Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 04 2017

 

Pequena jarra em faiança, com cerca de 12,6 cm. de altura e 13,4 de diâmetro máximo, apresentando decoração floral Art Déco pintada manualmente sob o vidrado e craquelé induzido.

 

Este exemplar apresenta as iniciais correspondentes a Jules Tiélès (datas desconhecidas) sobre quem quase nada se sabe, ignorando-se mesmo se se trata um mero retalhista ou de um industrial ou artista cerâmico.

 

Existem peças assinadas com as iniciais JT, e o P dentro do triângulo, produzidas também em porcelana, ostentando algumas delas a marca complementar de Sèvres, embora não se saiba se esta última foi aplicada abusivamente ou se Tiélès adquiria peças de Sèvres que depois decorava ou comercializava.

 

O período de produção para as peças conhecidas parece corresponder ao final do século XIX e às primeiras três ou quatro décadas do século XX.

 

Esta técnica de decoração e pintura sob o vidrado foi também adoptada durante um curto período pela fábrica belga Boch Frères / Keramis, embora tenha sido abandonada devido à falta de homogeneidade cromática, nalgumas cores, que resultava num degradé muito irregular e esteticamente pouco apelativo.

 

No entanto, ao contrário desta, a decoração da Boch Frères / Keramis apresentava geralmente uma prévia estampagem dos motivos para estabelecer os contornos que depois seriam preenchidos com pintura manual: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/258654.html.

 

 

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Janeiro 02 2017

 

Duas jarras em faiança de Sarreguemines, com cerca de 25,6 cm. de altura, apresentando o mesmo formato mas ostentando diferentes motivos florais, de inspiração Art Déco, e diferentes técnicas decorativas.

 

A primeira surge ilustrada na estampa número 45 de um catálogo, datável da década de 1920, das Fayenceries de Sarreguemines, Digoin et Vitry-le-François.

 

Aqui se indica que este formato corresponde ao número 5203 da produção da empresa e a decoração, como também se pode verificar na marca reproduzida abaixo, ao motivo número 2329.

 

Curiosamente, combinam-se neste exemplar duas técnicas decorativas – no corpo, secções com um fundo craquelé artificial, estampado, alternando com secções apresentando motivos florais estilizados, aplicados sobre o vidrado. No bocal, pintura a esmalte num tom esverdeado que replica a tonalidade patente nos motivos vegetais.

 

 

 

A segunda jarra, apresentando também a mesma organização em secções verticais mas decorada exclusivamente em tons de azul, ostenta já motivos florais estilizados executados através de pintura manual.

 

O vidrado que serve de fundo à decoração, estilizada mas mais tradicional e classicizante que a anterior, é de um azul semi-mate homogéneo.

 

Este exemplar poderá não ser de produção anterior à do modelo 2329 mas, devido à sua técnica decorativa menos industrializada, surgirá certamente com menor frequência nos museus e lojas de antiguidades.

 

Segundo algumas publicações da especialidade, esta última marca, que integra ainda as iniciais de Utzschneider & Cie., remetendo para o patriarca da família e para a memória da empresa no princípio do século XIX, foi aplicada entre 1920 e 1950.

     

 

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Dezembro 30 2016

 

Jarra em grés, com cerca de 24,8 cm. de altura, produzida pela fábrica francesa Rambervillers.

 

Este modelo surgiu pela primeira vez no catálogo de 1920 e, com excepção do azul metalizado característico da empresa, apresenta tonalidades esverdeadas similares a algumas das que surgem, na mesma época, nos vidrados escorridos da fábrica americana Fulper (http://mfls.blogs.sapo.pt/the-twelve-days-of-christmas-ii-339668).

 

Também os elementos verticais, que ora evocam uma estranha estilização vegetal truncada ora adornos metálicos repuxados ao gosto Arts & Crafts, surgem de forma similar, mas desenvolvendo-se a partir da base, em alguns formatos daquela empresa americana.

 

 

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Dezembro 29 2016

 

Pequena jarra em grés, com cerca de 11 cm. de altura, da fábrica francesa La Faïencerie Héraldique, localizada em Pierrefonds.

 

A combinação de um corpo de linhas curvas, naturalmente sugestivas da modelação artesanal (embora este exemplar tenha sido moldado), com remates angulosos remete para a execução de peças em metal e para um certa ideia característica da prática Arts & Crafts.

 

Tal prática surge também, pontualmente, na produção de outras empresas, como a francesa Denbac (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/118998.html).

 

 

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Dezembro 28 2016

 

Em cima, uma pantera em faiança, com cerca de 12,8 x 32,5 x 8 cm., ostentando na base os números 10, impresso, 5 e 21, incisos manualmente, e a marca francesa ODYV.

 

Depois, um esquilo também em faiança, com cerca de 14,2 x 22,6 x 9 cm., que, embora apenas ostente na base os números 15, impresso, e 17, inciso manualmente, sem qualquer outra marca visível, foi obviamente produzido na mesma empresa.

 

Em seguida, um bode em faiança, com cerca de 15,6 x 27,7 x 8,9 cm., que também apenas ostenta na base os números 14, impresso, e 45, inciso manualmente, sem qualquer outra marca visível, mas é indubitavelmente da mesma proveniência.

 

Por último, um cervídeo em faiança, com cerca de 22,5 x 39 x 12,7 cm., ostentando na base os números 1, impresso, e 16 e 5, incisos manualmente, e também a marca ODYV.

 

Conhecem-se diversas outras esculturas de animais produzidas pela ODYV, constituindo estas um bestiário bastante diversificado que inclui galgos, gazelas, leoas, leopardos, tigres, que ora surgem em representações singulares ora em representações colectivas, ora, ainda, em conjuntos para relógios de lareira.

 

 

Para além das que apresentam vidrado brilhante preto, como o que surge em três destas peças, e que tem tendência a estalar com a passagem do tempo, formando um craquelé algo frágil que contrasta com o sólido vidrado das figuras, e vidrado baunilha semi-mate, como o que surge na última, conhecem-se ainda bases com vidrado matizado, a imitar padrões e tonalidades de pedras ornamentais, e bases beiges que servem de apoio a esculturas com vidrado monocromático também castanho, ou de outras tonalidades escuras.

 

O corpo principal das peças, a escultura animal em si, apresenta quer vidrado acetinado semi-mate, como o de este esquilo e do cervídeo, quer vidrado mate com acabamento ligeiramente microcristalino e rugoso, como o da pantera e do bode, surgindo em diversas cores e tonalidades. Nos conjuntos para relógio, para além de poderem surgir decorados a platina ou ouro, os animais são por vezes acompanhados de figuras femininas.

 

Nos conjuntos escultóricos monobloco, que não têm a base aparafusada ao corpo principal, como acontece com os quatro exemplares aqui ilustrados, conhece-se ainda um acabamento vidrado com gotículas em relevo, característico de algumas jarras ODYV produzidas na década de 1930, e também da fábrica checoslovaca Amphora (http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/161780.html), cujo apelo técnico e estético nas figuras animais é muito questionável.

 

Durante várias décadas adensaram-se as dúvidas quanto às origens e à existência de documentação relativa a esta hipotética empresa, e ainda no final do século XX obras de referência como La Céramique Art Déco (1988), Craquelés – Les Animaux en Céramique, 1920-1940 (1993), ou Art Deco and Modernist Ceramics (1995) a ignoravam ou exprimiam dúvidas sobre a sua identificação.

 

 

Já no princípio do século XXI, com a maior circulação de dados na internet e o inerente aumento de fontes webliográficas e iconográficas, foi possível começar a encontrarem-se imagens de peças marcadas ODYV com etiquetas na base apresentando a indicação manuscrita Berlot-Mussier associada ao preço.

 

Finalmente, em 2007, uma obra intitulada Le Temps d'ODYV: 1927-1940, dedicada em particular aos relógios em faiança comercializados sob essa marca, os quais integravam habitualmente conjuntos de três peças denominados garniture de cheminée (vejam-se alguns desses exemplares aqui: http://www.clockarium.com/musee/index.htm.), veio divulgar informações relevantes sobre a empresa.

 

Assim, ficou a saber-se que a Manufacture Berlot-Mussier, fundada em 1927 e activa até cerca de 1975, sedeada em Vierzon e inicialmente denominada Faïencerie du Tunnel – uma das suas marcas representa precisamente uma locomotiva a sair do túnel urbano de Vierzon, produziu, pelo menos entre 1927 e 1940, uma série de peças que ostentavam a designação comercial ODYV.

 

Curiosamente, também esta designação, a exemplo do que acontecia com outra notável empresa da mesma localidade, a Denbac (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/denbac), deve a sua existência à contracção de dois nomes, desta vez próprios – Odette, filha de Mussier, e Yvonne, irmã de Berlot. 

 

 

Cruzando os exíguos dados conhecidos sobre a Berlot-Mussier, patentes nas obras citadas e noutras fontes, foi possível apurar que um dos escultores que colaborou com a empresa foi Gustave Gillot (1888-1965), nomeadamente através da modelação de uma raposa monobloco que evoca a fábula de Esopo (c. 620 a.C.- 564 a.C.) posteriormente recuperada e celebrizada pela versão de La Fontaine (1621-1695).

 

Também o conceituado escultor e modelador cerâmico Charles Lemanceau (1905-1980), que executou peças para as marcas La Maîtrise, Nouvelles Galeries, Primavera, Robj, e para as fábricas Foecy, Sainte-Radegonde, Saint-Clément, concebeu algumas criações para a Berlot-Mussier, pelo que provavelmente algumas das esculturas de animais marcadas ODYV serão de sua autoria.

 

Mais, foi ainda possível apurar que a esposa de Lemanceau se chamava Odette, embora não se tenha conseguido saber se nos encontramos apenas perante uma coincidência de nome próprio ou perante Odette Mussier.

 

De qualquer modo, estes quatro exemplares demonstram inequivocamente a elevada qualidade composicional, estética e escultórica de algumas das figuras animais comercializadas pela ODYV dentro da gramática Art Déco.

 

 

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Dezembro 27 2016

 

Grande jarra, com cerca de 34,8 cm. de altura, da fábrica francesa Longchamp.

 

Apresentando uma pasta vermelha não vitrificada que se denomina Terre de Fer, este exemplar cerâmico ostenta decoração Art Nouveau com esmalte brilhante, em relevo, que se destaca do corpo.

 

Embora esta opção pela pasta vermelha recorde algumas peças da produção de Sarreguemines (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/sarreguemines), a técnica decorativa aproxima-se mais da corda seca que viria a ser adoptada quer pela fábrica francesa de Longwy (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/longwy), quer pela fábrica belga Boch Frères / Keramis (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/boch+fr%C3%A8res+keramis).

 

Conhece-se uma variante desta decoração, aplicada sobre o formato 1441 (mais tardio que este, portanto), em que as pinhas são substituídas por abelhas, a folhagem tem uma representação menos sinuosa e as flores se assemelham mais a orquídeas do que a narcisos.

 

Segundo Jean Rosen (datas desconhecidas), as origens das Faïenceries de Longchamp remontam a 1830, quando Claude Phal-Matiron (datas desconhecidas) fundou uma fábrica de telhas que, cerca de três anos depois, veio a laborar em faiança. Neste período inicial a produção era muito desequilibrada pois, de acordo com alguns registos da época, em 1841 a empresa utilizava 250 metros cúbicos de argila para a produção de telhas e apenas 10 metros cúbicos para a produção de faiança.

 

Os registos cadastrais mostram que, em 1844, a parcela 415 da rue du Faubourg pertencia já a Jean-Baptiste Phal-Maillard, surgindo registada nas estatísticas de 1847 uma manufactura denominada Phal, que empregava 41 operários.

 

Em 1868, a exploração separada da faiança passou a ser detida pelos engenheiros Marcel (1839-1921) e Robert Charbonnier (1846-1905), que registaram as Faïenceries et Tuileries de Longchamp e passaram a produzir faiança fina. No início da década de 1880 a empresa tinha já cerca de 360 funcionários e aperfeiçoara a qualidade da sua faiança, que veio a ser distinguida em 1882 com uma medalha de prata no Salon des Arts Décoratifs.

 

Em 1912, Gaëtan Moisand (1878-1945), genro de Robert Charbonnier, retomou a empresa e projectou-a para novos patamares, passando pelo estilo Art Déco e pela colaboração com o famoso atelier Primavera dos Magasins du Printemps.

 

Após a morte deste, a sua viúva, Hélène Juliette Eugénie Charbonnier (1886-1964), e seus filhos asseguraram a gestão da empresa, criando em 1947 uma escola profissional de decoração e assegurando, também, a decoração manual das peças até 1990, ano em que a empresa empregava ainda 130 decoradores.

 

Precisamente em 1990 a empresa foi adquirida pela consagrada Villeroy & Boch. 

 

 

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Dezembro 26 2016

 

Jarra em pasta vermelha, com cerca de 19,1 cm. de altura, ostentando na base a assinatura manuscrita Jeandet.

 

Embora a sua escassa obra conhecida seja tecnicamente interessante e esteticamente muito apelativa, pouco se sabe sobre o ceramista francês Jacques-Gabriel Jeandet (1873-1945), para além do facto de este ter nascido em Mâcon e ter desenvolvido, a partir de 1926, a sua actividade em Lugny.

 

O exemplar que aqui se apresenta ilustra perfeitamente as excelentes capacidades técnicas e os princípios composicionais de Jeandet, através de um craquelé induzido artificialmente, muito ao gosto Art Déco, e da decoração vegetalista, aplicada manual e livremente, em barbotina, sobre esse fundo beige.

 

Complementarmente, foram ainda aplicadas algumas manchas a esmalte branco, em relevo, que sublinham a riqueza e harmonia desta decoração.

 

 

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Dezembro 25 2016

 

Duas jarras em grés produzidas na fábrica francesa Denbac.

 

Em cima, pequeno exemplar com cerca de 12,2 cm. de altura, ostentando o número 32, que corresponde ao formato e à sua catalogação. 

 

Apresenta o característico vidrado microcristalino da empresa escorrendo em três tonalidades sobre uma forma com sinuosas linhas, de inspiração vegetal, ao gosto Art Nouveau.

 

 

Jarra, que poderia também ser usada como base de candeeiro embora não apresente qualquer perfuração para esse fim, com cerca de 28,8 cm. de altura.

 

Ostenta o número 50 e o vidrado microcristalino, predominantemente em tons de verde e azul, que habitualmente se associa aos clássicos escorridos da Denbac.

 

Consulte-se informação sobre a empresa, e vejam-se mais alguns exemplares da produção Denbac, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/denbac.

 

 

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Janeiro 02 2015

 

Jarra em grés, com cerca de 14 cm. de altura, apresentando decoração Art Déco.

 

Fundada em 1699 por Jean-Baptiste Bousquet, em Quimper, França, a fábrica, onde mais de dois séculos depois esta jarra se produziu, adoptou o nome da localidade, ao qual se vieram a a adicionar, mais tarde, as iniciais HB, conjugando uma inicial do apelido do fundador e uma inicial de um dos posteriores donos, Hubaudière.

 

A fábrica celebrizou-se ao longo dos séculos XVIII e XIX pela decoração de inspiração figurativa e regional nas suas peças de faiança, mas atingiu particular notoriedade com a produção de grés Art Déco, de que a jarra apresentada é um exemplo. Registada em 1922, esta série recebeu a denominação Odetta, tendo-se mantido em produção até à década de 1960.

 

As primeiras peças experimentais Quimper HB Odetta apenas começaram a ser executadas em 1923, mas estiveram já largamente representadas em Paris na Exposition des Arts Décoratifs de 1925, onde obtiveram assinalável êxito. Esta exposição é hoje reconhecida como tendo consagrado não só o estilo como também originado a designação Art Déco, a qual foi adoptada por diversos autores a partir da década de 1960.

 

A produção Odetta iniciou-se em maior escala a partir de Março de 1926, aproveitando algumas vezes anteriores formatos existentes na produção em faiança. Quando coexistiam formas em faiança e grés, como é o caso desta, a peça em grés recebia um "g" inciso na base, uma vez que as temperaturas de cozedura exigidas pelas duas pastas cerâmicas são diferentes.

 

 

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Dezembro 29 2014

 

Jarra em faiança, com cerca de 27,2 cm. de altura, produzida em Lunévillle pela fábrica Keller et Guérin.

 

Distante da superior qualidade das peças concebidas pelo célebre escultor e ceramista Ernest Bussière (1863-1913), que nos proporcionou algumas das melhores criações cerâmicas da Escola de Nancy (http://www.ecole-de-nancy.com/web/index.php?page=ernest-bussiere-2), esta jarra apresenta decoração floral, de inspiração Art Nouveau, aplicada a aerógrafo sobre stencil (chapa recortada), técnica que a K&G ainda continuou a utilizar nos motivos Art Déco (http://mfls.blogs.sapo.pt/233410.html).

 

Ecoando, no entanto, algum do sentido escultórico que Bussière veio adicionar aos tradicionais formatos cerâmicos da fábrica, encontramos neste exemplar uma modelação em relevo que acentua os seus motivos vegetalistas.

 

Complementarmente, o vidrado recebeu ainda, apenas nas partes relevadas, um acabamento nacarado e, no remate da base e do topo, uma filetagem dourada, detalhes que pretendiam colocar esta peça numa gama cerâmica acima da média.

 

Como é evidente, tais características não aproximam sequer este tipo de produção das exclusivas peças de Bussière, que ilustram a cerâmica francesa Art Nouveau ao seu mais alto nível.

 

Veja-se uma outra jarra da K&G, e leia-se algo mais sobre a empresa, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/277249.html.

 

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