Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Outubro 16 2016

 

Placa cerâmica decorada a stencil e esponjado, com cerca de 0,7 x 20,1 x 30,1 cm., comercializada pelo Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa, no primeiro lustro do século XXI.

 

A nota impressa que originalmente acompanhava a peça apresenta a seguinte inscrição: "Azulejos / azul e amarelo / Adaptação livre a partir dos "Biombos Nambam" pertencentes à época clássica da Escola de Kano – Japão séc. XVI, XVII. Pormenor de detalhes do biombo atribuído a Kano Domi (1593-1600). / Ana Cordovil Wemans / M. N. A. A. 2 / IPM".

 

A autora deste motivo, que reinterpreta uma criação artística directamente relacionada com a presença dos portugueses e dos gaijin em solo nipónico durante os séculos XVI e XVII, a ceramista Ana Cordovil Wemans (n. 1956), dispõe de uma oficina própria de azulejaria, em Lisboa, e de um site onde ilustra a sua produção: http://www.anacordovil.com/home/projectos-realizados.

 

Uma vez que o tardoz se encontra revestido a aglomerado de cortiça, não é possivel identificar qualquer marca da fábrica / oficina que produziu esta placa cerâmica.

 

© MAFLS


Julho 30 2016

 

Conjunto de azulejos decorativos, com cerca de 15,2 cm. de lado, ostentando decoração aplicada a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sobre o vidrado.

 

No tardoz ostentantam, em relevo, a inscrição LUFAPO / Coimbra, que, como se sabe, correspondia a uma das marcas do grupo Lusitânia.

 

© MAFLS


Junho 19 2016

 

Dípticos azulejares, executados em oficina não identificada, ostentando a assinatura de José de Sousa (datas desconhecidas) e a data de 2005.

 

 

Embora estes não sejam exemplares de produção industrializada e comercialização em larga escala, destinam-se obviamente a apelar a um público, eventualmente turístico, que identificará a tradição azulejar e o peixe como ícones de Portugal.

 

 

© MAFLS

 


Junho 09 2016

 

Azulejo em relevo, com o motivo 17, apresentando mais uma das variantes cromáticas comercializadas pela FLS.

 

Tal como alguns dos exemplares anteriormente apresentados (http://mfls.blogs.sapo.pt/tag/azulejo+motivo+17), também este ostenta a inscrição SACAVEM moldada no tardoz.

 

© MAFLS

 

publicado por blogdaruanove às 21:01

Junho 04 2016

 

Par de azulejos em faiança, com cerca de 10,4 x 10,4 cm., produzidos na fábrica Aleluia, de Aveiro.

 

Estes motivos folclóricos estiveram particularmente em voga na produção da fábrica durante a década de 1950, podendo-se encontrar dois outros exemplos aqui: http://blogdaruaonze.blogs.sapo.pt/371206.html.

 

Tal como ali foi referido – "a recuperação e reformatação dos valores do folclore bem como a sua dinamização nas décadas de 1940 a 1960 está geralmente associada ao Estado Novo e aos vários organismos corporativos desenvolvidos pelo regime – SPN/SNI, FNAT, Casas do Povo."

 

"Um aspecto, contudo, é muitas vezes subvalorizado ou escamoteado na análise desse revivalismo. É que ele havia sido promovido já na década de 1920 por artistas como Bernardo Marques (1898-1962) ou Roberto Nobre, (1903-1969),  certamente na senda da recuperação de um imaginário popular europeu relançado anteriormente pelos Ballets Russes, de Diaghilev (Sergei Pavlovich Diaghilev, 1872-1929), e rapidamente aplaudido, acarinhado e  adoptado pelos modernistas."

 

© MAFLS


Maio 12 2016

 

Azulejos oitocentistas existentes no átrio do edifício número 36 da Rua de Santa Maria, em Chaves.

 

Atendendo à designação em Inglês – Mapping Our Tiles, poderíamos pensar que nos encontramos perante um projecto estrangeiro. Mas não. Trata-se de um projecto com origem no Porto, que pretende geo-referenciar o património azulejar em Portugal.

 

De momento cataloga apenas azulejos de padrão patentes nas fachadas dos edifícios portugueses, de modo a registar a sua localização e frequência, sem fornecer dados complementares sobre oficinas ou fábricas de origem. Seria importante que, numa fase posterior, pudesse vir a incluir estes dados e a apresentar azulejos do interior de edifícios, pois assim poderão surgir dados complementares interessantes, como o facto de estes azulejos aplicados em Chaves no interior de um edifício surgirem também a recobrir a fachada de um edifício do Porto.

 

O movimento está aberto a toda a colaboração para aumentar a sua base de dados, mas note-se que as imagens cedidas para o acervo do projecto, apesar de creditadas, poderão vir a ser utilizadas nos seus projectos comerciais (Quem somos? – "...utilizamos os seus padrões nos embrulhos de sabonetes de azeite aromatizados com óleos essenciais biológicos, que produzimos, postais e outros produtos"; Como  posso ajudar? – "As imagens partilhadas deverão ser da autoria de quem as submete e poderão ser utilizadas pelo projeto MAPPING OUR TILES e pelo projeto Az Infinitum, com crédito atribuído aos autores.").

 

De momento estão referenciados 57 padrões azulejares, que podem ser vistos aqui – http://mappingourtiles.com/, mas o movimento projecta adicionar uma média de 5 padrões por mês para atingir um total previsto de 100 padrões no final do corrente ano.

 

 

 © MAFLS

publicado por blogdaruanove às 12:57

Dezembro 08 2015

 

Painel de nove azulejos, com imagem alusiva a Nossa Senhora da Conceição pintada à mão, patente num edifício arruinado de Porto da Cruz, na ilha da Madeira.

 

Este exemplar representa uma invulgar variante aos mais comuns painéis de apenas quatro azulejos, sincrética e iconicamente consagrados a um tema que se confunde com este, os quais começaram a ser lançados em 1940.

 

Os painéis datados de 1940, produzidos em diferentes fábricas e habitualmente estampados, comemoram o dogma da Imaculada Conceição (concepção), apresentando quase sempre a legenda "A Virgem Maria Senhora Nossa foi concebida sem pecado original". Este mesmo motivo conhece-se também num único azulejo (cf. http://mfls.blogs.sapo.pt/228397.html).

 

De facto, para além de apresentar nove azulejos, este conjunto surge com a imagem de Nossa Senhora pintada à mão, não alude explicitamente ao dogma, tendo ainda sido produzido em 1948, dois anos depois do tricentenário da consagração do reino de Portugal a Nossa Senhora da Conceição.

 

Veja-se um azulejo produzido pela FLS no ano de 1946 e com a mesma temática religiosa, mas com uma gramática totalmente distinta, aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/44854.html.

 

 

Em 1818, D. João VI (1767-1826; rei, 1816-1826) instituíu a Real Ordem Militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, que foi extinta enquanto ordem militar pelo governo republicano instaurado em 1910.

 

Com os graus de grã-cruz, comendador, cavaleiro e servente, e condecorações desenhadas pelo artista francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), a ordem tinha el-rei como grão-mestre, sendo preservada nos nossos dias, e concedida ainda a título privado, pelo actual Duque de Bragança.

 

Depreciativamente tratada como a medalhinha de Nossa Senhora da Conceição pelos republicanos do final da monarquia, e também durante a I República, ostenta as iniciais AM (Avé Maria) envolvidas pela legenda Padroeira do Reino e ainda hoje apresenta a tradicional banda monárquica em seda azul celeste.

 

 

© MAFLS


Dezembro 01 2015

 

Quadra de azulejos ostentando no tardoz de um exemplar a legenda SACAVEM U 1, em relevo, e o carimbo numérico 149. Outro exemplar apresenta os carimbos numéricos 17 (maiúsculo), 3 (minúsculo) e ainda o número 315 manuscrito a preto.

 

Este conjunto, propositadamente combinando azulejos com cores diferentes e omitindo as espigas que constituíam a quadra original (http://mfls.blogs.sapo.pt/26731.html), ilustra duas das três variantes cromáticas conhecidas nas papoilas e nos laços – azul, laranja e roxo.

 

A decoração encontra-se aplicada sobre o vidrado.

 

© MAFLS

publicado por blogdaruanove às 21:01

Novembro 15 2015

 

Par de azulejos produzidos pela fábrica Viúva Lamego, em Lisboa, unidade que agora pertence ao grupo Aleluia.

 

Embora este motivo recrie um açafate com flores ao gosto seiscentista e setecentista, a representação floral denuncia uma gramática mais característica do segundo e terceiro quartéis do século XX.

 

Atendendo às iniciais que surgem no canto superior esquerdo do tardoz dos dois azulejos, é possível que este conjunto tenha sido pintado por Artur José (1932-2010), podendo ver-se um prato decorado por este artista aqui: http://mfls.blogs.sapo.pt/189321.html .

 

 

© MAFLS


Setembro 01 2015

 

Acima, pequeno azulejo de friso, com cerca de 4 x 15,8 x 1 cm., apresentando motivos florais estilizados aplicados a stencil (chapa recortada) e aerógrafo sob o vidrado, ostentando no tardoz a inscrição SACAVEM, em relevo, e um X carimbado a verde.

 

Abaixo, decoração rural oitocentista (http://mfls.blogs.sapo.pt/9037.html) numa terrina que recria um formato da FLS do segundo quartel do século XX – denominado D. João V, em edição promovida no ano de 1999, já depois do encerramento da fábrica, pelo município de Loures.  

 

 

Entrando hoje no seu sétimo ano de publicação, o espaço MAFLS continuará a divulgar, com alguma periodicidade, peças de cerâmica portuguesa.

 

Tal como no ano anterior, essa apresentação centrar-se-á agora, predominantemente, na produção de outras fábricas em detrimento daquela que foi desenvolvida pela centenária (passarão em 2016 cento e sessenta anos da sua fundação) Fábrica de Loiça de Sacavém.

 

 

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