Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2017

 

Pequeno bule, com cerca de 8,2 x 13,6 cm. e 9,8 cm. de diâmetro máximo, para jogo de bonecas ou uso infantil, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, de Vila Nova de Gaia.

 

A decoração floral foi aplicada através de estampagem sobre o vidrado, por decalcomania.

 

 

© MAFLS


Abril 30 2017

 

Jarra em miniatura, com apenas cerca de 6 cm. de altura, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal.

 

Um pequeno, mas significativo, exemplo dos formatos cerâmicos biomórficos que surgiram nas décadas de 1950 e 1960, quer na cerâmica internacional quer na nacional, e apresentam clara relação com obras do pintor e escultor Jean [Hans] Arp (1886-1966; cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Arp), e do escultor Henry Moore (1898-1986; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Moore).

 

A marca relevada aplicada na pasta não se apresenta com suficiente contraste para poder ser reproduzida.

 

© MAFLS


Outubro 08 2016

 

Pequena jarra, com cerca de 9,3 cm. de altura, da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresentando um invulgar tronco pentagonal, ostenta numa dessas cinco faces decoração vegetal, em relevo moldado, que está sublinhada com delineação a verde, aplicada manualmente.

 

Note-se, ainda, como a referenciação do formato, J29, replica o sistema utilizado na Electro-Cerâmica do Candal (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccv-309389), de Vila Nova de Gaia, que a partir de 1945, tal como a SP, passaria a integrar definitivamente o grupo Vista Alegre.

 

 

© MAFLS


Maio 17 2014

 

No dia em que, simbólica e supostamente, se fecha uma caixa de inanidades e se assiste ao demagógico e propagandístico regozijo oficial, enquanto sobre o país pairam inexoráveis avejões e a maioria dos portugueses sofre a dura realidade quotidiana herdada daquela tecnocrática boceta de Pandora, apresentam-se duas caixas de porcelana de diferentes fábricas e com diferentes formatos.

 

Primeiramente, um exemplar com decoração floral estampada, e complementos a platina, da fábrica Electro-Cerâmica do Candal. Esta caixa, com cerca de 7,6 x 11,9 x 7,6 cm., corresponde ao formato F8 da EC, como se pode comprovar no final do artigo.

 

Tal formato teve uma variante quadrada, que se conhece com decoração alusiva à Exposição do Mundo Português, realizada em Lisboa no ano de 1940 (cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+do+mundo+portugu%C3%AAs).

 

 

Seguidamente, uma pequena caixa da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, com cerca de 3,9 cm. de altura e 7 cm. de diâmetro, apresentando decoração vegetalista e floral, estilizada ao gosto Art Déco, pintada à mão e com complementos a ouro.

 

Embora estes exemplares sejam os dois, provavelmente, da década de 1940, note-se como a caixa da SP ostenta um motivo claramente modernista na sua representação figurativa.

 

Na marca da Electro-Cerâmica, note-se como surge um segundo logótipo esmaltado sobre o vidrado que foi sobreposto ao logótipo inciso na pasta.

 

     

 

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Maio 03 2014

 

Pequena jarra em porcelana da fábrica Electro-Cerâmica do Candal, em Vila Nova de Gaia, decorada em tom monocromático rosa e apresentando complementos de filetagem a ouro.

 

Com cerca de 17,3 cm. de altura, esta peça corresponde ao formato J.22, como se pode verificar na inscrição, incisa na pasta, reproduzida abaixo.

 

 

Durante o segundo quartel do século XX e a década de 1950, formatos semelhantes a este surgiram também em significativa quantidade na produção vidreira portuguesa.

 

Acima apresenta-se uma jarra em vidro moldado, muito provavelmente produzida numa unidade da Marinha Grande em meados daquele século. Esta simples decoração com uma camada de reflexos alaranjados e irisados é popularmente conhecida como "casca de cebola".

 

 

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Dezembro 14 2013

 

 

Figura em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, de Vila Nova de Gaia, com cerca de 8,5 x 11,2 x 5,8 cm., representando um galgo da raça borzoi. Apresenta na base, incisa, a indicação alfanumérica E-40 e a marca EC Candal impressa sob o vidrado.


Na sequência do elogio da velocidade, que o Futurismo associou à indústria, à mecanização e à modernidade, os galgos vieram a epitomizar, durante o período Art Déco, essa ideia aliada ainda à elegância e ao luxo, como se pode constatar nas famosas gravuras de Louis Icart (1880-1950), em geral, e na pintura Natacha (c. 1928), de António Soares (1894-1978), em particular.


A presente imagem consta do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, e é da autoria da fotógrafa americana Maggie Nimkin (http://www.maggienimkin.com/).

 

Note-se que a imagem original foi registada em película e posteriormente digitalizada, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

As representações realistas de animais não são invulgares na produção da EC do Candal, embora as produções mais interessantes surjam associadas às estilizadas representações monocromáticas, mais ou menos caricaturais, como a que se pode ver mais abaixo e as que se puderam observar nos coelhos, de várias cores, exibidos na exposição acima mencionada.

 

(http://halotuga.blogs.sapo.pt/tag/milou)

 

Este fox terrier em porcelana, com cerca de 5 cm. de altura, não ostenta qualquer marca visível da EC, mas apresenta incisa a numeração E-43, que corresponde ao registo habitual desta fábrica. Curiosamente, apresenta ainda na base, a lápis, o seu preço de venda – 6$00. 

 

Como se sabe, a figura mais célebre de um fox terrier teve origem na banda desenhada, através de Milou, o fiel companheiro de Tintin, personagens estas criadas por Hergé (pseudónimo de Georges Remi, 1907-1983).

 

No final da década de 1940 já haviam sido publicados 14 diferentes álbuns de Tintin, pelo que é possível que esta figura do Candal procurasse associar-se à imagem de sucesso daquela personagem.

 

Aproveita-se ainda a oportunidade para divulgar um espaço, da autoria de uma antiga trabalhadora da fábrica, Maria da Conceição Costa, dedicado exclusivamente às peças do Candal: http://detalhesceramicos.blogspot.pt/.

 

          

 

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Outubro 13 2009

 

A produção de Jasper Ware em Portugal cingiu-se, tanto quanto se sabe, a quatro fábricas – Artibus, em Aveiro, Fábrica de Loiça de Sacavém, Sociedade de Porcelanas, em Coimbra, e Vista Alegre, em Ílhavo.

 

De todas as outras fábricas conhecidas, existiria mais uma com capacidade técnica e artística para produzir também peças nessa pasta cerâmica – a Electrocerâmica do Candal, fundada em finais da década de 1910, em Vila Nova de Gaia. Esta veio a ser adquirida em meados do século XX pela Vista Alegre, tal como a Sociedade de Porcelanas (SP), pelo que não seria de todo impossível que, tal como a SP, tivesse produzido peças nesta pasta.

 

A Artibus desenvolveu diversas peças de altíssima qualidade, quer na modelagem, quer na pintura, quer ainda na combinação de processos de tratamento da porcelana, incluindo o biscuit

 

 

Para complementar a peça da FLS apresentada anteriormente (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/1638.html) e ilustrar algumas das variantes conhecidas em Jasper Ware das restantes fábricas portuguesas, reproduzem-se duas peças da Vista Alegre, acima, e uma da Sociedade de Porcelanas.

 

A primeira peça da VA, em azul, apresenta a marca relativa aos anos de 1968-1971 e a segunda, uma caixa com remate metálico, de origem, nos rebordos de encaixe, a marca relativa a 1947-1968.

 

A peça da SP, como se pode observar, foi produzida em 1967 e apresenta a particularidade de combinar pasta azul, vidrada na superfície, com biscuit para a figura de Nossa Senhora.

 

Refira-se, ainda, que a combinação de biscuit com pasta de porcelana branca pintada a esmalte de outra cor ocorreu em diversas peças da Artibus, com notáveis resultados.

 

 

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