Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Maio 12 2017

 

Na celebração do centenário das aparições, ou das visões, de Fátima, apresenta-se uma placa em biscuit da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Criada em 1967 para celebrar o cinquentário, esta peça tem cerca de 13 x 8 x 1,2 cm. e apresenta no tardoz a referência, impressa na pasta, E135.

 

© MAFLS


Abril 02 2017

 

Taça em porcelana, com cerca de 7 x 19,6 x 21,1 cm., da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresenta decoração estampada, com retoques coloridos de pintura manual, e filetagem dourada.

 

 

© MAFLS

 


Outubro 08 2016

 

Pequena jarra, com cerca de 9,3 cm. de altura, da Sociedade de Porcelanas, Coimbra.

 

Apresentando um invulgar tronco pentagonal, ostenta numa dessas cinco faces decoração vegetal, em relevo moldado, que está sublinhada com delineação a verde, aplicada manualmente.

 

Note-se, ainda, como a referenciação do formato, J29, replica o sistema utilizado na Electro-Cerâmica do Candal (http://mfls.blogs.sapo.pt/outras-fabricas-outras-loicas-ccv-309389), de Vila Nova de Gaia, que a partir de 1945, tal como a SP, passaria a integrar definitivamente o grupo Vista Alegre.

 

 

© MAFLS


Setembro 10 2016

 

Pequena leiteira, com cerca de 7,5 cm. de altura, 6,4  cm. na diagonal inferior e  8,6 cm. na diagonal superior, em porcelana da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra. Apresenta na base, incisos, os números 4, impresso, e 15, manuscrito.

 

Expoente máximo dos modelos Art Déco da SP, este formato, denominado Cúbico, surge habitualmente com decoração geometrizante que, por vezes, pode acentuar ainda mais a desconstrução, minimalista e escultórica, do cubo – um corte na parte superior de um vértice, que fende a pasta virando-a para o exterior e criando o bico, um recorte no vértice oposto, que esculpe e vaza o interior criando a asa.

 

O resultado desta intervenção contida é uma evoção clara de quadrados, círculos e triângulos e a sugestão da sua projecção tridimensional, total ou seccionada, em cubos, esferas e pirâmides.

 

Numa cuidadosa e harmoniosa adaptação ao formato, este exemplar apresenta, contudo, uma ave exótica, motivo bem característico, também, de alguma decoração cerâmica internacional do período Art Déco.

 

 

Como já foi referido anteriormente, em Portugal conhecem-se ainda motivos com aves exóticas na produção cerâmica, decorativa e doméstica, da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, quer da sua unidade de Coimbra quer da unidade de Lisboa, da Electro-Cerâmica, do Candal, e da Vista Alegre, de Ílhavo.

 

Acerca deste género de decoração, consultem-se os três artigos sobre Marcel Goupy (1886-1954) anteriormente aqui publicados: http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/marcel+goupy.

 

Vejam-se mais alguns exemplares, com diferentes motivos deste notável formato, nas publicações de MUONT : http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2012/01/servico-de-cafe-modelo-cubico-porcelana.html.

 

Apesar da sua protuberância no bico, que contradiz os princípios subjacentes à patente inglesa 693783 – empilhamento fácil e arrumação compacta sem danos, este modelo da SP será de origem estrangeira e derivará certamente dos famosos Cube Teapots, patenteados cerca de 1922, que foram comercializados por diversas fábricas do Reino Unido, como a Minton ou a Wedgwood, e equiparam navios como o Queen Mary ou o Queen Elizabeth.

 

 

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Setembro 20 2015

 

Caixa em porcelana, com cerca de 10, 4 cm. de altura e 11,2 cm. de diâmetro maior, produzida pela Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Habitualmente designadas como guarda-jóias, as caixas deste género, que apresentavam diversos formatos e surgiam predominantemente em conjuntos de toucador em cerâmica ou vidro, mas também em exemplares isolados de estanho ou prata, ou outros materiais, tiveram particular divulgação durante  os segundo e terceiro quartéis do século XX.

 

A decoração deste exemplar apresenta uma exuberante gramática floral característica dos finais da década de 1960, e princípios da década seguinte, podendo padrões semelhantes, mais, ou menos, estilizados, ser encontrados em diversos tecidos estampados desse período.

 

 

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Setembro 01 2014

 

Mealheiro em porcelana da Sociedade de Porcelanas, Coimbra, representando uma galinha estilizada alusiva ao aforismo "Grão a grão enche a galinha o papo.

 

Esta imagem não teve qualquer retoque digital para mostrar propositadamente a fractura que resultou do uso da peça enquanto mealheiro, que depois veio a ser aberto pelo método tradicional.

 

Veja-se um outro mealheiro alusivo ao mesmo aforismo, este da FLS, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/25039.html.

 

 

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Setembro 01 2014

 

Figura de corça ajoelhada, com cerca de 24,7 x 19,8 x 10, 8 cm, em porcelana.

 

Embora não apresente qualquer marca visível, é possível que esta peça tenha sido produzida na Electro-Cerâmica do Candal ou na Sociedade de Porcelanas, de Coimbra, cujos exemplares, mais frequentemente do que acontece na primeira fábrica, por vezes surgem sem qualquer marca ou mesmo sem o simples carimbo S. P. que se pode encontrar nalgumas peças de biscuit.

 

Vejam-se outros exemplares de corças, também com dimensões médias mas em faiança, das unidades de Lisboa e Coimbra da Companhia das Fábricas Cerâmica Lusitânia, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/71973.html.

 

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Julho 26 2014

 

Conjunto de açucareiro, cafeteira, leiteira e manteigueira da Sociedade de Porcelanas, de Coimbra.

 

Aplicada sobre um formato associado à gramática Art Déco, encontramos uma decoração, correspondente ao motivo LB 5056, claramente evocativa da influência do movimento suprematista.

 

Curiosamente, apesar de na base da cafeteira se encontrar manuscrita a identificação do formato como sendo Belga, este corresponde, efectivamente, ao formato Porto.

 

Veja-se uma variante cromática desta decoração, apresentada por MUONT, aqui: http://modernaumaoutranemtanto.blogspot.pt/2011/12/servico-de-cha-modelo-porto-porcelana.html.

 

 

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Maio 17 2014

 

No dia em que, simbólica e supostamente, se fecha uma caixa de inanidades e se assiste ao demagógico e propagandístico regozijo oficial, enquanto sobre o país pairam inexoráveis avejões e a maioria dos portugueses sofre a dura realidade quotidiana herdada daquela tecnocrática boceta de Pandora, apresentam-se duas caixas de porcelana de diferentes fábricas e com diferentes formatos.

 

Primeiramente, um exemplar com decoração floral estampada, e complementos a platina, da fábrica Electro-Cerâmica do Candal. Esta caixa, com cerca de 7,6 x 11,9 x 7,6 cm., corresponde ao formato F8 da EC, como se pode comprovar no final do artigo.

 

Tal formato teve uma variante quadrada, que se conhece com decoração alusiva à Exposição do Mundo Português, realizada em Lisboa no ano de 1940 (cf. http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/tag/exposi%C3%A7%C3%A3o+do+mundo+portugu%C3%AAs).

 

 

Seguidamente, uma pequena caixa da Sociedade de Porcelanas de Coimbra, com cerca de 3,9 cm. de altura e 7 cm. de diâmetro, apresentando decoração vegetalista e floral, estilizada ao gosto Art Déco, pintada à mão e com complementos a ouro.

 

Embora estes exemplares sejam os dois, provavelmente, da década de 1940, note-se como a caixa da SP ostenta um motivo claramente modernista na sua representação figurativa.

 

Na marca da Electro-Cerâmica, note-se como surge um segundo logótipo esmaltado sobre o vidrado que foi sobreposto ao logótipo inciso na pasta.

 

     

 

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Dezembro 01 2012

     

 

Estatueta, em biscuit da Sociedade de Porcelanas, representando uma tricana de Coimbra.

 

Com cerca de 19,8 cm. de altura, esta peça aproxima-se claramente, quer na temática quer na modelação, das diversas estatuetas com trajos regionais produzidas pela Vista Alegre a partir do segundo quartel do século XX.

 

No entanto, os diversos detalhes da delicada modelação, o requebro das ancas e da cintura, e toda a sensação de longilínea elegância que emana desta estatueta, aproximam-na muito mais dos estilizados exemplares femininos modelados na VA durante o período 1947-1968, como a Mulher da Beira Litoral, a Mulher do Douro Litoral, ou a Varina de Lisboa, do que das figuras mais compactas e estáticas do período anterior (1922-1947).

 

É muito provável, aliás, que o modelador das referidas peças da VA tenha sido também o autor desta estatueta. O que não será de modo algum surpreendente, se recordarmos que a VA consolidou a sua posição na administração da SP em 1945, depois de um processo de aquisição que se tinha iniciado dez anos antes.

 

A revista Vista Alegre número 18, de Abril de 2001, apresenta um artigo de oito páginas dedicado ao escultor, modelador e gravador coimbrão Cabral Antunes (1916-1986), onde são apresentadas doze das treze figuras regionais que, em 1956, criou para a VA, incluindo as três mencionadas acima.

 

Comparando os traços característicos daquelas figuras com os desta tricana, facilmente se conclui que Cabral Antunes terá sido certamente o autor desta estatueta em biscuit da SP.

 

Medalha da autoria de Cabral Antunes cunhada em 1978.

 

Como se pode constatar pelo exemplar reproduzido acima, o autodidacta Cabral Antunes foi ainda um notável medalhista, actividade que iniciou em 1963 com uma peça dedicada ao escritor Aquilino Ribeiro (1885-1963).

 

Nessa área, celebrizou-se quer pelas composições figurativistas colectivas de algumas alegorias históricas, como a apresentada acima e a que pode ser vista aqui: http://chaves.blogs.sapo.pt/351622.html, quer pelo figurativismo realista de efígies singulares, como a que pode ser vista aqui: http://blogdaruanove.blogs.sapo.pt/292007.html.

 

 

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