Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Julho 01 2017

 

Caixa em faiança produzida na fábrica Raul da Bernarda, de Alcobaça.

 

Pintada à mão e modelada num tradicional formato de coração, apresenta a legenda  "Amor com / Amor se / paga", característica das frases populares reproduzidas em cerâmica nas décadas de 1940 e 1950, mas que se prolongaram ainda pela década seguinte.

 

 

© MAFLS


Julho 21 2015

 

Tal como já foi aqui referido, a escritura de constituição da SPAL foi lavrada a 21 de Julho de 1965.

 

A Sociedade de Porcelanas de Alcobaça teve como fundadoras as empresas Elias & Paiva, Lda., Olaria de Alcobaça, Lda., Raul da Bernarda & Filhos, Lda., e ainda Joaquim Augusto Coelho Ferreira da Bernarda.

 

O capital social de constituição ascendia a 9.000.000$00, estando distribuído pelas seguintes quotas – Elias & Paiva, Lda., 3.000.000$00; Olaria de Alcobaça, Lda., 3.000.000$00; Raul da Bernarda & Filhos, Lda., 2.100.000$00; e Joaquim Augusto Coelho Ferreira da Bernarda, 900.00000.

 

À data de constituição da sociedade apenas cinquenta por cento deste capital se encontrava realizado, tendo sido estipulado que os restantes quatro milhões e quinhentos mil escudos deveriam dar entrada na caixa social até 31 de Dezembro daquele ano.

 

 

Contrastando com o sóbrio e tristonho pin que a SPAL escolheu para assinalar o seu cinquentenário, o qual está ilustrado no início deste artigo, nada melhor do que reproduzir uma das suas decorações mais feéricas para sublinhar a habitual excelência da maioria da produção da empresa.

 

Em sintonia com tal contraste, intitula-se este motivo Paradoxo. Surge aqui ilustrado num conjunto de pires e chávena de café, peças que ostentam a versão IV desta decoração comercializada na década de 1990.

 

O motivo Paradoxo apresentava diferentes composições geométricas onde se inscreviam combinações cromáticas, semelhantes a esta, sumptuosamente complementadas a ouro.

 

Veja-se como a decoração desta série pode perfeitamente competir com alguns dos motivos das célebres Espresso Sammeltasse, no formato "Cupola" concebido por Mario Bellini (n. 1935), comercializadas também na mesma década pela conceituada fábrica alemã Rosenthal: http://www.rosenthal.de/en/shop/brands/studio-line-2-en/gifts-and-accessories-en/espresso-collectors-cups-en/.

 

 

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Novembro 05 2011

          

 

Jarra produzida na fábrica Raul da Bernarda, em Alcobaça, com decoração a esmalte em relevo, e complementos a dourado, sobre o vidrado.

 

Embora sem a diversidade e a dimensão modernista que marcaram a Aleluia, a FLS, e a Secla, a produção da RB apresentou interessantes exemplares durante o final da década de 1950, bem como durante a década seguinte, como se comprova através do notável sentido dinâmico e escultórico que esta peça traduz.

 

Os espaços abertos criados no perfil da peça não só acentuam a sua modernidade como remetem claramente para elementos composicionais característicos quer da obra do pintor e escultor Jean [Hans] Arp (1886-1966; cf. http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Arp), quer da obra do escultor Henry Moore (1898-1986; cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Henry_Moore).

 

 

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Abril 03 2011

 

Azulejo com a inscrição em relevo RB [Raul da Bernarda] / Alcobaça no tardoz.

 

"Num instante convencera a Dona Rosário. A saber aquelas coisas todas, a conhecer as flores pelos nomes como se fossem pessoas, quem melhor do que o Tilário para ficar a cuidar do jardim da Casa da Chaminé? A Irene iria sentir-se muito mais aliviada, talvez até lhe desse mais uma fatia de pão com doce como prova do seu reconhecimento. Claro que isto ele não o dissera a Dona Rosário: outra das coisas boas que o Tilário lhe ensinara era que há um tempo certo para as palavras, ou, como ele costumava dizer, "palavra fora de boca é pedra fora da mão"..."

 

Excerto de Às Dez a Porta Fecha (1988), de Alice Vieira (n. 1943).

 

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Novembro 06 2010

 

Pequena jarra decorada a lilás sob o vidrado, com retoques a ouro sobre o vidrado.

 

Em 2008  a empresa Raul da Bernarda & Filhos, Lda., entrou num processo de insolvência. O Museu Raul da Bernarda, que havia sido inaugurado no ano 2000, foi entretanto adquirido pela Câmara Municipal de Alcobaça, tendo sido reinaugurado em Agosto de 2010 (cf. http://www.alcobaca.pt/index.php?ID=12132).

 

 

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