Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 19 2016

 

Prato em faiança, com cerca de 22,4 cm. de diâmetro, da fábrica Sant'Anna, de Lisboa.

 

Apresenta uma mancha mais clara na cercadura interior que se deve a um retoque aplicado na pasta ainda antes de a pintura manual ser executada.

 

 

© MAFLS

 


Maio 18 2016

 

Em cima, um prato em relevo, com cerca de 20,6 cm. de diâmetro, comercializado nas décadas de 1980 e 1990 mas apresentando um motivo característico da tradicional produção caldense que já vinha de décadas anteriores.

 

Em baixo, uma peça com cerca de 8,6 x 17,1 x 2,6 cm., que também pode ser utilizada como cinzeiro, comemorativa dos Encontros de Cerâmica Artística realizados em 1992.

 

 

Embora o Museu Bordalo Pinheiro, que não se dedica exclusivamente à cerâmica e abrange ainda o grafismo e outras vertentes da iniciativa e criatividade bordaliana, apenas tenha sido fundado em Agosto de 1916, em Lisboa, as celebrações do seu centenário iniciam-se hoje, para assinalar também o Dia Internacional dos Museus. 

 

Acompanhe as várias actividades do museu aqui: http://museubordalopinheiro.cm-lisboa.pt/.

 

 

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Março 12 2016

 

Prato em faiança, com cerca de 24,1 cm. de diâmetro, da fábrica Viúva Lamego, de Lisboa.

 

Embora a produção das peças esteja certamente separada por algumas dezenas de anos, note-se como a divisão estrutural da decoração desta aba evoca uma outra divisão, patente num prato mais antigo, que, à primeira vista, parece completamente distinta: http://mfls.blogs.sapo.pt/253219.html.

 

 

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Setembro 15 2015

 

Duas chávenas de café em porcelana, da fábrica checoslovaca Victoria, com imagens estampadas da Torre de Belém e da Praça do Comércio, em Lisboa.

 

Estas peças integram-se na tradicional produção de souvenirs, em vidro, cerâmica, ou ainda noutros materiais, destinados, a partir do século XIX, aos viajantes que seguiram a elitista e aristocrática tendência romântica do grand tour e se vieram a tornar em meros touristes.

 

As chávenas ostentam, a dourado, os números 237, correspondente ao motivo da Praça do Comércio, e 274, correspondente ao motivo da Torre de Belém, tendo sido produzidas entre 1918 e 1939, muito provavelmente na década de 1920.

 

Como se sabe, a Checoslováquia foi um estado que existiu entre 1918 e 1992, período delimitado entre o final da I Grande Guerra e a democratização dos países do bloco do leste europeu.

 

Este último movimento seguiu-se à queda, em 1989, do Muro de Berlim, o qual havia sido instituído após o final da II Grande Guerra, e veio a originar a criação de dois estados independentes naquele território – a República Checa e a Eslováquia, em 1993.

 

 

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Agosto 23 2015

 

Díptico de azulejos da fábrica Viúva Lamego, com cerca de 28,6 x 14,3 cm., decorado com um motivo floral assinado mas de autor/a não identificado/a, talvez Maria Emília Silva Araújo (n. 1940), produzido provavelmente em oficina de ceramista durante o último quartel do século XX.

 

Conforme já foi aqui referido, a fábrica Viúva Lamego, fundada no ano de 1849, em Lisboa, integra actualmente o grupo Aleluia, que teve origem na fábrica homónima fundada no ano de 1905, em Aveiro (http://www.aleluia.pt/).

 

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Maio 03 2015

 

 

Caixa em faiança com cerca de 13,4 x 17,4 cm., vulgarmente designada como caixa boleira, ostentando apenas a letra "L" impressa na pasta.

 

Embora a peça não apresente qualquer outra marca visível, quer a pasta quer o vidrado parecem corresponder à produção da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia durante o período Art Déco.

 

Como se pode comprovar numa publicação de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2014/08/caixa-quadrangular-lusitania-coimbra.html), este formato foi produzido também em Portugal, pelo menos na unidade de Coimbra da CFCL, eventualmente sob influência original de um modelo alemão, da fábrica Carstens-Gräfenroda, que apresenta uma tampa com diferente remate (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2014/08/caixa-art-deco-aerografada-carstens.html).

 

Embora do ponto de vista ergonómico e funcional o remate esférico da tampa possa ser mais eficaz, a verdade é que a harmonia do conjunto é mais evidente com o remate que surge neste exemplar, e no da CFCL de Coimbra, pelo que será mais provável que o modelo da Carstens-Gräfenroda seja uma adaptação posterior do formato original.

 

Obviamente, não se contesta a hipótese de esse modelo original ser também de origem estrangeira.

 

 

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Novembro 01 2014

 

Jarra em faiança, da fábrica Sant'Anna, com cerca de 19,4 cm. de altura, apresentando decoração floral pintada à mão sob o vidrado.

 

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Setembro 01 2014

 

Escultura em faiança da unidade de Lisboa da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, com cerca de 23,4 x 16,2 x 6 cm., representando uma girafa.

 

Note-se como a representação das manchas da pele foi executada a aerógrafo.

 

 

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Julho 06 2014

 

Prato em faiança, da fábrica Sant'Anna, com decoração floral e zoomórfica pintada à mão sob o vidrado.

 

Abaixo, um prato datado do mesmo ano, 1950, com decoração floral também pintada à mão sob o vidrado.

 

Estes dois exemplares ilustram duas diferentes tonalidades de amarelo características de alguma faiança portuguesa dos séculos XVIII e XIX. 

 

 

Embora a fábrica Sant'Anna continue actualmente a produzir, na sua maioria, peças onde predominam motivos de inspiração setecentista e oitocentista, já não é muito comum encontrar estas tonalidades nessa sua cerâmica.

 

Um dos aspectos interessantes da produção desta fábrica é que ainda hoje, a exemplo do que se fazia anteriormente, conserva a tradição de apresentar a maioria das suas peças com a assinatura ou as iniciais dos/as pintores/as que decoram cada exemplar (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+sant%27anna).

 

     

 

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Fevereiro 07 2014

 

Escultura moldada em barro parian (biscuit) reproduzindo o Padrão dos Descobrimentos, na zona de Belém, Lisboa.

 

Esta peça surge referenciada pela primeira vez numa adenda manuscrita, ao exemplar existente no CDMJA, da tabela de Maio de 1960. Sem qualquer indicação de preço, surge sob o número 747 e a designação "Monumento Desc. Infante D. Henrique", com a informação adicional de pesar 295 gramas.

 

Obviamente, trata-se de uma edição realizada no âmbito das Comemorações Henriquinas, que decorreram nesse ano e, entre muitas outras iniciativas, foram também divulgadas através de uma emissão filatélica dos CTT.

 

Sobre a história do Padrão dos Descobrimentos, os seus autores e as suas origens, que remontam à Exposição do Mundo Português, realizada em 1940, veja-se: http://www.padraodosdescobrimentos.egeac.pt/.

 

Fotografia da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar, a quem se agradece a cedência da imagem.

 

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