Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Junho 21 2015

 

O programa Perdidos e Achados, do canal SIC Notícias, divulgou ontem uma peça, intitulada Viagem pela Cerâmica Portuguesa, sobre a cerâmica portuguesa, em geral, e sobre a produção das Caldas da Rainha, em particular.

 

Nesta peça televisiva, com 13 minutos e 21 segundos de duração, que ao longo da semana vinha sendo anunciada com o título genérico "A Arte em Cacos", registam-se depoimentos de antigas funcionárias da Secla, de gestores empresariais, de marchands, de curadores, de coleccionadores e de investigadores de cerâmica, entre os quais surge a incontornável autora do blog Cerâmica Modernista em Portugal (http://ceramicamodernistaemportugal.blogspot.pt/), Rita Gomes Ferrão.

 

A propósito da produção de outras notáveis regiões cerâmicas portuguesas, como a região de Aveiro, reproduz-se aqui uma das muitas e excelentes peças que foram comercializadas pela, também incontornável, fábrica Aleluia durante as décadas de 1950 e 1960.

 

Veja-se a reportagem da SIC Notícias aqui: http://sicnoticias.sapo.pt/programas/perdidoseachados/2015-06-20-Viagem-pela-ceramica-portuguesa.

 

 

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publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 28 2014

 

Jarra em faiança da fábrica Aleluia, em Aveiro, com cerca de  24,8 cm. de altura, apresentando decoração marinha com algas em relevo, pintadas à mão, complementadas com bandas horizontais, metalizadas, em tom de cobre.

 

Embora a cerâmica com motivos marinhos fosse uma das imagens de marca da produção bordaliana oitocentista (http://mfls.blogs.sapo.pt/144478.html), e da subsequente produção caldense do século XX (http://mfls.blogs.sapo.pt/182216.html), foi certamente a Aleluia uma daquelas fábricas nacionais que, fora dos painéis azulejares, melhor recuperaram e renovaram a utilização desses motivos na cerâmica decorativa do século passado.

 

 

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Outubro 13 2013

 

A propósito do recente artigo de MUONT (http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2013/10/jarra-modelo-n-148-aleluia-aveiro.html#links) sobre as variantes de formato e cor de algumas peças da fábrica Aleluia, de Aveiro, apresentam-se hoje duas jarras em faiança dessa fábrica.

 

Acima surge um exemplar correspondente ao formato 15 com o motivo G, tal como se pode ver no catálogo habitualmente reproduzido por MUONT, o que também acontece no citado artigo, onde se apresenta a variante do formato 148 com este motivo.

 

Esta jarra, com cerca de 37,5 cm. de altura (sublinhe-se que o catálogo Aleluia indica uma altura de 36,5 cm.), foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005. A imagem, reproduzida no respectivo catálogo, é da autoria do fotógrafo João Francisco Vilhena (n. 1965).

 

Como tem vindo a ser referido, tais imagens originais foram registadas em película e posteriormente digitalizadas, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

 

De seguida apresenta-se uma outra variante de cor e formato, com cerca de 25,8 cm. de altura, que pode ser comparada com uma jarra anteriormente aqui apresentada: http://mfls.blogs.sapo.pt/68695.html.

 

O exemplar agora reproduzido corresponde ao modelo 18 O, correspondendo o anterior ao modelo 15 K. Assim sendo, como se pode depreender, estamos perante o formato 18 e a variante decorativa O nesta jarra e o formato 15 e a variante decorativa K na jarra anteriormente apresentada.

 

A interessante conclusão final é que as letras correspondentes às variantes não traduzem simplesmente uma variante de cor, como se poderia pensar comparando apenas estes dois últimos exemplares, mas podem traduzir também um motivo completamente distinto, como se depreende da comparação entre os formatos 15 aqui referidos.

 

No mencionado catálogo Aleluia são ilustradas três jarras formato 18 com outros motivos – B, G, K, completamente diferentes daquele que aqui se apresenta.

 

 

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Setembro 01 2013

 

Chávena de café e pires, em porcelana da fábrica Artibus, de Aveiro, ostentando o brasão de armas do navegador Gaspar Corte Real (c. 1450-1501?). O pires apresenta ainda a marca, impressa a azul sobre o vidrado, "Hand Painted" (pintado à mão).

 

Este conjunto terá sido produzido, muito provavelmente, num período próximo das comemorações henriquinas, que decorreram em 1960.

 

A diferença entre as cores do brasão desta chávena e as da medalha que se apresenta abaixo deve-se ao facto de a chávena representar em prata, entretanto escurecida, as cores que na medalha surgem a esmalte branco.

 

A representação em prata é a que segue fidedignamente os preceitos heráldicos para as armas deste navegador.

 

 

Medalha em bronze dourado e esmalte, com o módulo de 50 mm., apresentando o brasão de Gaspar Corte Real. Integra um conjunto de 12 medalhas, evocativas de outros tantos navegadores portugueses, cunhadas e comercializadas na década de 1980.

 

A modelação foi executada por J. P. Abreu Lima (1922-2009) e a cunhagem efectuada pela empresa Gravarte, de Lisboa. Este exemplar corresponde ao número 287 de uma tiragem prevista de 1.000 conjuntos de medalhas, conforme indica a sua numeração à francesa.

 

No entanto, de acordo com o gravador Vasco Costa (n. 1930), fundador da empresa Gravarte/Indugrave (http://gravarte-gravadores.pai.pt/), a tiragem acabou por se limitar a um número próximo dos 300 conjuntos.

 

 

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Maio 26 2013

 

Jarra em faiança da fábrica Aleluia, de Aveiro, com cerca de 25,2 cm. de altura, apresentando três diferentes animais estilizados pintados à mão sobre stencil (chapa recortada). Cada um destes animais repete-se duas vezes na superfície central da jarra.

 

Estas tonalidades e este vidrado semi-mate evocam uma imagem de marca característica da fábrica inglesa Poole Pottery nas décadas de 1950 e 1960, muito embora tal decoração figurativa não seja característica dos motivos preferidos pelos designers da empresa na época, nomeadamente de Alfred Burgess Read (1898-1973), que favoreciam uma decoração repetitiva e minimalista, sim, mas baseada mais em linhas e motivos geométricos.

 

 

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Fevereiro 03 2013

     

 

Caixa hexagonal, com cerca de 16,4 x 21,8 x 21,2 cm., em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro.

 

Apresentando motivos marinhos, a exemplo do que acontecia também com muita da tradicional cerâmica das Caldas da Rainha desde o século XIX, esta caixa ostenta decoração complementar a dourado e um acabamento nacarado sobre o vidrado, obtido por processos químicos, muito característico de alguma da produção da Aleluia nas décadas de 1950 e 1960.

 

Com efeito, conhecem-se ainda outras caixas desta fábrica, nomeadamente exemplares moldados em relevo para representar realisticamente conchas de vieiras no corpo e conchas de berbigão no remate das tampas, que recorrem a semelhante acabamento.

 

Este revestimento nacarado foi ainda comum a diversas outras fábricas portuguesas, como já pudemos constatar neste espaço, conhecendo-se a sua aplicação quer em faiança – em peças da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, sobre fundos escuros, da fábrica Lusitânia e da FLS, quer em porcelana – em peças da SP e da VA.

 

No período contemporâneo da produção deste exemplar, também a RB, de Alcobaça, utilizou este revestimento nacarado em alguns dos seus formatos modernistas.

 

O cavalo-marinho modelado em relevo, que na cerâmica portuguesa não é um dos motivos mais recorrentes no contexto da decoração marinha, conhece-se ainda na produção caldense de finais do século XIX e primeira metade do século XX, nomedamente numa pequena jarra cónica, não marcada mas provavelmente da FFCR ou da fábrica San Rafael, que apresenta quatro mexilhões na base e dois cavalos-marinhos assumindo-se como asas.

 

Com efeito, este motivo modelado em relevo surge particularmente na produção cerâmica da família Bordalo Pinheiro, conhecendo-se uma floreira datada de 1898, com um caranguejo e dois cavalos-marinhos aplicados sobre a sua superfície, e um castiçal datado de 1901, onde surgem dois cavalos-marinhos a sobrepujar um búzio assente sobre mexilhões.

 

Já do período da Fábrica San Rafael, conhece-se uma "Jarra com hypocampos", da autoria de Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro (1867-1920), que surge num catálogo de 1913 sob o número 18, ao preço de 1$50.

 

 

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Junho 10 2012

 

Caixa oval em jasper ware, com cerca de 4,4 x 10,2 x 8,4 cm., da fábrica Artibus, de Aveiro.

 

As particularidades que distinguem esta variante jasper ware da Artibus relativamente ao original desenvolvido pela fábrica inglesa Wedgwood encontram-se nas características da pasta e da decoração em relevo.

 

No caso da Artibus, como no de muitas outras fábricas europeias e americanas que procuraram seguir o modelo inglês, a decoração branca encontra-se modelada directamente na pasta, constituindo um todo com a peça.

 

Na Wedgwood, a decoração branca é inicialmente produzida em separado, sendo depois aplicada sobre o fundo colorido da pasta, o que obviamente lhe confere maior relevo. Ainda na Wedgwood, para cada peça existem dois tipos de pasta – a branca e a colorida (azul, preta, rosa, verde...) que lhe serve de fundo.

 

Neste tipo de peças da Artibus a pasta é totalmente branca no primeiro estádio de produção, recebendo depois uma fina camada colorida que permite destacar, a branco, o motivo central e os seus complementos decorativos.

 

Como se verifica por este exemplar, tal camada colorida é porosa e apresenta tendência para desenvolver manchas, decorrentes do seu manuseamento, resistentes à limpeza com produtos suaves.

 

Note-se ainda que se conhece uma variante desta caixa, com esta mesma técnica, apresentando fundo rosa.

 

 

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Março 10 2012

 

          

 

Duas pequenas figuras em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro, com vidrado mate translúcido e bases pintadas a ouro.

 

A delicadeza e elegância destas duas corças são acentuadas pelo uso exclusivo do vidrado mate e do ouro, uma opção de acabamento característica de algumas peças de meados da década de 1950, que visava realçar o seu aspecto escultural.

 

Sendo habitualmente um acabamento reservado para peças de menores dimensões, devido ao custo do ouro, o seu uso é também conhecido em cinzeiros e pequenas jarras, mas com uma aplicação muito mais parcimoniosa de ouro, por vezes combinada com feéricos esmaltes multicoloridos (cf. http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html).

 

As peças medem cerca de 8,6 cm. e 5,6 cm. de altura, apresentando esta última a referência X228-F.

 

 

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Agosto 27 2011

 

Jarrão em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro, com pintura manual sob o vidrado.

 

Com cerca de 54,1 cm. de altura, esta é uma peça extremamente invulgar, quer na produção desta fábrica quer na produção industrial da cerâmica artística portuguesa do século XX.

 

 

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Junho 18 2011

 

Jarra em faiança da fábrica Aleluia, Aveiro, com a decoração 713-B aplicada sobre um vidrado rosa semi-mate.

 

Trata-se de uma peça que terá sido produzida em finais da década de 1950, princípios da década de 1960.

 

Sabe-se que as peças com a decoração x261-AA foram produzidas em 1955 (como o cinzeiro apresentado aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html), ano em que se comemorou o cinquentenário da fundação da fábrica.

 

 

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