anual dessa celebração, porém, não é uniforme, nem sequer em Portugal, podendo corresponder a uma data móvel ou fixa.

 

A título de exemplo, refira-se que em S. Pedro de Agostém, concelho de Chaves, esta celebração ocorre no Domingo e segunda-feira de Pentecostes, dias que este ano corresponderam às datas de 19 e 20 de Maio.

 

Já em Sacavém, onde também existe uma capela que lhe é dedicada, as festividades anuais de Nossa Senhora da Saúde realizam-se no primeiro dia de Setembro.

 

Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência das imagens.

 

 

© MAFLS


Janeiro 10 2011

 

Estatueta apeada modelada por Armando Mesquita (1907-1982), representando um coronel de Infantaria 19, em uniforme de 1806.

 

Exemplar do acervo do Museu Municipal Leonel Trindade, Torres Vedras.

 

Este regimento tomou parte nas batalhas do Buçaco, a 27 de Setembro de 1810, Fuentes de Oñoro, a 5 de Março de 1811, Salamanca, a 22 de Julho de 1812, Vitoria, a 21 de Junho de 1813, Pirinéus, entre 28 e 30 de Junho de 1813, Nivelle, a 10 de Novembro de 1813, Nive, a 9 de Dezembro de 1813, e Orthez, a 27 de Fevereiro de 1814.

 

Interveio também nos combates do Buçaco, a 28 de Setembro de 1810, da Ponte de Valladolid, a 28 de Outubro de 1812, de Huerba e San Muñoz, a 17 de Novembro de 1812, de Alturas de Zarza, a 31 de Julho de 1813, de Echalar, a 2 de Agosto de 1813, de Zagaramurdi, a 13 e a 31 de Agosto de 1813, e Hastingues, a 23 de Fevereiro de 1814.

 

Participou ainda nos sítios da praça de Badajoz (segundo), desde 19 de Maio a 17 de Junho de 1811, da praça de Ciudad Rodrigo, desde 7 a 19 de Janeiro de 1812, e do forte do Retiro, em Madrid, entre 11 e 13 de Agosto de 1812.

 

Finalmente, interveio nos assaltos ao forte de S. Cristóvão de Badajoz, a 1 e 6 de Junho de 1811.

 

Na época, o Regimento de Infantaria 19 encontrava-se aquartelado em Cascais, onde recolheu a 29 de Agosto de 1814. Actualmente, este regimento encontra-se aquartelado em Chaves onde, na época da Guerra Peninsular, se encontravam estabelecidos o Regimento de Infantaria 12 e os Regimentos de Cavalaria 6 e 9.

 

 

PLANTA DA BATALHA DO NIVELLE em 10 de Novembro de 1813.

 

De acordo com a já referida obra de Luz Soriano, na época da Guerra Peninsular existiam vinte e quatro regimentos de Infantaria em Portugal, com os seguintes números e aquartelamentos – 1, em Belém, Lisboa, 2, em Lagos, 3, em Guimarães, 4, em Lisboa, 5, em Elvas, 6, no Porto, 7, em Setúbal, 8, em Castelo de Vide, 9, em Viana do Castelo, 10, em Santarém, 11, em Viseu, 12, em Chaves, 13, em Lisboa, 14, em Tavira, 15, em Braga, 16, em Lisboa, 17, em Elvas, 18, no Porto, 19, em Cascais, 20, em Abrantes, 21, em Valença, 22, em Leiria, 23, em Almeida, e 24, em Bragança.

 

Entre 1808 e 1814 os efectivos desses regimentos registaram os seguintes números totais – 29.122 em 1808, 32.925 em 1809, 36.356 em 1810, 34.999 em 1811, 37.417 em 1812, 35.226 em 1813 e 35.352 em 1814.

 

© MAFLS


mais sobre mim
Maio 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6

7
8
9
10
11
13

15
16
17
18
19

21
22
24
25
26
27

28
29
30
31


pesquisar
 
subscrever feeds