Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Fevereiro 18 2017

© Imagem Associação Turismo de Lisboa

 

Após catorze anos de encerramento, e muitos mais de abandono e desoladora degradação, foi hoje reaberto o Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.

 

Agora sob a gestão da Associação Turismo de Lisboa (https://www.visitlisboa.com/pt-pt) este edifício com quase cem anos, que representou Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro, comemorativa do Centenário da Independência do Brasil, em 1922, teve uma recuperação integral que inclui o restauro dos magníficos painéis azulejares executados por Jorge Colaço (1868-1942) na Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

Vejam-se alguns pormenores dos quatro painéis alegóricos – intitulados A Ala dos Namorados, Cruzeiro do Sul, Ourique e Sagres,  aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+internacional+rio+de+janeiro.

 

© MAFLS


Outubro 16 2010

 

Pormenor do painel Ourique, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 15 de Julho de 1922.

 

Painel do Pavilhão Carlos Lopes evocativo da célebre Batalha de Ourique, travada entre cristãos e muçulmanos no ano de 1139 (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_de_Ourique).

 

Jorge Colaço concebeu ainda um outro painel de azulejos alusivo a esta batalha, que se encontra no actual Centro Cultural Rodrigues de Faria, em Esposende, uma antiga escola escola primária inaugurada em 1934 e encerrada em 2001 (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Cultural_Rodrigues_de_Faria).

 

Em ambos os painéis, note-se como um dos elementos centrais é a cruz que evoca a expressão In Hoc Signo Vinces e a suposta visão milagrosa testemunhada pelos cavaleiros cristãos, uma imagem que sincreticamente remete para episódio semelhante supostamente testemunhado pelo imperador Constantino (272-337) no ano de 312, antes da batalha (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Batalha_da_Ponte_M%C3%ADlvio) em que derrotou o imperador Maxêncio (282-312).

 

 

© MAFLS


Outubro 06 2010

 

Pormenor do painel A Ala dos Namorados, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 15 de Julho de 1922.

 

Painel do Pavilhão Carlos Lopes evocativo da famosa Ala dos Namorados, que  combateu na batalha de Aljubarrota (1385) e constituíu uma das alas na formação do quadrado (cf. http://www.fundacao-aljubarrota.pt/?idc=186). O episódio desta batalha é tratado por Luís de Camões (c. 1524-1580) no canto IV do seu poema épico Os Lusíadas (1572).

 

O denodo e voluntarismo dos cavaleiros portugueses que lutavam pela honra e por um ideal, e também pela sua dama, viria ainda a ser abordado e consagrado por Camões no canto VI do mesmo poema, onde se relatam as façanhas dos Doze de Inglaterra, alegadamente ocorridas no reinado de D. João I (1358-1433; rei, 1385-1433).

 

Em 1993 formou-se um grupo musical com o nome Ala dos Namorados: http://www.lastfm.pt/music/Ala+dos+Namorados/+videos/+1-OCQdP3LmUg8.

 

 

© MAFLS


Setembro 20 2010

 

 

Pormenor do painel Sagres, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 31 de Julho de 1922. Note-se como no ângulo superior esquerdo surge no promontório uma figura serena, supostamente o Infante D. Henrique (1394-1460), que se sobrepõe à agitação de Poseidon / Neptuno e das restantes divindades marinhas.

 

© Google Earth / IGP/DGRF / Tele Atlas / Digital Globe

 

Situado à esquerda do observador, este é um dos quatro painéis que ornamentam a fachada principal do actualmente denominado Pavilhão Carlos Lopes, localizado na zona nascente do Parque Eduardo VII, em Lisboa. O revestimento azulejar estende-se também às colunatas e portas interiores, que se encontram agora entaipadas.

 

 

© MAFLS


Agosto 21 2010

 

Pormenor do painel Cruzeiro do Sul, de Jorge Colaço (1868-1942), concluído em 5 de Agosto de 1922. Note-se como a nau segue na água um reflexo que evoca a cruz latina, sugerida também pelo próprio Cruzeiro do Sul. Curiosamente, note-se ainda como as estrelas apresentam as seis pontas características da hebraica estrela de David.

 

Situado à direita do observador, este é um dos quatro painéis que ornamentam a fachada principal do actualmente denominado Pavilhão Carlos Lopes, localizado na zona nascente do Parque Eduardo VII, em Lisboa. O revestimento azulejar estende-se também às colunatas e portas interiores, que se encontram agora entaipadas.

 

Em adiantado estado de degradação, o edifício tem, desde há alguns anos, projecto para vir a ser recuperado e adaptado a  Museu Nacional do Desporto.

 

© Google Earth / IGP/DGRF / Tele Atlas / Digital Globe

 

Inicialmente, este edifício foi desenhado pelos arquitectos Guilherme Rebelo de Andrade (1891-1969), Carlos Rebelo de Andrade (1887-1971) e Alfredo Assunção Santos (datas desconhecidas) para funcionar como Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional do Rio de Janeiro. Realizada entre 1922 e 1923, esta exposição comemorou o primeiro centenário da independência do Brasil.

 

Inaugurado em 1923, o conjunto foi entretanto desmontado, transferido para Portugal, e novamente reedificado no local onde hoje se encontra, sendo reinaugurado em 1932, no âmbito da Exposição Industrial Portuguesa. 

 

Devidamente adaptado, recebeu em 1947 o Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins, onde Portugal se sagrou pela primeira vez campeão do mundo e acabou com a hegemonia de títulos da Inglaterra, que se prolongava desde o Campeonato da Europa de 1926.

 

 

© MAFLS


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