Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 02 2013

 

Pequena jarra em porcelana da fábrica da Vista Alegre ao gosto Art Déco, com cerca de 12,8 cm. de altura, apresentando marca do período de 1922 a 1947.

 

O verbete nº 1651 do catálogo geral da V.A. regista este formato, “Téjo”, com outra decoração, em cor de rosa, sob a referência P. 1265, aprovada por J. Cazaux a 3 de Maio de 1932. O preço de custo foi de 3$70 e o preço da peça decorada (preço de retalho) era de 11$00.

 

A presente imagem consta do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, e é da autoria da fotógrafa americana Maggie Nimkin (http://www.maggienimkin.com/).

 

Note-se que a imagem original foi registada em película e posteriormente digitalizada, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

© MAFLS


Outubro 18 2013

 

Jarra em faiança da FLS, formato "Portugalia 4", com decoração aplicada a esmalte azul sob o vidrado e esmalte preto sobre o vidrado.

 

Com cerca de 19,8 cm. de altura, esta peça integra o acervo do MCS, estando inventariada com o número MC 1101.

 

A presente decoração deriva claramente dos retratos recortados que se tornaram populares na Europa a partir da segunda metade do século XVIII e se consagraram no século seguinte com a designação silhouette.

 

Embora esta técnica decorativa tenha sido comum a diversas fábricas europeias e americanas, de porcelana e faiança, o motivo do toureio a cavalo é, como se sabe, exclusivamente português.

 

Na produção nacional, tal técnica decorativa foi também usada pela Vista Alegre, tendo um exemplar desta fábrica sido exibido na exposição que a seguir se refere. Com o mesmo tipo de fundo branco, e bandas a castanho, esse exemplar apresentava um conjunto de patos em vôo, como se pode observar abaixo.

 

          

 

Nos arquivos da VA surge registado um modelo similar, com bandas a verde, denominado jarra Boca Larga PB 24 Verde, aprovado para produção em 1 de Setembro de 1921. Do período 1922-1947, conhecem-se ainda outros exemplares desta fábrica com diferentes animais, como ovelhas, diferentes bandas coloridas e diferentes formatos.

 

As presentes imagens constam do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, e são da autoria do fotógrafo João Francisco Vilhena (n. 1965).

 

Note-se que as imagens originais foram registadas em película e posteriormente digitalizadas, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

© MAFLS


Setembro 10 2013

 

A propósito das alterações que durante as décadas de 1960 e 1970 se fizeram no equipamento e na produção das fábricas portuguesas de cerâmica, e das referências a esse assunto que Clive Gilbert (n. 1938) fez no mais recente artigo das suas Memórias (http://mfls.blogs.sapo.pt/261086.html), apresenta-se hoje um prato que celebra a inauguração do forno Riedhammer de cozedura rápida na Vista Alegre.

 

A empresa alemã Riedhammer, fundada em 1924 e actualmente integrada no grupo empresarial italiano SACMI (http://www.sacmi.com/Default.aspx?ln=en-US), ainda hoje é uma das líderes de mercado no equipamento especializado para fábricas cerâmicas, tendo fornecido mais de 8.000 unidades industriais em todo o mundo, podendo saber-se mais sobre os seus produtos aqui: http://www.riedhammer.de/default.aspx?ln=en-US

 

Aproveita-se a oportunidade para divulgar três marcas da VA que não são muito comuns nem são habitualmente reproduzidas nos livros e catálogos relativos à fábrica.

 

                    

 

A primeira corresponde à já conhecida dupla marcação da SP, sob o vidrado, e da VA, sobre o vidrado, sendo a marca VA do período 1947-1968, período em que esta dupla marcação não era muito comum, como já foi referido (http://mfls.blogs.sapo.pt/129589.html). Encontra-se aplicada num conjunto de loiça infantil formato Angola da SP, formato relançado na década passada pela VA com algumas peças monocromáticas avulsas, e tem a particularidade de apresentar uma tonalidade verde-água pouco vulgar.

 

A segunda é uma variante da marca correspondente ao período de 1968 a 1971, surgindo predominantemente na loiça destinada à hotelaria. Encontra-se aplicada num prato de sobremesa formato Sagres, a linha que durante décadas foi um sucesso de vendas nos fornecimentos de hotelaria e restauração da VA, produzido para a antiga Albergaria dos Condes de Barcelos, em Barcelos.

 

A terceira corresponde à celebração dos cento e sessenta anos da fundação da VA, encontrando-se aplicada num conjunto relevado de pires e chávena de café com decoração a dourado.

 

A marca patente no prato comemorativo que hoje se apresenta corresponde, como é óbvio e se pode verificar abaixo, ao período de 1971 a 1980.

 

 

© MAFLS


Março 09 2013

                                             

 

Jarra cilíndica com cerca de 22,8 cm. de altura e 11,3 cm. de diâmetro, cujo formato é vulgarmente conhecido como canudo, em porcelana da Vista Alegre.

 

Segundo a tabela de marcas da VA habitualmente divulgada pela empresa, a marca desta peça, reproduzida no final do artigo, corresponderá ao período de 1881 a 1921. 


Esta mesma decoração encontra-se num cântaro com testo e púcaro existente no Museu da Fábrica da Vista Alegre, e datado de 1865, que está reproduzido na página 120 do livro Vista Alegre: Porcelanas (1989), sendo a imagem acompanhada do seguinte texto:


"Decoração em estilo grego. O gosto pela imitação de vasos gregos (considerados na altura etruscos) nasce com a vinda para França de peças dos países conquistados por Napoleão. A fábrica Denuelle expõe vasos "etruscos" na exposição de 1834. Estava lançada a moda".

 

Contudo, os catálogos da fábrica inglesa Wedgwood apresentavam já uma decoração denominada Etruria em finais do século XVIII (podendo ver-se um prato decorado com esse motivo aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/11133.html), e muito do seu famoso jasperware era decorado com motivos de similar inspiração clássica. Aliás, uma das mais consagradas peças da Wedgwood é a jarra denominada Portland (Portland Vase), executada pela primeira vez cerca de 1789, que reproduz um original da antiguidade clássica criado em vidro (http://www.metmuseum.org/Collections/search-the-collections/120002080).

 

Ainda na página 121 do mesmo livro pode ver-se uma jarra existente no Museu Nacional de Arte Antiga, em Lisboa, também datada de 1865, que apresenta não só o motivo do friso geométrico patente nesta jarra da VA como também um motivo muito semelhante ao do friso que decora o rebordo do prato da Wedgwood.

 

      

 

Constata-se, assim, que a cor de laranja, antes de ser uma das cores preferidas para a cerâmica do período Art Déco, tinha estado em voga no século XIX, paradoxalmente em pasta de porcelana que pretendia remeter para o glamour histórico das peças em terracota, ou barro vermelho, da antiguidade clássica.

 

Essa preferência pelo laranja pode ainda ser constatada na garrafa e copo da VA, com marca correspondente ao período de 1870 a 1880, ilustrada acima.

 

Estas duas peças integrariam habitualmente um conjunto de acessórios para quarto, que incluiria ainda um jarro e bacia para mãos, caixa para escovas e bacia de quarto. Eventualmente, este conjunto poderia também apresentar arrastadeira e cuspideira, ou escarrador.

 

O conjunto de garrafa e copo poderia ainda ser acompanhado de um pequeno açucareiro.

 

                                            

 

O glamour e apelo do alaranjado da antiguidade clássica é ainda testemunhado nesta jarra, ou garrafa, holandesa de meados do século XIX, produzida pela fábrica de Petrus Regout (1801-1878), mais tarde conhecida como Royal Sphinx (Koninklijke Sphinx), fundada em 1836.

 

O aspecto depurado, e surpreendentemente minimalista avant la lettre, desta peça traduz-se numa elegância sublinhada pela filetagem e pelo vidrado, que apenas reveste a base e a área das três marisas do gargalo, contrastando com o aspecto mate do resto do corpo.

 

Apesar de a peça ser executada em argila vermelha, a presença das marisas remete claramente para a herança funcional e estilística da empresa vidreira que Regout havia fundado em 1827.

 

Sobre o historial da Royal Sphinx veja-se o site oficial da empresa em: http://www.sphinx.nl/AboutSphinx/Geschiedenis.aspx.

 

 

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Fevereiro 09 2013

 

Prato relevado em porcelana da Vista Alegre, com decoração alusiva ao Carnaval.

 

O motivo central foi estampado tendo a decoração do rebordo sido aplicada a aerógrafo.

 

Segundo a tabela de marcas da VA habitualmente divulgada pela empresa, que se encontra incompleta, esta marca corresponderá ao periodo de 1881 a 1921. 

 

 

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Fevereiro 08 2012

 

Azulejo com decoração de uma flor-de-lis aplicada a aerógrafo sobre stencil (chapa recortada), sob o vidrado. No tardoz apresenta a inscrição SACAVEM e o número 2.

 

Este é um símbolo associado a França, desde a Idade Média, mas também ao escu(o)tismo, desde 1907.

 

Recorde-se ainda que a flor-de-lis surge no brasão da última rainha de Portugal, D. Amélia de Orleães e Bragança (1865-1951), o qual está reproduzido neste marcador em porcelana, fabricado pela VA nos finais do século XX para a loja do Palácio da Pena, em Sintra.

 

 

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Janeiro 30 2012

 

 

 

Eva Zeisel (nascida Eva Amalia Striker, ou Stricker), a consagrada designer e ceramista de origem húngara, faleceu há precisamente um mês, a 30 de Dezembro de 2011, com 105 anos.

 

Homenageando a sua memória e a sua obra, reproduz-se hoje uma peça em porcelana da Vista Alegre que poderá estar ligada ao seu nome. Com efeito, o design desta terrina é-lhe atribuído com algumas reservas, mas a atribuição faz-se com base na informação que consta dos arquivos da VA.

 

De facto, no verbete 6485 desses arquivos surge uma cafeteira modelo "Primavera" cuja autoria é atribuída a "Mme. Stricker" [sic]. O seu formato, aprovado em Janeiro de 1961, apresenta uma variante mais rectilínea do motivo aqui aplicado em relevo, com a mesma pega na tampa.

 

Estes pormenores rectangulares, que na cafeteira surgem também na asa, não são consentâneos com o design da fase americana de Zeisel, mas surgem com frequência na sua fase alemã da fábrica Schramberg (SMF), onde produziu inúmeras peças influenciadas pelos princípios da Bauhaus. Considerando os dois modelos, este da terrina apresenta o formato que mais se aproxima da característica gramática curvilínea de Zeisel. 

 

Como já foi aqui referido, existe uma outra peça VA que nem sequer lhe é atribuída, mas que é indubitavelmente da sua autoria. Trata-se do canjirão "Machado", produzido pela VA a partir de 1938. Embora não se encontre assim creditado nos arquivos da VA (no verbete 2594 da fábrica, a única anotação manuscrita sobre os dados históricos da peça P.A. 617 refere ter sido este modelo dado [sic] por Machado dos A.), o formato corresponde à adaptação de uma peça criada por Zeisel para a SMF, em 1929 ou 1930.

 

Um exemplar desse canjirão da VA, com a inscrição "Recordação de Braga" e uma imagem do Santuário do Sameiro, foi exibido na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

Lucie Young, Eva Zeisel (2003).

 

Dando provas de enorme vitalidade e dinâmica criativa, Eva Zeisel colaborou ainda em 2004 e 2005 num projecto da Vitrocristal, agrupamento empresarial criado para promover o vidro da Marinha Grande sob a designação MGlass, naquela que terá sido porventura a sua última ligação ao design da indústria portuguesa.

 

Tal projecto culminou numa pequena exposição realizada em Nova Iorque, no edifício das Nações Unidas, onde se exibiram peças em vidro criadas por mulheres de três diferentes nacionalidades e de diferentes gerações (cf. http://www.un.int/portugal/mglassfotos.htm).

 

Ironicamente, este parece ter sido o canto do cisne do projecto MGlass, que se tinha iniciado em 1999 e era um aparente caso de sucesso na recuperação e promoção da indústria vidreira (cf. http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/o-ultimo-sopro-na-marinha-grande).

 

Terminando com uma nota de humor, refira-se que o célebre conjunto para sal e pimenta Town and Country, criado em 1946 por Zeisel e produzido a partir do ano seguinte pela fábrica americana Red Wing (http://www.washingtonpost.com/eva-zeisel-salt-and/2012/01/02/gIQADz72WP_photo.html), parece ter inspirado o desenho e a forma dos famosos Shmoos (http://en.wikipedia.org/wiki/Shmoo), personagens de BD criadas em 1948 por Al Capp (1909-1979), embora as pessoas se preocupem mais em estabelecer outras semelhanças formais e ninguém pareça querer admitir tal facto...

 

Sobre Eva Zeisel, consultem-se mais alguns dados publicados neste espaço, em: http://mfls.blogs.sapo.pt/43735.html, e veja-se o vídeo The playful search for beauty, com cerca de 18 minutos, aqui: http://www.youtube.com/watch?v=x72uoP2a55I.

 

Eva Zeisel em 1935.

 

© MAFLS


Janeiro 29 2012

© CDMJA/MCS

 

Detalhe da área do pavilhão da FLS na Exposição Colonial Portuguesa, realizada em 1934 no edifício e nos jardins do Palácio de Cristal, Porto, podendo ver-se quatro painéis de azulejos executados propositadamente para o evento.

 

O painel mais à direita do observador representa a partida de Vasco da Gama (c.1469-1524) para a Índia.

 

Algumas imagens relacionadas com a exposição podem ser consultadas aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+colonial+do+porto, e aqui: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+colonial+do+porto.

 

Para um exemplar em porcelana da VA reproduzindo a mascote da exposição, um elefante, veja-se o artigo de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.com/search/label/Exposi%C3%A7%C3%A3o%20Colonial%20Portuguesa%20%28Primeira%29).

 

Veja-se ainda a ligação aí indicada para um artigo mais desenvolvido sobre a exposição reproduzindo, entre muitas outras, as imagens referidas acima (http://doportoenaoso.blogspot.com/2010/10/os-planos-para-o-porto-dos-almadas-aos.html).

 

A VA produziu também pratos decorativos alusivos a esta exposição, conhecendo-se exemplares representando quer a fachada do edifício principal (um modelo encomendado pela casa Pérola da China, com a referência P.1536), quer uma mulher de raça negra (modelo com a referência P.1534).

 

Da mesma fábrica conhece-se ainda uma pequena taça com rebordo polilobado, representando dois elefantes com a tromba alçada, que apresenta no verso a inscrição Recordação / da / Exposição Colonial / Porto - 1934 / Portugal.

 

 

Pisa-papéis em vidro fosco moldado, com cerca de 13,8 x 9,2 x 4,6 cm., produzido provavelmente na Marinha Grande, ilustrando uma das muitas versões em estilo Art Déco que apresentam elefantes em pose semelhante à da mascote da exposição.

 

No entanto, como se pode verificar numa das imagens referidas acima (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/187192.html) e na peça da VA, o elefante da versão oficial, entre outras diferenças que apresenta, não olha em frente nem tem as orelhas nesta posição.

 

A reprodução da fotografia do pavilhão é uma cortesia do CDMJA/MCS.

 

© MAFLS


Dezembro 25 2011

 

 

Conjunto de cinco figuras natalícias em porcelana da Vista Alegre.

 

Estas figuras foram (são) também comercializadas em biscuit, mas as versões iniciais, em tonalidades pastel evocativas de uma palette característica da fábrica dinamarquesa Royal Copenhagen, são hoje mais raras.

 

Produzidos durante a década de 1970, estes conjuntos foram também exportados para os EUA numa época em que as encomendas da empresa Mottaheded eram já significativas para a VA.

 

Note-se a marca na pasta, correspondente ao período 1968-1971, sob a marca do período 1971-1980.

 

Capa da revista Vista Alegre, número 19, ano 4, Outubro de 2001.

 

É Natal. E como é Natal, publicar-se-ão hoje, excepcionalmente, quatro artigos.

 

Destes, dois pretendem ir ao encontro de algumas questões levantadas por visitantes deste espaço, quer sobre a produção quer sobre a história de duas outras fábricas portuguesas.

 

Até já.

 

 

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Dezembro 03 2011

 

Depois de um período de conservadorismo e de eterno retorno a um revivalismo orientalizante, ocorrido entre as décadas de 1970 e 1990, a Vista Alegre tem vindo a prestar maior atenção, desde o final do século XX, ao design contemporâneo.

 

Diversificando a sua oferta de formatos e decorações na loiça doméstica e recorrendo a designers e artistas plásticos, nacionais e estrangeiros, para a criação de inovadoras e interessantes peças na loiça decorativa, a VA tem vindo a apostar, finalmente, num segmento de mercado que consolidou a imagem de marca e deu grande prestígio a outras fábricas de porcelana europeias, como a Rosenthal (http://www.rosenthal.de/) e a Villeroy & Boch (http://www.villeroy-boch.com/en/au/home.html).

 

Lançada em 2008, a colecção Artistas Contemporâneos, com edição numerada e limitada, apresentando normalmente entre 200 a 500 exemplares, já promoveu obras de Eduardo Nery (n. 1938), Joana Vasconcelos (n. 1971; cf. a sua taça La Tache aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/127933.html), Manuel João Vieira (n. 1962), Oscar Mariné (n. 1951) e Pedro Calapez (n. 1953).

 

A última peça editada nesta série, em Julho deste ano, foi a taça Copacabana, de Nadir Afonso (nascido a 4 de Dezembro de 1920), de que aqui se reproduz o exemplar número 396 de um total anunciado como sendo de 500.

 

Esta peça recebeu o seu título da pintura homónima, datada de 1955, que foi adaptada a esta forma cerâmica e aqui apresenta a inovação do complemento a ouro na própria composição geométrica.

 

O subtil trocadilho copa/taça, contido também no título e no formato desta peça, traduz uma nova aproximação do autor ao valor dos títulos na sua obra, uma vez que Nadir Afonso sempre defendeu serem os títulos meras formas de catalogar as suas obras, sem que qualquer outra leitura lhes devesse estar subjacente.  

 

Ver as edições especiais da VA em: http://www.vistaalegreatlantis.com/peca.aspx/543/5ddot;50%20Tea%20Set%20(%C3%81lvaro%20Siza)/29/.

 

Detalhe de uma montra da loja Vista Alegre Atlantis, patente entre Julho e Setembro no Centro Comercial Vasco da Gama, em Lisboa.

 

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