Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 17 2017

 

Pequena jarra, com cerca de 7,4 cm. de altura, em faiança da fábrica Cesol, de Souselas, Coimbra.

 

Esta peça apresenta um vidrado beige pouco comum na produção da Cesol, mas que, curiosamente, é semelhante a um revestimento aplicado em alguma produção da fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

A decoração dourada patente nesta peça e a marca, aplicada a carimbo e também dourada, são incomuns na maioria da produção da Cesol.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Setembro 01 2017

 

Conjunto de figuras em terracota pintada, com cerca de 13,4 cm. de altura, sem qualquer marca visível.

 

Trata-se, obviamente, de uma réplica das famosas figuras Hümmel comercializadas pela fábrica alemã Goebel, que, em Portugal, foram também integralmente reproduzidas, ou mesmo adaptadas, quer em faiança quer em porcelana (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/h%C3%BCmmel).

 

É muito provável que estas figuras em terracota moldada tenham sido produzidas numa das fábricas, ou oficinas, de Coimbra, como a Estatuária, A Moderna Industrial Decorativa ou A Nova Decorativa.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Agosto 26 2017

 

Figura em terracota pintada, com cerca de 13,6 cm. de altura, representando um vilão da ilha da Madeira.

 

Trata-se de uma peça executada na fábrica A Nova Decorativa, de Coimbra, como se comprova pela marca, impressa na pasta, reproduzida abaixo.

 

Tal como acontece com todas as velhas peças de terracota pintada, apresenta sinais de desgaste na tinta, decorrentes de um natural processo de escamação causada pelo manuseamento ou pelas simples variações atmosféricas sofridas ao longo de décadas.

 

Vejam-se outras peças desta fábrica aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+a+nova+decorativa.

 

 

© MAFLS


Julho 29 2017

 

Dois bustos em terracota representando o escritor Guerra Junqueiro (1850-1923).

 

O primeiro, patinado a esmalte e com cerca de 14,5 cm. de altura, foi produzido pela Moderna Industrial Decorativa, Limitada, fundada em Coimbra no ano de 1941, conforme se comprova pela marca reproduzida abaixo.

 

O segundo, com cerca de 13,6 cm. de altura, não apresenta qualquer marca, mas assemelha-se bastante a um busto que é possível ver numa fotografia, não datada mas provavelmente da década de 1930, da montra do estabelecimento da Cerâmica Macedo, de Barcelos, que existiu na Póvoa de Varzim entre 1935 e 1951.

 

 

É provável que, em Portugal, este hábito de celebrar em bustos industriais de terracota a memória de diversos escritores, e outras personalidades, tenha sido introduzido, e consolidado, pelo escultor José Joaquim Teixeira Lopes (1837-1918), através da produção da fábrica das Devezas, de que era co-proprietário.

 

Outros escultores e modeladores terão seguido esta tendência, tais como Rafael (1846-1905) e Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920), Costa Mota, Sobrinho (1877-1956), Avelino Belo (1872-1927), Francisco Elias (1869-1937), os menos conhecidos  Alberto Morais do Vale (1901-1955), João dos Santos Calisto (1905-1946), Francisco Caetano Ferreira (1908-1987), e o próprio João Macedo Correia (1908-1987).

 

No entanto, muitos destes bustos não apresentam qualquer assinatura na sua versão industrial, pelo que nem sempre é fácil indicar o seu autor, e a verdade é que muitas fábricas e oficinas copiaram obras entre si sem respeitar quaisquer direitos ou creditar a sua autoria.

 

Sabe-se, por exemplo, que a Estatuária Artística de Coimbra, fundada em 1943, reproduziu e comercializou, sem qualquer atribuição de autor, um busto de António de Oliveira Salazar (1889-1970) que João Macedo Correia havia modelado, e comercalizado através da Cerâmica Macedo, na década de 1930.

 

 

© MAFLS


Julho 09 2017

 

Figura de cão em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Assinale-se que a pasta e a superfície deste exemplar são mais ásperas do que habitualmente acontece na maioria das peças em biscuit da SP.

 

 

 © MAFLS


Maio 12 2017

 

Na celebração do centenário das aparições, ou das visões, de Fátima, apresenta-se uma placa em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Criada em 1967 para celebrar o cinquentário, esta peça tem cerca de 13 x 8 x 1,2 cm. e apresenta no tardoz a referência, impressa na pasta, E135.

 

© MAFLS


Abril 02 2017

 

Taça em porcelana, com cerca de 7 x 19,6 x 21,1 cm., da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresenta decoração estampada, com retoques coloridos de pintura manual, e filetagem dourada.

 

 

© MAFLS

 


Outubro 08 2016

 

Pequena jarra, com cerca de 9,3 cm. de altura, da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresentando um invulgar tronco pentagonal, ostenta numa dessas cinco faces decoração vegetal, em relevo moldado, que está sublinhada com delineação a verde, aplicada manualmente.

 

Note-se, ainda, como a referenciação do formato, J29, replica o sistema utilizado na Electro-Cerâmica do Candal (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccv-309389), de Vila Nova de Gaia, que a partir de 1945, tal como a SP, passaria a integrar definitivamente o grupo Vista Alegre.

 

 

© MAFLS


Setembro 10 2016

 

Pequena leiteira, com cerca de 7,5 cm. de altura, 6,4  cm. na diagonal inferior e  8,6 cm. na diagonal superior, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra. Apresenta na base, incisos, os números 4, impresso, e 15, manuscrito.

 

Expoente máximo dos modelos Art Déco da SP, este formato, denominado Cúbico, surge habitualmente com decoração geometrizante que, por vezes, pode acentuar ainda mais a desconstrução, minimalista e escultórica, do cubo – um corte na parte superior de um vértice, que fende a pasta virando-a para o exterior e criando o bico, um recorte no vértice oposto, que esculpe e vaza o interior criando a asa.

 

O resultado desta intervenção contida é uma evoção clara de quadrados, círculos e triângulos e a sugestão da sua projecção tridimensional, total ou seccionada, em cubos, esferas e pirâmides.

 

Numa cuidadosa e harmoniosa adaptação ao formato, este exemplar apresenta, contudo, uma ave exótica, motivo bem característico, também, de alguma decoração cerâmica internacional do período Art Déco.

 

 

Como já foi referido anteriormente, em Portugal conhecem-se ainda motivos com aves exóticas na produção cerâmica, decorativa e doméstica, da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, quer da sua unidade de Coimbra quer da unidade de Lisboa, da Electro-Cerâmica, do Candal, e da Vista Alegre, de Ílhavo.

 

Acerca deste género de decoração, consultem-se os três artigos sobre Marcel Goupy (1886-1954) anteriormente aqui publicados: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/marcel+goupy.

 

Vejam-se mais alguns exemplares, com diferentes motivos deste notável formato, nas publicações de MUONT : http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/01/servico-de-cafe-modelo-cubico-porcelana.html.

 

Apesar da sua protuberância no bico, que contradiz os princípios subjacentes à patente inglesa 693783 – empilhamento fácil e arrumação compacta sem danos, este modelo da SP será de origem estrangeira e derivará certamente dos famosos Cube Teapots, patenteados cerca de 1922, que foram comercializados por diversas fábricas do Reino Unido, como a Minton ou a Wedgwood, e equiparam navios como o Queen Mary ou o Queen Elizabeth.

 

 

© MAFLS


Julho 30 2016

 

Conjunto de azulejos decorativos, com cerca de 15,2 cm. de lado, ostentando decoração aplicada a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sobre o vidrado.

 

No tardoz ostentantam, em relevo, a inscrição LUFAPO / Coimbra, que, como se sabe, correspondia a uma das marcas do grupo Lusitânia.

 

© MAFLS


mais sobre mim
Setembro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
14
15
16

18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30


pesquisar
 
subscrever feeds