Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Janeiro 24 2018

 

No dia 26 de Fevereiro de 2018, segunda-feira, entre as 09h30 e as 17h00, decorrerá no Museu de Cerâmica de Sacavém uma conferência inserida nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Jorge Rey Colaço (1868-1942), notável pintor cerâmico que colaborou com as fábricas Lusitânia e Sacavém e é autor de diversos painéis azulejares, como os que revestem o Hotel do Buçaco, ou a estação de S. Bento, no Porto.

 

A entrada na conferência é gratuita e encontra-se aberta ao público em geral, mas requer pré-inscrição até ao dia 19 de Fevereiro de 2018, que poderá ser efectuada junto dos serviços da Câmara Municipal de Loures / MCS (carlos_pereira@cm-loures.pt), e estará limitada ao número de lugares disponíveis no auditório do museu.

 

O programa apresenta como moderadores Carlos Luís, Carlos Pereira e Conceição Serôdio, da CM Loures e do MCS, e como oradores convidados Ana Sousa, Augusto Moutinho Borges, Cláudia Emanuel, João Manuel Mimoso, José Meco, Maria Alexandra Gago da Câmara, Paula Azevedo, Pedro Almeida, Rosário Salema de Carvalho, Sílvia Santa-Rita, Teresa Verão, Tiago Borges Lourenço e Tomás Colaço.

 

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Abril 30 2012

 

O destaque que a edição de Agosto de 2011 da revista Travel + Leisure (http://www.travelandleisure.com/articles/worlds-most-beautiful-train-stations/11) deu à estação ferroviária de S. Bento, classificando-a entre as mais belas do mundo, fez disparar na net a procura de imagens sobre os seus painéis azulejares, sobre o autor desses painéis, Jorge Colaço (1868-1942) e sobre a cidade.

 

Recentemente, um universo internacional de 212.688 votantes atribuíu o galardão Best European Destination 2012 à cidade do Porto (http://www.europeanconsumerschoice.org/travel/european-best-destination-2012/).

 

Regozijando-se com essa distinção, este espaço aproveita a ocasião para divulgar mais duas imagens de este emblemático edifício da cidade, desta vez dedicadas à temática das festas e romarias.

 

 

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Maio 04 2011

 

Cerca de cinco meses depois de aqui ter sido publicada uma imagem dos trabalhos de restauro (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/80286.html), eis um aspecto parcial dos painéis de Jorge Colaço (1868-1942) então escondidos por telas e andaimes e entretanto recuperados.

 

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Dezembro 11 2010

 

Aspecto das obras de restauro, conservação e consolidação dos painéis de azulejo da estação de S. Bento, Porto, que estão a ser realizadas durante o corrente mês de Dezembro.

 

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Setembro 30 2010

 

Detalhes de painéis de azulejos da estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

Notem-se as manchas presentes na imagem superior, que correspondem à tela adesiva colocada para suster alguns dos azulejos dos diversos painéis que necessitam de urgente consolidação.

 

 

Este último é um dos painéis restaurados, parcial ou extensivamente, em 1978, por F. Gonçalves (activo entre c. 1954 e c. 1978), pintor que esteve ligado à Fábrica do Carvalhinho, de Vila Nova de Gaia.

 

 

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Agosto 17 2010

 

Detalhes de painéis de azulejos da estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

Note-se como a saia da figura reproduzida acima, em primeiro plano, evoca, nas flores estilizadas em círculos, o Orfismo e a obra dos pintores Robert (1885-1941) e Sonia Delaunay (1885-1979).

 

Provavelmente trata-se apenas de uma coincidência, embora estes, amigos dos pintores Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) e Eduardo Viana (1881-1967), tenham permanecido no Minho e em Vila do Conde durante alguns meses do início da primeira Guerra Mundial, período que coincidiu com a conclusão das obras desta estação.

 

 

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Agosto 01 2010

 

Detalhes dos painéis da estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

No canto inferior direito do painel azul e branco reproduzido acima, intitulado Torneio dos Arcos de Valdevez (século XII), note-se o rectângulo de tela adesiva que assegura a manutenção in situ de alguns azulejos. Embora diversos painéis tenham sido restaurados por F. Gonçalves (activo entre c. 1954 e c. 1978) em 1978, a verdade é que o revestimento azulejar necessita actualmente de uma urgente intervenção de consolidação.

 

O friso multicolorido, com representações alegóricas da história dos transportes, remata todos os alçados do átrio.

 

No painel reproduzido abaixo, note-se como a locomotiva não só surge flanqueada pelo verde-rubro da bandeira republicana como apresenta ainda as mesmas cores nos amortecedores. Tal não será surpreendente se recordarmos que as obras, iniciadas ainda durante o período monárquico, se prolongaram por uma década, concluindo-se já em pleno período republicano.

 

 

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Julho 28 2010

 

Detalhe do painel de azulejos intitulado Egas Moniz Apresentando-se, Com a Mulher e Filhos, ao Rei de Leão (século XII), que se encontra na estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

Colocado à esquerda da entrada do edifício, este é um dos diversos painéis do conceituado pintor Jorge Colaço (1868-1942) que revestem o átrio da estação.

 

 

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Julho 20 2010

 

Azulejos, com cenas rurais e religiosas, instalados no átrio da estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

Conforme referido anteriormente, e ao contrário do que algumas fontes declaram, estes azulejos foram produzidos na FLS entre 1905 e 1916, sob o traço e a orientação do pintor Jorge Colaço (1868-1942).

 

Na exposição As Fábricas de Loures no Contexto da República, actualmente a decorrer no MCS, pode-se consultar correspondência da FLS que atesta essa produção.

 

 

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Junho 28 2010

 

Detalhe do painel de azulejos intitulado O Infante D. Henrique na Conquista de Ceuta (século XV), que se encontra na estação ferroviária de S. Bento, Porto.

 

Colocado à direita da entrada do edifício, este é um dos diversos painéis do aclamado pintor Jorge Colaço (1868-1942) que revestem o átrio da estação.

 

Adjudicado em 1905, o revestimento azulejar foi concluído em 1916. Embora algumas fontes refiram que este trabalho foi executado na fábrica Lusitânia (cf. http://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_Ferrovi%C3%A1ria_de_Porto-S%C3%A3o_Bento), deve notar-se que nesse período Jorge Colaço colaborava quase exclusivamente com a FLS, empresa que tratava de lhe arranjar colaboradores na pintura de azulejo.

 

 

Aliás, em correspondência da FLS remetida para Inglaterra e relativa ao primeiro trimestre de 1906, transcrita no livro Fábrica de Louça de Sacavém (1997), de Ana Paula Assunção (n. 1957), refere-se o seguinte:

 

"(...) temos vindo a considerar um director de azulejo e pensamos que o Sr. Harding seria o homem exacto para nós, mas temos que saber primeiro se ele é bom no vidrado de majólica, fornos, etc., etc., e se está acostumado a dirigir homens e tem coragem para o fazer. (...) Para além de dirigir a secção dos azulejos, terá que ajudar o meu filho Raul na direcção geral, quando necessário, com certeza que  terá muito tempo para isso. (...) Estamos mesmo com muita pressa de ter o homem cá. (...)"

 

No entanto, esta hipótese acabou por ser abandonada, de acordo com uma carta, datada de 16 de Abril de 1907, transcrita na mesma obra: " (...) lamentamos que o senhor [Harding] não sirva para o Sr. Colaço (...)".

 

Em correspondência do primeiro semestre do mesmo ano havia-se especificado assim o trabalho a desempenhar junto de Jorge Colaço: "(...) o Sr. Colaço procura um homem para pintar em azulejos, com isto, queremos dizer que ele será necessário para preencher com cores depois de o Sr. Colaço ter trabalhado o desenho. (...) Um simpático companheiro com 25/30 anos (...)".

 

 

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