Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 16 2015

 

Pequeno prato em faiança, com cerca de 18 cm. de diâmetro, apresentando decoração floral policromática pintada à mão sob o vidrado.

 

Embora este formato seja semelhante a alguns dos formatos produzidos pela fábrica portuense da Corticeira e pela fábrica gaiense Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/abas+recortadas), as iniciais C. V. não correspondem a qualquer assinatura fabril ou oficinal identificada.

 

Além do mais, não só a execução formal e decorativa se afasta da qualidade destas duas fábricas como as opções cromáticas se afastam, também, da palette habitual das mesmas.

 

Por sua vez, a pasta apresenta-se demasiado granulada, exsudando em demasiada e formando excrescências de aspecto salitroso quando submetida a imersão aquosa prolongada e posterior secagem natural.

 

Saliente-se, no entanto, que a assinatura a castanho vinoso não é invulgar na Soares dos Reis e que a tonalidade azul, aqui aplicada no reticulado, também surgiu nesta fábrica, aplicada em filetagem e ramagem pintadas à mão que complementam frutas executadas a stencil (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/f%C3%A1brica+soares+dos+reis).

 

Uma outra hipótese seria a de a inicial "V" corresponder a Viana do Castelo. No entanto, embora na década de 1940 tenha existido produção de faiança nesta localidade, a marca que se conhece corresponde à designação Louça de Viana e a não a uma hipotética Cerâmica de Viana.

 

 

 © MAFLS


Maio 15 2011

 

 

Prato em faiança da Fábrica da Corticeira, Porto, recortado e pintado à mão sob o vidrado.

 

Sobre esta fábrica a bibliografia é escassa, sabendo-se muito pouco quer sobre a sua administração quer sobre as suas datas de actividade, embora pareça que terá funcionado até à década de 1960.

 

O Itinerário da Faiança do Porto e Gaia, publicado em 2001 pelo Museu Nacional Soares dos Reis, dedica-lhe este curto parágrafo, repleto de incertezas e de uma marcante frase no condicional:

 

"Desta fábrica quase nada sabemos, apenas que teria ficado a laborar em parte das instalações abandonadas [em 1923] pela fábrica do Carvalhinho, na [Calçada e Rua da] Corticeira, sob a direcção do industrial António Silva, passando posteriormente a um funcionário, António Pereira da Silva."

 

A data de início da sua laboração é desconhecida, devendo no entanto notar-se que nem o opúsculo Cerâmica Portuguesa (1931), integrado na colecção Patrícia dirigida por Albino Forjaz de Sampaio (1884-1949), nem a conferência de um especialista na área, J. T. Ferreira Pinto Basto (1870-1953), intitulada A Cerâmica Portuguesa, proferida em 20 de Dezembro de 1934 e publicada no ano seguinte, mencionam a existência desta fábrica.

 

 

Nesta fotografia, inédita, do século XIX pode-se observar, do centro para a direita, o espaço que corresponde hoje à Alameda das Fontaínhas e logo abaixo, na encosta que desce para o rio Douro, parte das edificações originais da fábrica do Carvalhinho, contíguas à Rua da Corticeira e à antiga Calçada da Corticeira, actual Calçada das Carquejeiras.

 

Acerca da produção da Fábrica da Corticeira, e acerca deste prato em particular, note-se como segue a gramática dos pratos reticulados que imitam o artesanato de verguinha entretecida, uma prática comum a diversas fábricas portuguesas que reproduziram já no século XX este tradicional formato – Carvalhinho (http://mfls.blogs.sapo.pt/30760.html), Sant'Anna (http://mfls.blogs.sapo.pt/61269.html) e Soares dos Reis (http://mfls.blogs.sapo.pt/68135.html), e as características da pintura manual sob o vidrado e da decoração floral dessas mesmas fábricas.

 

 

© MAFLS


Novembro 20 2010

 

Prato de parede recortado, e pintado à mão, da fábrica Soares dos Reis, Vila Nova de Gaia.

 

Fundada em 1919, a fábrica Soares dos Reis veio a ser reestruturada em 1941, acabando por encerrar em 1964.

 

 

© MAFLS


Setembro 25 2010

 

Prato recortado, e pintado à mão, da Fábrica Sant'Anna, Lisboa (http://www.santanna.com.pt/).

 

Embora durante o século XX os pratos recortados e pintados à mão executados em Portugal tenham uma imagem mais associada à Fábrica do Carvalhinho, a verdade é que diversas outras fábricas os produziram, como a fábrica Soares dos Reis, de Vila Nova de Gaia, e a Fábrica Sant'Anna, aqui representada.

 

 

© MAFLS


Janeiro 24 2010

 

Prato recortado, e pintado à mão, da Fábrica do Carvalhinho.

 

Esta peça foi exibida na exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada em 2005 nos E.U.A.

 

 

© MAFLS


Dezembro 16 2009

 

Prato recortado da Fábrica do Carvalhinho, com pintura à mão sob o vidrado.

 

O formato da peça reproduzida encontra-se referido numa tabela de preços da Fábrica Cerâmica do Carvalhinho não datada, embora seja muito provavelmente da década de 1930, sob o número 29, prato rendilhado, ao preço de 12$50.

 

 

© MAFLS


Novembro 19 2009

 

Anúncio de página inteira publicado na revista Panorama, número dois, III série, de Junho de 1956.

 

Veja-se um anúncio semelhante, publicado no mesmo ano, e informação sobre a série completa de cavaleiros, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/8294.html.

 

Note-se que a figura equestre foi fotografada de um ângulo ligeiramente diferente e que o prato da Fábrica do Carvalhinho, para além de ser de um formato diferente, tem decoração distinta.

 

© MAFLS


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