Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 08 2017

 

Jarra, ou jarro, em porcelana concebida pelo consagrado arquitecto Álvaro Siza Vieira (n. 1933).

 

Esta peça surgiu no âmbito de um projecto da empresa portuense Sátira, denominado minimalanimal, que foi organizado pelo designer Pedro Sottomayor (n. 1973; cf. http://www.pedrosottomayor.com/).

 

O projecto promoveu no ano 2000 um workshop à distância que resultou na criação de 21 peças em cerâmica, de diversos autores nacionais e internacionais, entre os quais se contam os arquitectos Siza Vieira e Eduardo Souto de Moura (n. 1952).

 

Produzidas entre 2001 e 2003, estas 21 peças constituem a totalidade da série minimalanimal, que pretendia traduzir o racional (minimal) e o emocional (animal) na aproximação à cerâmica.

 

 

© MAFLS


Agosto 04 2014

© MCS/CDMJA

 

Fotografia de uma jarra formato 3, conforme se pode verificar no catálogo já aqui reproduzido: http://mfls.blogs.sapo.pt/123502.html, apresentando uma decoração que parece ser constituída, na base, por um motivo floral ao estilo Art Déco.

 

Veja-se um outro exemplar com este formato, mas diferente decoração, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/24298.html.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

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Julho 04 2013

 

Pequena jarra com decoração dourada, alusiva ao cristianismo, aplicada sobre o vidrado. Jarras assim decoradas conhecem-se em diferentes tamanhos, sendo destinadas aos altares de igrejas ou capelas, ou ainda aos oratórios privados de diversas casas.

 

A mancha que surge na base ilustra uma outra questão complementar à discussão que tem surgido aqui sobre a diversa terminologia aplicável a uma determinada peça. Neste caso a denominação poderia ser canudo, jarra, solitário, mas o facto é que a mancha surgiu porque à peça foi dada uma função diferente, a de porta-canetas.

 

Como se sabe, estas alterações pragmáticas da função inicialmente determinada para uma peça são vulgares, sendo conhecidos na cerâmica casos em que pires e saleiros são utilizados como cinzeiros, malgas ou tigelas como cachepots, e jarras como recipientes para guardar canetas, lápis ou pincéis.

 

 

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Maio 30 2012

 

Pequena jarra, ou copo, estampada sobre o vidrado com três diferentes imagens de gatos/as.

 

Note-se como esta imagem é característica das décadas de 1960 e 1970, quer remetendo para passagens de obras como o filme Yellow Submarine (1969), quer evocando o conceito hippie de Flower Power, expressão originalmente criada em 1965 pelo poeta Allen Ginsberg (1926-1997).

 

De acordo com o comentário reproduzido abaixo, de um especialista do MCS, estes desenhos são da autoria de Maria de Lourdes Castro (n. 1934).

 

 

© MAFLS


Maio 22 2012

 

Jarra, com cerca de 22,6 x 29,8 x 16,2 cm., decorada exclusivamente com um vidrado monocromático semi-mate.

 

Este modelo, que corresponde ao formato 289, surge na tabela de Novembro de 1945 sob esse número e a designação "Vaso oblongo c/ asas", ao preço de 70$00 para " Colorido s/ ouro", surgindo ainda na tabela de Maio de 1951 ao preço de 80$50 para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro", mas não surgindo já na tabela de Maio de 1960. Curiosamente, esta jarra não consta do catálogo de formatos de jarras da FLS anteriormente reproduzido: http://mfls.blogs.sapo.pt/123502.html.

 

Uma outra peça da FLS com este tipo de vidrado, representando um cão Scottish Terrier, pode ser vista aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/23843.html.

 

O vidrado aqui aplicado evoca claramente um vidrado semelhante anteriormente desenvolvido por Wilhelm Kåge (1889-1960) e pela fábrica sueca Gustavsberg para a sua linha Argenta (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/78448.html), o mesmo acontecendo com as linhas depuradas e classicizantes deste formato.

 

Veja-se uma variante desta jarra, em cor de laranja, publicada por MUONT, aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2011/12/jarra-de-asas-com-enrolamentos-sacavem.html#links.

 

 

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Setembro 04 2011

 

Jarra moldada e pintada à mão, sob o vidrado, sem qualquer marca.

 

Conhecem-se jarras da fábrica de Massarelos, já do período de administração da C. F. C. Lusitânia/Lufapo (portanto, posteriores a 1936), com formato semelhante a este e a mesma orientação da abertura.

 

Note-se como esta forma de balaústre proporciona a criação de jarras com abertura em qualquer uma das extremidades, sendo a posição mais comum a inversa desta, que se ilustra abaixo.

 

Este recurso à inversão de um mesmo formato para criar duas jarras diferentes ocorreu em diversas fábricas, como se pode observar em dois exemplares Art Déco da empresa francesa Denbac: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/118998.html e http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/381449.html.

 

 

                                                  

 

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Junho 08 2010

 

Jarra da Fábrica do Carvalhinho, com pintura à mão sob o vidrado.

 

A numeração, 2, referir-se-á à decoração, as iniciais, A. L., ao(à) pintor(a). O número inciso, 579 (?), corresponderá ao formato da jarra.

 

 

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Maio 29 2010

 

 

Pequena jarra em pasta feldspática porosa, com vidrado microcristalino mate e decoração a dourado.

 

Este é um exemplar que, à priori, a maioria dos especialistas e coleccionadores não associaria à produção da FLS. Tal facto deve-se quer à pasta utilizada, uma variante do denominado "barro Parian", quer à decoração mate com microcristais escorridos.

 

Durante a administração de Clive Gilbert desenvolveu-se a decoração com microcristais escorridos, a qual era essencialmente aplicada, em tons de azul, verde, laranja e castanho, em figuras de animais.

 

Precisamente porque essa decoração raramente era aplicada em jarras, porque esta tonalidade matizada é bastante incomum e também porque o vidrado microcristalino da FLS não costuma ser complementado com dourado, encontramo-nos perante uma peça bastante invulgar.

 

 

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Fevereiro 20 2010

 

Jarra formato 85 com decoração, em sgraffito (esgrafitado), de flores e mariposas.

 

A decoração esgrafitada foi utilizada com certa frequência em diversas decorações da cerâmica industrial europeia e americana do século XX, em particular na cerâmica francesa e escandinava (vejam-se exemplos da fábrica sueca Gustafsberg aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/78448.html) .

 

Não é, no entanto, uma decoração muito comum na FLS nem na produção novecentista das grandes fábricas portuguesas, facto a que não será alheia, em parte, uma tradicional contratação de maior número de  pintores do que modeladores ou escultores, os quais seriam os responsáveis pela aplicação desta técnica, e o consequente custo acrescido da mão-de-obra requerida.

 

Neste exemplar, o desenho foi raspado na cobertura preta, ainda fresca, da peça, de modo a revelar a pasta branca que se encontrava por baixo e a conceder relevo à decoração. Quer o desenho esgrafitado quer o corpo e a base da jarra foram posteriormente recobertos com uma camada de vidrado transparente.

 

(Com agradecimentos a Fernando Ribeiro, pelo tratamento e recorte de uma imagem de baixa resolução.)

 

 

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Dezembro 02 2009

 

Grande jarra, formato número 3, estampada sob o vidrado e dourada.

 

 

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