Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2014

 

Base de candeeiro, do último período de produção da FLS, com vidrado verde brilhante sobre o relevo moldado.

 

Este exemplar vem comprovar que o modelo, embora fosse inicialmente lançado e comercializado como jarra, veio posteriormente a ser adaptado a base de candeeiro na própria FLS, como se pode verificar pelo vidrado que recobre parte do orifício destinado à cablagem.

 

Veja-se uma variante de vidrado em peça semelhante, mas inicialmente comercializada como jarra, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/5103.html.

 

No dia em que completa cinco anos, com cerca de 350.000 visitas e mais de 1280 artigos publicados, mais de duzentos e trinta dos quais dedicados a outras fábricas portuguesas, o Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém interrompe aqui a sua publicação periódica.

 

Endereçado às visitas que regularmente recebeu ao longo destes anos, à colaboração de coleccionadores na cedência de imagens das suas peças e partilha de conhecimentos, à prestimosa cooperação, cortesia e profissionalismo dos colaboradores do Museu de Cerâmica de Sacavém e do Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso e, particularmente, à amizade e ao contributo memorialístico de Clive Gilbert, fica aqui um profundo agradecimento a todas as pessoas que dedicam ao estudo e coleccionismo da cerâmica portuguesa muito do seu tempo, fazendo jus, assim, à memória de um património que indelevelmente contribui para a consolidação da nossa identidade nacional.

 

 

© MAFLS


Setembro 01 2014

 

Azulejo apresentando imagem parcialmente executada a aerógrafo, com um motivo onde o humor se cria a partir do non-sense, na unidade de Coimbra da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia.

 

© MAFLS

 


Novembro 13 2013

© MCS/CDMJA

 

Detalhe de uma página cromolitografada de catálogo para azulejos de arquitrave da FLS.

 

Esta página impressa na Litografia do Bolhão, Porto, será datável da década de 1910.

 

Cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS


Janeiro 20 2013

 

Figura em faiança, representando um peixe ao gosto da gramática Art Déco (cf. algumas variantes nacionais e estrangeiras aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/search/label/Peixe), decorada com emulsão química sobre o vidrado e complementos a dourado.

 

Não estando marcada senão com os algarismos reproduzidos abaixo, que provavelmente corresponderão ao formato, esta peça apresenta pasta e características próprias das fábricas da região de Alcobaça.


Assim sendo, como é habitual em muita da produção da região, cujo número de fábricas aumentou significativamente nas décadas de 1940, 1950 e 1960, este será mais um modelo dessa gramática comercializado muito depois de o estilo Art Déco estar no seu auge. 

 

Esta peça, com cerca de 19,6 x 18,4 x 12,2 cm., poderia eventualmente pertencer a um par destinado a funcionar como conjunto ampara-livros.

 

 

© MAFLS


Janeiro 12 2013

 

Grande prato fundo em faiança, com cerca de 32,8 cm. de diâmetro, decorado com motivos florais sobre chapa recortada (stencil) e pintura manual no peixe.

 

Conhecem-se diversas variantes e combinações decorativas deste motivo, normalmente em peças não marcadas. Este prato, como se pode verificar abaixo, apresenta no tardoz, sobre o vidrado, as iniciais Nz (?) e quatro segmentos de recta verticais.

 

 

© MAFLS


Novembro 24 2012

 

Cinzeiro em faiança representando uma peixeira, ou varina.

 

Este cinzeiro corresponde ao formato 529 que, no exemplar do CDMJA, apenas surge numa adenda manuscrita da tabela datada de Novembro de 1945.

 

Na tabela de Maio de 1951 esta indicação já surge impressa, com a mesma referência, "Cinzeiro Peixeira", e o mesmo preço, 25$00, para "Côres Mates ou coloridos s/ ouro".

 

Fotografias da peça por Hector Castro, coleccionador e proprietário deste exemplar.

 

 

© MAFLS

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Agosto 12 2012

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia com duas esculturas que representam peixes estilizados.

 

O exemplar mais pequeno corresponderá à "Figura Peixe Meia Lua n.º 2", uma peça referenciada na tabela de Novembro de 1945 sob o número 271, ao preço de 88$00 para " Colorido s/ ouro". Esta peça já não surge na tabela de Maio de 1960.

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS

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Agosto 05 2012

 

Prato fundo de cozinha, de oficina não identificada, com decoração aplicada a stencil (chapa recortada) e retoques de pintura manual, a azul, no centro. Aparentemente, nos triângulos das abas, apresenta ainda decoração esponjada.

 

Como os coleccionadores de faiança sabem perfeitamente, existem diversas variantes desta decoração, quer do motivo central, quer dos complementos aplicados nas abas.

 

© MAFLS


Setembro 13 2011

© MCS/CDMJA 

 

Fotografia de uma peça que na tabela de Novembro de 1945, sob o número 307, aparece designada como "Grupo de peixes", ao preço de 123$00 para "Colorido s/ ouro".

 

Nessa tabela o número 324 corresponde também a uma "Figura de peixes (grupo)", facto que explica a anotação manuscrita a lápis na margem da fotografia. 

 

Esta peça já não surge na tabela de Maio de 1960.

 

É possível que o grupo aqui reproduzido tenha sido modelado por Donald Gilbert (1901-1960), consagrado escultor e modelador cerâmico inglês aparentado com a família homónima que administrava a FLS, embora a sugestão de dinâmica aqui patente e este perfil escultórico não se aproximem estilisticamente das restantes peças por si produzidas para a fábrica de Sacavém.

 

É mais provável que o autor desta peça tenha sido o mesmo que modelou uma figura de corça, correspondente ao formato 298, anteriormente aqui apresentada (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/16873.html).

 

A reprodução desta fotografia é uma cortesia do Museu de Cerâmica de Sacavém / Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso.

 

© MAFLS

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Janeiro 16 2011

 

Chávena de chá e pires com decoração serigrafada sobre o vidrado.

 

Esta peça integrava o conjunto da produção da FLS que se encontrava ainda à venda, na loja da Avenida da Liberdade, em Lisboa, durante o período de falência da empresa. 

 

© MAFLS

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