Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Dezembro 30 2012

 

 

Jarra em faiança, com cerca de 26,6 cm. de altura, apresentando efeito craquelé induzido e assinatura correspondente ao monograma de Henri Chaumeil (1877-1944).

 

Antes da I Grande Guerra (1914-1918), Chaumeil exibiu no Salon des Artistes Indépendants, tendo depois do conflito participado no Salon d'Automne e no Salon des Artistes Décorateurs.

 

Contudo, foi a partir da década de 1920, já com a colaboração do seu filho Paul (1902-1984), que as criações cerâmicas de Henri Chaumeil se vieram a consagrar, chegando a ser comercializadas na famosa galeria Rouard, situada na avenue de l’Opéra, em Paris.

 

A imagem de marca de Chaumeil, dentro da gramática Art Déco, foi a cerâmica com motivos estilizados, de bagas ou flores, aplicados sobre acabamento craquelé, conhecendo-se, no entanto, exemplares com motivos de inspiração medieval executados com a técnica de sgraffito.

 

Ao contrário do que acontece com diversas outras peças Art Déco de Chaumeil, cuja técnica de corda seca, para separar as cores e destacar a decoração do fundo craquelé, remete para a produção da fábrica belga Boch Frères / Keramis e da fábrica francesa Longwy, o motivo decorativo desta jarra foi pintado sobre o craquelé e quase não apresenta qualquer relevo perceptível ao tacto.

 

 

© MAFLS


Setembro 25 2009

 

 

Cinzeiro publicitário, de formato não identificado, produzido para a empresa de transportes aéreos Air France (fundada em 1933), na década de 1950 ou década de 1960.

 

O aspecto curioso desta encomenda da Air France é que a FLS acabou por desenvolver um modelo com uma característica técnica, o craquelé artificial tintado sobre fundo branco, que, entre outras, celebrizou a fábrica francesa Longwy.

 

Tal como aconteceu com o cinzeiro da Panair do Brasil anteriormente reproduzido, este formato, sem craquelé e com vidrado de outras cores, foi também utilizado para peças promocionais da própria FLS.

 

 

 

© MAFLS


Setembro 03 2009

 

Cinzeiro publicitário produzido para a empresa de transportes aéreos Panair do Brasil (1930-1965), na década de 1950 ou primeira metade da década de 1960. Integra um conjunto de cinzeiros publicitários desenvolvidos para diversas companhias aéreas, entre as quais se inclui também a Air France. Estes cinzeiros foram encomendados especificamente por cada uma das empresas, pelo que apresentam diferentes modelos e diferente design para cada uma delas.

 

Ao longo da sua existência a FLS produziu inúmeros modelos de cinzeiros, quer para promover a própria fábrica, quer para promover outras empresas através de brindes publicitários que estas encomendavam, quer ainda para uso doméstico não publicitário.

 

Neste cinzeiro, a principal característica é a aplicação do craquelé artificial (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/121841.html), técnica invulgar na FLS mas comum em algumas companhias cerâmicas europeias, particularmente no período Art Déco, como a fábrica belga Boch Frères Keramis (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/tag/boch+fr%C3%A8res) ou a fábrica francesa Longwy (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/87259.html), entre outras.

 

 

© MAFLS


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