Memórias e Arquivos da Fábrica de Loiça de Sacavém

Setembro 01 2017

 

Pequeno bule, com cerca de 8,2 x 13,6 cm. e 9,8 cm. de diâmetro máximo, para jogo de bonecas ou uso infantil, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, de Vila Nova de Gaia.

 

A decoração floral foi aplicada através de estampagem sobre o vidrado, por decalcomania.

 

 

© MAFLS


Fevereiro 21 2014

 

 

Jarro em faiança da Fábrica do Carvalhinho com decoração vegetalista pintada à mão sob o vidrado.

 

Note-se que, tal como acontece com uma peça aqui recentemente ilustrada (http://mfls.blogs.sapo.pt/lavanda-292769), para além de apresentar o nome da pintora, este exemplar não ostenta no tardoz qualquer indicação relativa quer ao formato quer à decoração, o que poderá indiciar ser esta uma peça produzida depois de 1965, ano em que a FLS abandonou a sua participação na Carvalhinho.

 

 

© MAFLS


Janeiro 30 2014

 

Lavanda, a que faltará o complemento do gomil, ou apenas bacia ou travessa funda, com cerca de 5,8 x 36 x 24 cm., em faiança da Fábrica do Carvalhinho.

 

Note-se que, para além de apresentar o nome da pintora, este exemplar não ostenta no tardoz qualquer indicação relativa quer ao formato quer à decoração, o que poderá indiciar ser esta uma peça produzida depois de 1965, ano em que a FLS abandonou a sua participação na Carvalhinho.

 

De acordo com aquilo que genericamente acontecia quanto ao labor feminino nas grandes unidades industriais portuguesas de cerâmica, observou Fausto Martins (n. 1939), na sua comunicação Subsídios para a História da Fábrica Cerâmica do Carvalhinho (apresentada em Novembro de 1983, publicada como separata da revista Gaya em 1984), sobre o período em que a Carvalhinho foi gerida pela FLS (1930-1965):

 

"De uma maneira geral, podemos dizer que os homens se dedicavam, primordialmente, à pintura dos painéis de azulejos, cabendo às mulheres a pintura de loiça decorativa. Neste capítulo, é de justiça salientar o nome de Adriana Correia, mulher de grande sensibilidade artística, acompanhada, mais tarde, por Maria Natália Soares Leitão que, durante anos, dirigiram o importante sector da louça de ornamentação, em que trabalhavam 100 mulheres."

 

 

© MAFLS


Setembro 07 2013

 

Pequena jarra, com cerca de 12 cm. de altura e e 9,5 cm. de diâmetro, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, de Vila Nova de Gaia. Na base, para além da marca EC dentro de um losango, apresenta também impressa a indicação J-31, referente ao modelo.

 

A presente imagem consta do catálogo da exposição Portuguese Ceramics in the Art Deco Period, realizada nos EUA em 2005, e é da autoria da fotógrafa americana Maggie Nimkin (http://www.maggienimkin.com/).

 

Note-se que a imagem original foi registada em película e posteriormente digitalizada, o que afectou a sua qualidade e não reflecte as características que uma impressão em papel fotográfico oferece.

 

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Junho 23 2013

 

Não se havendo encontrado uma peça cerâmica que ilustre os tradicionais símbolos profanos alusivos ao S. João – o alho-porro e os martelinhos, evocam-se hoje essas populares festividades do Porto e de Gaia, mas também de Braga (http://mfls.blogs.sapo.pt/120112.html) e de outras terras do país, apresentando uma pequena figura de criança com cornetim.

 

Modelada em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, e com cerca de 13,2 cm. de altura, ostenta decoração com esmalte policromado e complementos a dourado sobre o vidrado.


Com esta peça encontramo-nos, mais uma vez, perante uma figura que evoca a produção da fábrica alemã Hümmel, como já foi referido anteriormente: http://mfls.blogs.sapo.pt/189591.html, sendo esta uma cópia evidente da figura número 97 da série produzida por essa fábrica, onde apenas o boné surge como pormenor distintivo: http://www.antiquesnavigator.com/index.php?main_page=documents&content=search&c=Hummel+Figurines&s=trumpet+boy&sumbit=Submit.


Note-se, porém, como a pintura desta peça da EEC está à altura da excelente qualidade das peças da fábrica alemã, características que não se encontram em muitas adaptações ou cópias de outras fábricas, nacionais ou estrangeiras.


Aproveita-se a oportunidade para deixar uma ligação ao blog Detalhes Cerâmicos, espaço que desde Maio de 2012 vem divulgando exclusivamente peças da fábrica Electro-Cerâmica do Candal: http://detalhesceramicos.blogspot.pt/.



Complementa-se ainda a celebração das festividades de S. João com a reprodução de uma gravura flamenga, apresentando uma mancha impressa de cerca de 11,8 x 25,8 cm., do século XVII.


Gravada em água-forte por Gaspar Bouttats (c. 1625 - c. 1703), esta vista desenhada e executada pelo pintor Ioannis (Jan) Peeters (1624-1677), que também se especializou em representações de marinhas e naufrágios, composições que o consagraram, pretende mostrar a igreja de S. João Baptista, e a paisagem envolvente, alegadamente erigida no local de nascimento do santo.


Originalmente, esta gravura integrava um álbum intitulado Vistas de Jerusalém e seus Arredores.



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Junho 08 2013

 

Pequeno prato da fábrica do Carvalhinho, com cerca de 15,9 cm. de diâmetro, apresentando decoração pintada à mão sob o vidrado.

 

A exemplo de outros conjuntos comercializados pela fábrica (http://mfls.blogs.sapo.pt/191542.html), esta seria, muito provavelmente, uma peça que complementaria um vaso com decoração semelhante.

 

 

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Abril 25 2013

     

Vaso formato 193, com cerca de 12,8 cm. de altura e cerca de 15,8 cm. de diâmetro, em faiança pintada à mão sob o vidrado, da Fábrica do Carvalhinho.

 

Este formato não se encontra na tabela de preços não datada que tem vindo a ser referida, a qual apenas regista formatos até ao número 130.

 

 

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Setembro 11 2012

 

Conjunto de pequeno vaso, com cerca de 9 cm. de altura, e prato, com cerca de 11,2 cm. de diâmetro, em faiança, pintada à mão sob o vidrado, da Fábrica do Carvalhinho.

 

O formato 191 não se encontra registado na tabela de preços não datada que tem vindo a ser referida.

 

 

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Setembro 01 2012

 

Pequenas figuras de esquiadores, em porcelana da Electro-Cerâmica do Candal, decoradas com esmalte policromado e complementos a dourado sobre o vidrado.


Estas pequenas figuras, com cerca de 9,2 x 6,8 x 4,6 cm., acabaram por tornar-se características da produção do Candal embora a sua imagem esteja estreitamente ligada a modelos importados, como os da fábrica alemã Hümmel (http://mfls.blogs.sapo.pt/88777.html), e outras fábricas portuguesas, como a VA, tenham comercializado linhas semelhantes.


Destes exemplares apenas o que está decorado a azul apresenta marca estampada sobre o vidrado, tal como se pode ver abaixo, ostentando ambos a referência E8, de formato, e a marca EC impressas na pasta.


Embora se conheçam diversas peças semelhantes a estas, incluindo outras com diferentes cores, como o verde, o seu preço actual tende a ser injustificadamente especulativo e exorbitante, algo que ultimamente tem acontecido com muitas das peças decorativas do Candal, em particular nas lojas e feiras de antiguidades do norte do país. 

 

 

Numa carta manuscrita, datada de 22 de Novembro de 1920 e dirigida a um outro responsável dessa fábrica, carta que se encontra no arquivo particular de Carlos Bobone (n. 1962), o administrador delegado da Vista Alegre, João Teodoro Ferreira Pinto Basto (1870-1953) sublinha: " (...) Temos que ser commerciaes e não afugentar os clientes que tem serviços nossos – Devemo-nos lembrar que a Ceramica de Gaia [Candal] vae fazer serviços. (...)"


Efectivamente, embora tenha começado pelo ramo da porcelana para fins eléctricos e industriais, a Empresa Electro-Cerâmica do Candal não só veio a produzir com sucesso serviços de mesa como também inúmeras outras peças utilitárias e decorativas, particularmente jarras e pequenos bibelots representando animais ou figuras como estas.


Tal como referido anteriormente (http://mfls.blogs.sapo.pt/62574.html), esta empresa acabou por integrar-se em definitivo no grupo Vista Alegre a partir do ano de 1945, permanecendo a ele ligada até ao ano de 2001.


Sobre a actual realidade do espaço e do património da EC veja-se: http://www.candalparque.pt/index.html.

 

 

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Junho 16 2012

 

Azulejos fabricados pela Empresa Cerâmica do Fojo, em Vila Nova de Gaia, apresentando o exemplar reproduzido acima cerca de 16,8 x 16,8 x 1,7 cm. e o reproduzido abaixo cerca de 17,4 x 17,4 x 1,9 cm.

 

Já encerrada, esta fábrica produziu diversos azulejos que revestiram o exterior e o interior de muitos edifícios da região do Porto durante as décadas de 1960, 1970 e 1980, funcionado este revestimento cerâmico como um complemento da arquitectura  e do design de tais edifícios.

 

Foi ainda na Empresa Cerâmica do Fojo que o consagrado pintor Júlio Resende (1917-2011) executou o célebre e emblemático painel azulejar alusivo à ribeira do Porto, intitulado Ribeira Negra (cf. http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/8/85/Ribeira_Negra_Julio_Resende_%28Porto%29.jpg), uma versão da obra homónima produzida sobre lona no ano de 1984. 

 

Este painel azulejar foi concluído em 1986 e inaugurado no ano seguinte.


Relativamente a estes dois exemplares, quando os observamos atentamente não deixa de ser inevitável pensar nas semelhanças com alguns dos relevos pintados (cf. http://www.bbc.co.uk/arts/yourpaintings/paintings/1934-relief-139699) que o consagrado artista inglês Ben Nicholson (1894-1982) desenvolveu em 1933 e 1934.

 

 

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