Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Novembro 10 2015

 

Prato coberto formato Estoril com decoração minimalista sobre o vidrado.

 

Este notável paradigma dos modelos cerâmicos Art Déco para serviços de mesa corresponde ao formato Casino, que havia sido lançado cerca de 1932 pela fábrica inglesa Royal Doulton.

 

Como também já foi referido anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+estoril), as terrinas, saladeiras e pratos cobertos formato Estoril não estão referenciadas nas tabelas da FLS para 1932 e 1938, embora surjam no catálogo de 1950. 

 

O motivo, constituído apenas por um círculo e dois triângulos que pretendem sugerir a imagem de um veleiro, surge como uma das combinações minimalistas mais bem conseguidas da FLS, muito embora seja provavelmente de origem estrangeira.

 

 

© MAFLS


Julho 28 2013

 

Prato coberto, com cerca de 12,2 x 29,8 x 18,8 cm., apresentando decoração monocromática a azul estampada sob o vidrado, reproduzindo o motivo Beira, e complementos a dourado, sobre o vidrado.

 

Esta peça conjuga um dos mais elegantes e esculturais formatos da loiça doméstica da FLS na viragem do século XIX para o século XX, o formato Paris, com um dos dois motivos (sendo o outro o motivo Chorão) que, nessa época, terão rivalizado em vendas e popularidade com o motivo Estátua.

 

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Julho 20 2013

 

Prato coberto estampado sob o vidrado com decoração monocromática a azul.

 

Embora não apresente qualquer marca, esta peça corresponde indubitavelmente ao formato Inglês das terrinas e pratos cobertos produzidos pela FLS (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/formato+ingl%C3%AAs). Pelo que foi possível comprovar noutros exemplares semelhantes a este, mas marcados, a decoração aqui apresentada corresponde ao motivo Rio.

 

Apesar de as designações de motivos correspondendo a topónimos serem correntes em diversas fábricas nacionais e estrangeiras, não se pode ignorar que o facto de a FLS comercializar motivos com as denominações Brasil (http://mfls.blogs.sapo.pt/221134.html) e Rio (esta suficientemente ambígua para corresponder à cidade do Rio de Janeiro) poderia constituir um atractivo suplementar visando uma eventual exportação para o mercado brasileiro.

 

Nesse mercado, estas designações apelariam não só aos nacionais mas também à vasta comunidade portuguesa. Em Portugal, apelariam ainda particularmente à nostalgia daqueles emigrantes portugueses que, tendo feito fortuna (ou não...) no Brasil, haviam regressado a Portugal – os brasileiros de torna-viagem.

 

Na literatura portuguesa do século XIX, estes brasileiros de torna-viagem já haviam sido consagrados por Camilo Castelo Branco (1825-1890) em muitas das suas obras, havendo ainda no século XX alguns autores que testemunharam essa mesma experiência de emigração, como Ferreira de Castro (1898-1974) e Miguel Torga (pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, 1907-1995).

 

Capa do catálogo da exposição Os Brasileiros de Torna-Viagem no Noroeste de Portugal, realizada em 2000.

 

© MAFLS


Dezembro 14 2009

 

Prato coberto e travessa, formato Paris, estampados com o motivo Beira, sob o vidrado, apresentando filetagem e decoração complementar a ouro, sobre o vidrado.

 

 

© MAFLS


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